
Apesar da enorme apetência dos utilizadores pelos serviços grátis de streaming de música para o iPhone e outros telemóveis, ainda há analistas que acreditam que os consumidores continuarão a pagar preços exorbitantes só para poderem descarregar músicas directamente a partir do seu telélé.
Os ringtones ou vulgares toques já não estão a dar? Basta a indústria impingir os famigerados ringback tones (toques de espera) aos consumidores que eles irão imediatamente gastar os seus preciosos euros nestes toques especialmente irritantes. Se entretanto as contas que projectamos inicialmente saírem furadas, basta revermos em baixa as projecções!
Este tipo de wishful thinking é bastante frequente nos relatórios de empresas de estudos de mercado e o mais recente estudo da britânica Juniper Research, que traça um cenário hipotético da evolução do mercado de música móvel ao longo dos próximos cinco anos, não é excepção.
Segundo os analistas da Juniper, as receitas deste sector deverão crescer dos 11,8 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros) em 2008 para os 14,6 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros) em 2013. Este crescimento será sobretudo liderado pelos serviços de streaming de música e os downloads de faixas completas, cujas receitas deverão subir de 2,5 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) em 2009 para 5,5 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros) em 2013.
Mesmo assim, estes números ficam bastante aquém de um estudo anterior (Fevereiro de 2008) da própria Juniper que indicava que a música móvel representaria 17,5 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros) em 2012. Compreende-se: depois disso veio a crise e coiso e tal…
Aliás, o panorama traçado pela empresa no estudo agora divulgado não é tão optimista quanto isso. Por exemplo, os analistas da Juniper acham que os serviços de música móvel finado nciados por publicidade deverão enfrentar a curto prazo uma redução de 50 por cento nos orçamentos publicitários.
Como seria de esperar, a Juniper acredita piamente que a subida das vendas de ringback tones irá compensar a descida das receitas no mercado dos toques para telemóveis já em 2010, com especial ênfase no continente asiático. Aliás, esta região deverá representar o grosso das receitas de música móvel ao longo do período 2009-2013, seguida pela Europa Ocidental.
Volto a dizer: estudos deste género parecem-me sempre padecer de wishful thinking porque não têm em conta as evoluções tecnológicas. Ora, tendo em conta que os telemóveis se estão a fundir cada vez mais com a arquitectura de um PC convencional, faz cada vez menos sentido isolar um suporte do outro. Ainda para mais porque hoje em dia as pessoas podem transferir para o seu telemóvel todas as músicas que adquiriram em formato sem DRM a partir de lojas de música online como a do iTunes ou a da Amazon.
(foto de craig1black segundo licença CC-BY-NC 2.0)
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RT @musicaos A música móvel tem futuro. Mas qual? http://migre.me/1ysl
RT @jukeboxacustica:RT @musicaos A música móvel tem futuro. Mas qual? http://migre.me/1ysl
A música móvel tem futuro. Mas qual? http://bit.ly/CgGbc
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Compartilho da mesma visão Miguel. Um dia as pessoas vão se dar conta que estão pagando preços absurdos pela música que consomem dessas operadoras de telefonia.