Sai mais um processo contra o Seeqpod e um novo contra o Favtape com os cumprimentos da EMI

by Miguel Caetano on 26 de Fevereiro de 2009

Já se sabia que as grandes editoras discográficas detestam o Seeqpod. Mas não satisfeitas em tentar à força toda acabar com o motor de busca de MP3s as majors chegaram agora ao cúmulo de processar o Favtape, um serviço de streaming de música que utiliza a API pública do Seeqpod. A estratégia seguida é a mesma de sempre: perseguir os inovadores até que eles acabem por fechar as portas ou optem por ceder uma importante participação accionista.

A luta da indústria discográfica contra o Seeqpod começou em Janeiro do ano passado quando a Warner Music Group processou o site de pesquisa de músicas. Agora chegou a vez da EMI e da sua subsidiária Capitol Records, de acordo com o MediaPost que refere que o processo foi apresentado no final da semana passada num tribunal distrital de Nova Iorque.

Para além do próprio Seeqpod, a EMI também incluiu no processo os nomes do director executivo e fundador Kasian Franks e dos investidores Raf Podowski e Shekhar Lodha. O problema das editoras é que o Seeqpod não aloja quaisquer ficheiros de música, limitando-se a vasculhar por diversas fontes de música – tal e qual como é possível fazê-lo através do Google só que com um interface mais atractivo e elegante que oferece um leitor flash integrado para ouvir as músicas.

Mais do que isso ninguém pode fazer uma vez que o site não permite descarregar as músicas. Quem o quiser pode experimentar o Songbeat, um programa que utiliza a base de dados do Seeqpod e que por isso mesmo foi no início deste mês alvo de um processo pela Warner Music. Quanto ao Favtape, não passa de um site concebido pelo programador Ryan Sit que permite criar e partilhar playlists abastecidas com músicas que o Seeqpod encontra. Exactamente como dezenas de outros serviços online o fazem, como explica o empreendedor Michael Robertson que tem razões mais do que suficientes para se queixar da EMI.

Afinal de contas, tal como os investidores e o fundador do Seeqpod, Robertson foi também processado a título pessoal em Novembro de 2007 pela EMI por ter criado o cacifo virtual de música online MP3Tunes e o serviço Sideload.com. Segundo Robertson, apesar de Ryan Sit ter proposto à EMI trocar a API do Seeqpod pela do YouTube ele nunca chegou a receber qualquer resposta.

O que é facto é que se a EMI vencer este processo, o mais provável é que todas as grandes editoras desatem a processar os programadores que utilizam APIs de outros serviços. Já imaginaram o que é que isso poderá significar para quem pretende desenvolver um serviço inovador de música online?

Por outro lado, a iniciativa de processar os investidores de um serviço no intuito de convencer as empresas a entrar num acordo extra-judicial não tem dado lá muito bom resultado. Em Outubro de 2008 a própria EMI viu a sua estratégia cair por terra quando um juiz rejeitou o caso contra Michael Robertson. Mais recentemente, foi a vez da Universal ver rejeitado o seu processo contra os investidores do site de partilha de vídeos Veoh.

Bookmark e Compartilhe

Não existem artigos relacionados.

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

Leave a Comment

Previous post:

Next post: