A ameaça feita em Novembro de 2007 pelo então novo patrão da EMI Guy Hands de cortar o financiamento à RIAA como consequência da ineficácia das suas acções contra a partilha de ficheiros já o deixava prever mas a recessão económica global e o afundar das vendas dos discos obrigaram agora a Associação Discográfica da Indústria Norte-americana a reduzir “uma parte substancial do seu quadro de funcionários”, como avança a CNET.
Segundo fontes confidenciais ligadas à indústria discográfica, os despedimentos e rescisões de contratos abrangeram 31 dos seus 104 funcionários, ou seja, cerca de 30 por cento. A notícia foi também corroborada pela Digital Music News que refere que os cortes abrangem várias unidades regionais de combate à pirataria.
A representante da RIAA Cara Duckworth escusou-se a confirmar o número tendo apenas adiantado como justificação para os despedimentos uma desculpa algo esfarrapada: “Como pode imaginar, a comunidade musical não está imune ao impacto destes tempos económicos mais difíceis.”
Mas será que a percentagem de funcionários tornados “redundantes” foi de apenas 30 por cento ou terá sido algo ainda mais elevado? A julgar pelas declarações de uma fonte confidencial contactada pelo Hypebot, os cortes parecem ter mais representado uma verdadeira hecatombe do que outra coisa:
Tratam-se de cerca de 90 a 100 ou mais pessoais espalhadas pelos Estados Unidos e escritórios globais – anti-pirataria, acções coordenadas com a IFPI e BPI – confiem em mim, é um autêntico banho de sangue…
A ser verdade este relato, trata-se de facto de um marco simbólico na luta dos partilhadores. Tenho a certeza que eles não têm nada de pessoal contra os funcionários da RIAA que se limitavam a recolher provas como endereços IP de partilhadores mas a verdade é que a crise de uma entidade responsável pelos piores temores de centenas de milhares de fãs de música nos Estados Unidos (e não só… – basta pensar no impacto que o encerramento de dezenas de serviços inovadores de música online teve no resto do globo) representa um momento histórico na guerra em favor da cultura livre.
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Realmente Miguel, tomara que o pessoal que perdeu o trabalho arrumem algo o quanto antes. E que não seja relacionado à luta contra o partilhamento!
A RIAA, temida associação das gravadoras, está demitindo geral. Seus mantenedores perceberam que ela é ineficiente http://tinyurl.com/c5cyxu
RIAA começa a descer pelo ralo: http://tinyurl.com/bsfsy9 Bem feito!