Software de P2P anónimo OneSwarm chega à versão 0.6

by Miguel Caetano on 14 de Abril de 2009

OneSwarm: P2P anónimo e seguro
Felizmente que por terras portuguesas as coisas ainda não chegaram ao ponto da situação na Irlanda onde um ISP concordou em cortar a ligação de banda larga dos seus clientes acusados de partilharesm ficheiros protegidos por direitos de autor, já para não falar da França, país que esteve à beira de transformar esse sistema de resposta gradual em lei.

Caso contrário e se os legisladores nacionais decidissem seguir os conselhos de Tozé Brito é provável que ferramentas como o OneSwarm passassem a ser mais populares. No final de Fevereiro referi aqui esta aplicação de P2P que suporta o protocolo BitTorrent  mas que vai mais além ao integrar uma rede com um funcionamento do tipo onion router, uma tipologia de rede semelhante à de uma casca de cebola na medida em que as pesquisas são efectuadas partindo dos amigos mais próximos do utilizador.

Para tal, em vez de transmitir directamente os dados do remetente para o destinatário – o que permitira a identificação imediata de ambos -, o programa encaminha os dados através de uma série de intermediários. O resultado final é que fica mais complicado identificar tanto o remetente como o destinatário. Ao mesmo tempo, o OneSwarm permite a criação de redes privadas também designadas por darknets em que apenas partilhamos os ficheiros que quisermos com as pessoas que pretendermos.

Recentemente e segundo o ZeroPaid, a a equipa de investigadores da Universidade de Washington responsável pelo software lançou a versão 0.6 do cliente que entre outras coisas incorpora um serviço de seguro de chat com encriptação ponto-a-ponto e hierarquias de directórios virtuais.

Para além disso, com a nova versão é também possível definir as pastas para onde queremos descarregar os ficheiros enquanto ainda os estamos a descarregar e restringir o acesso remoto para determinados IPs. Uma opção a pensar na melhoria no desempenho nos casos em que existem menos fontes é a possibilidade de não fazer streaming dos ficheiros de música e vídeo.

Devo dizer que ainda não experimentei esta versão mas gostaria de saber se os programadores conseguiram reduzir a quantidade de memória que a versão anterior 0.5 ocupava e que era pura e simplesmente brutal. Para além disso, era bastante difícil encontrar conteúdos interessantes. Mas com o tempo acredito que todos estes inconvenientes acabarão por desaparecer.

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