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Jamendo: 20 mil álbuns de música livre, grátis e legal prontos a descarregar

by Miguel Caetano on 26 de Maio de 2009

Apesar da indústria discográfica alegar que 99 por cento das músicas que se podem encontrar nas redes de partilha de ficheiros serem obras protegidas por direitos de autor, a verdade é que também se pode descarregar via BitTorrent ou eMule dezenas de milhar de álbuns disponibilizados gratuitamente pelos artistas.

A maioria desses discos foram publicados segundo licenças Creative Commons que permitem que qualquer pessoa copie e partilhe as músicas com quem quiser. Um dos sites que agrega um maior número de álbuns da chamada “música livre” é o Jamendo. Na semana passada, o portal baseado no Luxemburgo teve a honra de ser incluído na lista Webware dos 100 melhores sites do mundo de acordo com a CNET, tendo mesmo sido o primeiro classificado na categoria de música. 

Ontem, o Jamendo anunciou uma nova proeza: mais de 20 mil álbuns disponibilizados por artistas e bandas de todo o mundo. O feito merece ainda mais destaque pelo facto de ter sido há apenas cerca de 11 meses atrás que o site conseguiu ultrapassar a fasquia dos dez mil álbuns publicados. Mais ainda, o portal demorou três anos até atingir essa meta.

Estes números são um sinal indesmentível de que as grandes editoras, as sociedades de gestão colectiva e outros titulares de direitos estão completamente errados e que não é necessário manter o sistema vigente de direitos de autor para que artistas e bandas continuem a compor e a gravar.

O enorme crescimento do Jamendo demonstra que aqueles profetas da desgraça que adoram passar o tempo a afirmar que a música de qualidade irá desaparecer caso os criadores deixem de ter incentivos financeiros directos da venda dos seus discos estão errados.

Se há alguma coisa que as guerras de feudos entre nichos e sub-estilos musicais nos ensinaram é que o conceito estético de qualidade é subjectivo. O tipo de música que eu aprecio não tem que – e nem sequer deve! – ser o mesmo que o vosso. Hoje em dia, os requisitos financeiros e técnicos necessários para financiar a criatividade são mínimos. Do que um artista precisa é de promover o seu trabalho e dá-lo a conhecer ao grande público

Apenas gostaria que mais e mais artistas passassem a recorrer ao Jamendo e, já agora, que surgissem outras alternativas de modo a impedir uma consolidação da oferta de música livre numa única entidade com fins comerciais.

ACTUALIZAÇÃO (28 de Maio, 17h00): Mais uma vez, o Jamendo demonstrou que está atento à evolução do mercado e decidiu complementar o seu modelo de negócio de música digital gratuita e licenciamento para difusão em estabelecimentos comerciais com a venda de raridades bem como de outros artigos físicos que não podem ser digitalmente reproduzidos. Como se pode ler no blog do serviço, a partir de agora os artistas poderão criar a sua própria loja virtual no Jamendo e vender  CDs autografados, booklets em formato PDF ou edições digitais com qualidade áudio de alta definição.

Alguns comentadores criticaram o facto da empresa passar a cobrar por música em formato digital e apenas permitir a audição de excertos de 30 segundos. Outra crítica é que o formato escolhido parece ter sido o WAV – que é directamente ripado dos CDs – e não o codec lossless FLAC que não provoca qualquer perda de qualidade face ao WAV mas que ocupa metade do tamanho.

Mas apesar das críticas, no seu todo penso que a nova loja virtual do Jamendo constitui uma excelente notícia para os artistas que disponibilizam a sua música no portal de música livre pois a partir de agora poderão contar com uma fonte adicional de receitas, para além dos 50 por cento da publicidade e do dinheiro obtido com as doações.

(foto de Oneras [what about peace?] segundo licença CC-BY-SA 2.0)

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Jamendo: 20 mil álbuns de música livre, grátis e legal prontos a descarregar. | Brasil Autogestionário
2 de Junho de 2009 ás 12:05
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2 de Junho de 2009 ás 14:27

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1 Fábio Alexandre 27 de Maio de 2009 ás 1:25

Jamendo: 20 mil álbuns de música livre, grátis e legal prontos a descarregar http://tinyurl.com/pu3ozx

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2 Sua fonte de música! 27 de Maio de 2009 ás 6:28

Jamendo: 20 mil álbuns de música livre, grátis e legal prontos a descarregar http://migre.me/1xEH

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3 Sua fonte de música! 27 de Maio de 2009 ás 8:28

Jamendo: 20 mil álbuns de música livre, grátis e legal prontos a descarregar http://migre.me/1xEH

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4 Nadja Pereira 27 de Maio de 2009 ás 14:13

Massa! @jamendo – musica livre, legal e grátis tem mais sucesso. http://bit.ly/12xJUp
:d @remixtures

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5 Nadja Pereira 27 de Maio de 2009 ás 14:14

Massa! @jamendo – musica livre, legal e grátis e agora com mais sucesso. http://bit.ly/12xJUp :d by @remixtures

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6 Nadja Pereira 27 de Maio de 2009 ás 14:14

Massa! @jamendo – musica livre, legal e grátis e agora com mais sucesso. http://bit.ly/12xJUp :d by @remixtures

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7 Nelson Cruz 28 de Maio de 2009 ás 11:30

Ainda recentemente comentei no techdirt que num futuro próximo vamos ver aqueles habituados a vender música, quer sejam editoras, sociedades ou artistas, a queixarem-se não da música gratuita ilegal (pirataria), mas sim da música gratuita legal (Jamendo e CC em geral)! Vão dizer coisas tipo "estão a abdicar dos seus direitos e a estragar o negócio a todos". Eu ouço frequentemente comentários do género da boca de retalhistas da informática, a queixarem-se q outros praticam margens demasiado pequenas e "estragam o negócio". Lá lhes tenho de lembrar q a isso chama-se concorrência, e q eles próprios praticam margens abaixo do q outros desejariam. Na música vai acontecer o mesmo agora que a internet abriu incrivelmente o mercado q dantes era dominado por meia-dúzia de empresas, com a agravante que o produto música, pela sua natureza, pode ser oferecido gratuitamente.

Aliás o presidente de uma associação americana de compositores já destilou bastante ódio contra a Creative Commons numa entrevista à uns meses. Esquecem-se que o CC e tantos outros serviços apenas dão mais opções aos criadores, e que se estes abdicam dos seus direitos… estão no seu direito!

Para já as queixas vão recaindo sobretudo da pirataria, mas isso é mais uma distracção que outra coisa. As transformações e desafios que o sector enfrenta actualmente são muito mais profundos. Mesmo que a “pirataria” acabasse amanhã, nunca voltaremos aos anos 90 em que tocavam 1 música na rádio para promover a venda de um CD com mais 11-13 músicas foleiras por 17€. Basta o iTunes para deitar por terra esse modelo de negócio. E depois lá estão os serviços de streaming gratuito e a música CC para dar o golpe fatal.

As editoras que continuem obcecadas com a pirataria… quando acordarem vai ser tarde demais! Se já não o for…

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