Estava-se mesmo a ver. Depois de na semana passada ter anunciado a venda do seu código-fonte a programadores independentes na esperança de fomentar a criação de “milhões de mini-Seeqpods“, agora a empresa responsável pelo motor de busca com o mesmo nome acaba de abrir falência, de acordo com o TechCrunch.
Este anúncio é a conclusão lógica de uma operação de assassinato meticuloso por estrangulamento que as grandes editoras discográficas vinham a realizar ao longo dos últimos anos. Tudo começou em Janeiro de 2008 quando a Warner Music instaurou um processo legal contra o site. Em Fevereiro passado foi a vez da EMI que chegou a mesmo a apresentar também outra acção legal contra o FavTape por este site utilizar a API do Seeqpod para o seu serviço de partilha de playlists. De nada serviu a Seeqpod alegar que não alojava nenhum dos ficheiros ou vídeos que surgiam nos seus resultados de pesquisa.
Apesar de fundado em 2005, o Seeqpod só conseguiu tornar-se popular a partir de meados de 2007. Actualmente, contava com mais de 45 milhões de visitantes ao mês, segundo as suas contas. Mas o salto estratosférico no número de utilizadores não contribuiu em nada para aliviar a empresa proprietária do motor de busca uma vez que mais utilizadores implica mais despesas com largura de banda, servidores e sobretudo advogados.
Contudo, o facto de ter apresentado um pedido de protecção ao abrigo do Capítulo 11 não significa que o Seeqpod vá de um momento para o outro fechar. Muito pelo contrário, como deixam a indicar os números revelados pelo MediaMemo: é que apesar de no documento legal apresentado em tribunal a empresa referir que a sua dívida ascende mais de 1,6 milhões de dólares (1,2 milhões de euros), por outro lado ela calcula que os seus bens ascendam a dois milhões de dólares (1,5 milhões de euros).
Ou seja, tudo parece não passar de uma forma da empresa se proteger judicialmente enquanto aguarda pelo desfecho dos processos da Warner Music e da EMI. Mas e se o Seeqpod fechar? O que é que irá acontecer a dezenas de outros serviços que dependem da sua API para dar música grátis aos seus utilizadores? Uma primeiro amostra do que o futuro reserva a esses sites está no caso do Mixwit, um site de partilha de playlists que em Dezembro passado fechou as portas no intuito de evitar ser vítima de qualquer processo legal. Será esse o destino do Blip.fm, o “Twitter da música”?
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