
Agora já sabemos porque é que a subsidiária do Google não hesitou em bloquear o acesso a milhares de videoclips tanto no Reino Unido como na Alemanha. Não foi só por causa dos valores exorbitantes solicitantes pelas sociedades de gestão colectiva PRS e GEMA.
É que menos vídeos significa menos utilizadores o que em consequência equivale a mais despesas com largura de banda. E uma vez que segundo o Credit Suisse, a YouTube poderá registar este ano perdas recordes, não admira que a empresa esteja a fazer tudo por tudo para reduzir as despesas. Em declarações ao site Multichannel News, os analistas do banco estiram que a empresa poderá perder 470 milhões de dólares (350 milhões de euros) em 2009.
Apesar de preverem que o site de partilha de vídeos venha a gerar 240 milhões de dólares em receitas publicitárias (cerca de 180 milhões de euros) o que representa uma subida de 20 por cento em relação a 2007, as suas despesas com licenciamento, hardware, marketing, etc. deverão ascender a 711 milhões de dólares (530 milhões de euros).
Mais de metade dessas despesas – 360 milhões de dólares ou 395 milhões de euros – terão a ver com largura de banda, ao passo que 36 por cento serão relacionadas com o licenciamento de conteúdos – 256 milhões de dólares ou 191 milhões de euros.
Só nos apercebemos da triste sina da YouTube quando comparamos a subida de 20 por cento prevista para as receitas receitas com o crescimento de 38 por cento estimados para o tráfego do site, o que em termos brutos corresponde a 75 mil milhões de vídeos visualizados. Ou seja, isto quer dizer que a empresa tem toda a vantagem em bloquear videoclips musicais caso não consiga obter qualquer dinheiro daí. Mais ainda, ao contrário do que a PRS dá a entender, a Google não é uma máquina de fazer dinheiro.
Não é a YouTube que tem toda a vantagem em ter os vídeos dos artistas britânicos mas sim as editoras e as sociedades de gestão colectiva. Mas o que aconteceria se de hoje para amanhã a YouTube desaparecesse? Será que a PRS se daria ao trabalho de alojar no seu próprio site os artistas dos seus afiliados? Largura de banda custa e a actual recessão económica só veio provar que o streaming via HTTP a partir de servidores centralizados é um mecanismo de distribuição bastante dispendioso. Já era tempo de começar a pensar a sério em plataformas P2P!
(foto de purpleslog segundo licença CC-BY 2.0)
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Pois é… a PRS muito se queixou do Google ter milhões de lucro e não o querer partilhar com os artistas. Esqueceram-se é q estavam a olhar para os resultados totais da Google, e não para os resultados do youtube. O youtube não é lucrativo, pelo contrário! Se a Google perde dinheiro com os videos musicais, por ter de pagar licenças exorbitantes para além da largura de banda, então tem todo o direito de remover esses videos. A Google como empresa privada que é, não tem qualquer obrigação de andar a subsidiar o youtube com receitas provenientes de outras divisões.
Faz perfeito sentido. Excepto para aqueles que recebem um serviço de gratuito de alojamento e divulgação, e que ainda querem ser pagos por isso!
Gostava de ver estas sociedades aumentarem o valor das licenças exigidos às rádios para valores igualmente incomportáveis, e depois chorarem q ninguém passa as suas músicas e tentarem justificar-se com os grandes lucros dos grupos de comunicação por detrás das principais rádios.
Admira-te! Nos Estados Unidos as editoras e a RIAA andam a tentar convencer o Senado a permitir a cobrança de royalties às rádios… É certo que lá as estações não pagam nada mas o valor que elas exigem não deve ser baixo.
"Gostava de ver estas sociedades aumentarem o valor das licenças exigidos às rádios para valores igualmente incomportáveis, e depois chorarem q ninguém passa as suas músicas e tentarem justificar-se com os grandes lucros dos grupos de comunicação por detrás das principais rádios."
Admira-te! Nos Estados Unidos as editoras e a RIAA andam a tentar convencer o Senado a permitir a cobrança de royalties às rádios… É certo que lá as estações não pagam nada mas o valor que elas exigem não deve ser baixo.
http://blog.wired.com/business/2009/03/bill-corga...
Pois, eu sei… andam para lá a dizer parvoices tipo "a rádio é pirataria" de modo a forçar essa alteração. E embora até possa concordar com essa alteração da lei, chamar-lhe pirataria é ridiculo. 1º aparentemente só agora se lembraram disso, e 2º a lei actual permite-o! Há lá gente q chama pirataria, roubo, etc, a tudo o q não lhes agrada, independente de ser legal ou não.
As rádios nos EUA tb já pagam umas taxas, mas apenas aos autores/compositores das músicas. Aos artistas executantes (a quem as editoras poderiam ir buscar uma parte) não pagam nada, pq a rádio serve de promoção. E de facto durante muitos anos foram as editoras a pagar, ilegalmente, ás estações de rádio para passar as músicas q lhes interessava promover.
Curiosamente até me lembro desta questão ser usada como arma de contra-ataque por parte da união europeia e/ou do canadá, quando os EUA pressionaram para que adoptassem umas certas alterações nas leis de direitos de autor. Lembraram aos EUA que já tinham outras medidas (como as taxas de rádio e da cópia privada) que não tinham parelo na legislação americana.
Queria obviamente dizer "paralelo" na última frase.