Republic Project: uma subscrição online para conteúdos exclusivos

by Miguel Caetano on 2 de Março de 2009

The Republic Project
Não obstante a crise parece que o dinheiro continua a jorrar pelos lados de Silicon Valley  a avaliar por mais uma plataforma comunitária destinada a estabelecer uma ligação directa entre artistas desconhecidos mas com potencial comercial com os seus fãs. Tal como outros sites, o Republic Project concede especial ênfase ao vídeo, tendo no entanto a particularidade de assentar num modelo de negócio freemium.

A ideia é oferecer algumas funcionalidades básicas gratuitas como o acesso ao blog público do artista com vídeos dos músicos em discurso directo ou em sessões de estúdio e ao widget oficial com fotos e notícias que pode ser colocado nas suas páginas de redes sociais. Mas o verdadeiro cerne do site é mesmo vender subscrições relativas a álbuns.

Segundo o ReadWriteWeb, cada pacote pode custar entre 9,99 dólares a 14,99 dólares, dando acesso não só à versão digital do álbum em formato MP3 sem DRM mas também  a conteúdos exclusivos como também a vídeos completos filmados durante o processo de gravação e produção do disco em estúdio e aos posts publicados no blog privado do artista, como também a sessões de chat.

Uma funcionalidade interessante é a possibilidade de colocar questões aos elementos da banda ou músico através de um interface semelhante ao agregador social de notícias de modo a que a banda responda às questões mais populares na forma de um vídeo. Os vídeos são filmados com recurso a câmaras Flip MinoHD graças a uma parceria com a empresa Pure Digital. A ideia do Republic Project é assim monetizar um pouco aquilo que plataformas de vídeo online como a Kyte e a LP33.tv já oferecem de borla.

E este é o grande problema do site: o modelo de box set para a era da música digital que ele pretende oferecer não passa de vídeos de bastidores e sessões de chat, isto é, bens intangíveis que outros artistas mais conhecidos do que os quatro com que o Republic Project abriu as portas (Tim Myers, Dexter Freebish, Steriogram e Still Time) oferecem de borla como veículos promocionais para cobrar por bens tangíveis e escassos como bilhetes para concertos. Ainda para mais, ele não integra qualquer funcionalidade relacionada com concertos ou merchandising. Outro inconveniente é que o leitor de vídeos está configurado para começar a reproduzir automaticamente sempre que mudamos de página, o que é extremamente incomodativo.

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1 remixtures 2 de Março de 2009 ás 19:36

POST: Republic Project: uma subscrição online para conteúdos exclusivos http://tinyurl.com/bxpq9r

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2 Luciano Bitencourt 2 de Março de 2009 ás 21:45

Miguel, não usei essa plataforma, mas pelo que você descreveu não vi nenhum diferencial em relação ao MySpace. Os caras devem estar mesmo acendendo charutos cubanos com notas de 100 dólares.

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3 zigbitencourt 2 de Março de 2009 ás 22:39

Reading: Republic Project #music #social media http://migre.me/4kv

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