
Se não gostam do MP3 por se tratar de um formato de áudio lossy – isto é, em que parte da informação da música no formato original é removida no intuito de comprimir o tamanho final do ficheiro – mas receiam aderir a formatos – compressão sem perda de dados – como o FLAC porque o vosso leitor de música para o desktop ou leitor portátil não consegue reproduzir esses ficheiros, então o novo formato MP3HD desenvolvido pela Thomson poderá ser do vosso interesse.
A empresa que foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia de compressão sonora que está na base do MP3 – em conjunto com Philips, Bell Labs e o Instituto Fraunhofer – anunciou recentemente este novo codec de áudio que se apresenta como uma versão de alta definição do MP3, com a vantagem de ser retrocompatível com este.
Isto é possível porque um ficheiro mp3HD consiste num mero ficheiro MP3 que inclui informação adicional que é guardada nas tags de ID3 como o nome da canção e do artista, de acordo com um porta-voz da empresa afirmou à PC Mag. Assim, embora seja compatível com o MP3, apenas os leitores portáteis de música digital produzidos por fabricantes que licenciarem o formato à Thomson é que poderão oferecer a qualidade acrescida que o novo MP3HD oferece.
Mas será que vale realmente a pena? A empresa refere que os ficheiros lossless MP3HD constituem réplicas totalmente fidedignas dos dados contidos num CD, correspondendo uma faixa com quatro minutos de duração a 26 MBytes, o que faz com que um álbum completo acabe por pesar qualquer coisa entre 250 a 300 MB. No fim de contas, tudo irá depender da reacção das fabricantes de leitores portáteis de música como Apple, Sony, SanDisk e Creative.
A Thomson já afirmou que pretende cobrar 75 cêntimos por cada software de decoder para PC e entre 2,50 e cinco dólares por cada codec. Para os consumidores que apenas pretendem fazer um uso pessoal e não comercial do formato, a empresa disponibilizou um encoder para a linha de comando (Windows e Linux), que permite converter ficheiros WAV para o novo formato, bem como um plugin que permite que o Winamp reproduza os ficheiros MP3HD.
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Mais um formato que vai ter um morte rápida. Para quê ter o trabalho licenciar este codec quando existem codecs open-source iguais ou superiores. Se o problema é a qualidade de áudio já existem codecs lossless no mercado. A maioria das pessoas não consegue distinguir entre um CD áudio e um MP3 com um bitrate a 192-256Kbps. Ainda mais quando todos usam aquele phones de tuta e meia que vem com o iPod.
boas,
já agora o ogg123 também lê flac, logo desde que os leitores quer de computador quer de dispositivos suportem ogg, podem muito bem suportar flac, desde que usando eventualmente um decoder baseado no ogg123, por exemplo.
sinceramente é mais desenvolvimento sobre a mesma roda, mais uma vez e só com o lucro em vista.
corrijam-me se estiver errado!
@TatiJaime Tem um texto sobre ele aqui: http://tinyurl.com/dhc3xy