
Estava-se mesmo a ver que isto ia acontecer! Quando o motor de busca de MP3s SeeqPod declarou falência, eu disse logo que isto acabaria por afectar os utilizadores do Blip.fm. Aquele que muitos designam como o “Twitter da música” permite que qualquer um se transforme num DJ e partilhe as suas escolhas com os seus seguidores numa plataforma de microblogging própria e através do próprio Twitter.
Só que até aqui o Blip.fm dependia quase inteiramente da base de dados do SeeqPod, graças à API. Contudo, este último deixou de funcionar a 27 de Abril passado e apesar da Microsoft ter demonstrado interesse em adquirir algumas partes da tecnologia da empresa responsável pelo serviço, tudo indica que o SeeqPod nunca mais irá voltar ao activo – pelo menos na sua forma original.
Isto colocou os responsáveis pelo Blip.fm em grandes dificuldades, uma vez que se viram de um momento para o outro sem um “hospedeiro” jeitoso para parasitar. A única solução que a empresa arranjou foi recorrer à API do Imeem. Acontece que este serviço de streaming de música online também se encontra neste momento em sérias dificuldades, tendo mesmo a Warner Music Group declarado como prejuízo a totalidade do seu investimento na startup.
Para além do risco que esta mudança acarreta – neste momento ninguém pode ter certeza de quanto mais tempo é que o Imeem irá continuar online -, o recurso ao Imeem por parte do Blip.fm também coloca uma série de restrições aos utilizadores não residentes nos Estados Unidos, nomeadamente o facto de muitas músicas apenas poderem ser escutadas durante 30 segundos.
Num post publicado no blog oficial do Blip.fm, o seu director executivo Jeff Yasuda (via TechCrunch) explica ainda que os widgets deixaram de poder reproduzir música, os blips partilhados anteriormente poderão deixar de estar disponíveis caso não se encontrem ficheiros substitutos dessas músicas no Imeem e que apenas as bandas e editoras titulares dos seus direitos poderão a partir de agora adicionar endereços URLs a MP3s públicos.
Todas estas restrições poderão travar a fundo o crescimento imparável que o Blip.fm vinha a registar desde Dezembro do ano passado. Ainda para mais se tivermos em conta que cerca de 80 por cento dos seus utilizadores se encontram fora dos Estados Unidos. Isto faz-me lembrar a decisão recente da Last.fm de começar a cobrar três euros por mês aos utilizadores não residentes nos EUA, Reino Unido e Alemanha pelo seu serviço de rádios personalizadas. Neste caso, não me parece que isso seja possível. Seja como for, é melhor começarem-se já a preparar para o pior…
(foto de Spencer E. Holtaway segundo licença CC-BY-ND 2.0)
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@carlosvaz veja em http://bit.ly/QqthR
RT @remixtures Adeus, Blip.fm? http://migre.me/1gTt
é, o blip já era mesmo… http://bit.ly/QqthR
Adeus, Blip.fm? http://bit.ly/QqthR
Ora bolas… “Adeus, Blip.fm?” http://tinyurl.com/qggvvg
Adeus Blip.fm? http://migre.me/1hrJ
É, até parece teoria da conspiração.
Last.fm não quer concorrente e se quiser ouvir, tem que pagar?
Adeus Blip.fm? http://bit.ly/GYwZP
será q o blip morre?
http://bit.ly/QqthR
agora eu entendi pq o #blip.fm virou uma merda http://bit.ly/QqthR
via @Zabeto