
Se tal como eu, não residem nem nos Estados Unidos, nem no Reino Unido e nem na Alemanha, estão com azar. A partir de agora os residentes dos restantes 192 países serão obrigados a pagar uma mensalidade de três euros ao mês caso pretendam continuar a aceder ao serviço de rádio online da Last.fm, de acordo com o que Richard Jones, um dos co-fundadores da empresa que em Maio de 2007 foi adquirida pela CBS, afirmou hoje no blog da empresa.
Até agora, qualquer utilizador podia fazer streaming grátis do número de músicas que quisessse a partir das suas estações personalizadas de rádio. A única contrapartida é que teria que levar com a publicidade. A modalidade paga de três euros ao mês apenas oferecia o acesso a uma versão sem publicidade e uma maior flexiblidade.
Pois bem, a partir de 30 de Março as borlas na Last.fm para os utilizadores que se encontram fora do território desses três países vão acabar. Cada ouvinte terá a possibilidade de escutar um número máximo de 30 faixas gratuitas. A partir daí, será sempre a pagar.
Segundo o que o porta-voz da empresa Matthew Ogle referiu nos comentários, o motivo desta decisão súbita deve-se ao facto de apenas estes três países registarem receitas publicitárias suficientes para compensar o funcionamento do serviço em moldes gratuitos e pagar as pesadas licenças que as grandes editoras discográficas exigem. Por outro lado, acrescenta, a Last.fm não possui recursos suficientes para criar equipas comerciais locais.
Mas isto coloca uma situação de discriminação segundo a qual os utilizadores norte-americanos, britânicos e alemães necessitam apenas de visualizar os anúncios exibidos no site para terem acesso à música, ao passo que os europeus, asiáticos, latino-americanos, africanos, terão que pagar pelo mesmos serviço. A questão não está em pagar ou não pagar mas sim em que uns são obrigados a pagar ao passo que outros não e a isto chama-se injustiça.
Mas no fim de contas, esta situação deve ter certamente surgido graças à intolerância das grandes editoras que continuam a cobrar preços altíssimos pela difusão de música online não tendo em qualquer consideração a actua crise do mercado publicitário.
Não quero com isto dizer que vou deixar de usar a Last.fm – muito pelo contrário, uma vez que todas as funções de scrobbling, recomendações, tabelas, biografias, eventos, vídeos, etc.) vão continuar a esta disponíveis de graça em todos os países. Mas vou concerteza deixar de ser um fã tão entusiástico do seu serviço como até aqui.
Se quiserem continuar a ouvir múdica online de borla, sugiro como alternativas o Imeem e os franceses MusicMe e Deezer. Isto enquanto o Spotify não chega cá a Portugal – o que por este andar, nunca chegará a acontecer…
(foto de codL segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)
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POST: Last.fm passa a cobrar três euros a residentes de 192 países pelo seu serviço de rádio online http://tinyurl.com/d58hhq
http://migre.me/dws “Last.fm vai cobrar serviço de rádio” – (Via Remixitures). tava demorando….. #lastfm #euro #zigbitencourt
pagar pela rádio on line do lastfm? to fora! http://migre.me/dw6
Last.fm passa a cobrar três euros a residentes de 192 países pelo seu serviço de rádio online: Shared by Weinne .. http://tinyurl.com/d58hhq
Acho que todos só tem a perder com essa decisão. Além de ser extremamente elitista vai prejudicar músicos, que terão sua audiência diminuída e ouvintes, cuja diversidade musical vinda das recomendações do last.fm vão minguar… Enfim, fiquei bem chateado.
Queria saber o que vai acontecer com as músicas grátis do site que também ficarão restritas por uma decisão enviezada. Deveriam abrir uma rádio mundial só com as faixas "free downloads".