Pandora introduz versão paga para chegar mais depressa ao lucro

by Miguel Caetano on 20 de Maio de 2009


Outra plataforma de streaming de música que, tal como a Spotify, continua indisponível aos utilizadores residentes em Portugal é a Pandora. Devido aos elevados royalties exigidos pelos diferentes titulares de direitos um pouco por todo o mundo, o seu serviço de estações de rádio personalizadas com base na indicação do nome de um artista ou de uma banda continua apenas disponível nos Estados Unidos.

Tendo em conta que a publicidade continua por enquanto a ser a principal fonte de receitas da empresa e que é muito mais difícil vender anúncios fora dos EUA, a situação é compreensível. Recentemente, o fundador da Pandora Tim Westergren fixou como meta para 2010 obter cerca de 40 milhões de dólares de receitas, de acordo com o que referiu à Bloomberg. Se isso acontecer, será a primeira vez em que a empresa irá registar lucros. 

Na mesma entrevista, Westergren afirmou que a Pandora conta neste momento com cerca de 27 milhões de utilizadores registados – número esse que tem vindo a crescer a uma média de 50 a 60 mil utilizadores por dia – e que a sua aplicação para o iPhone já conta com mais de cinco milhões de utilizadores, estando a ser descarregada por uma média de 18 a 20 mil novos utilizadores diários.

Mas agora, a Pandora acaba de dar um salto em frente com a introdução de uma versão freemium denominada Pandora One que por três dólares mensais ou 36 dólares ao ano dará direito a aceder ao serviço sem publicidade a partir de uma aplicação para o desktop concebida para a plataforma AIR da Adobe, o que quer dizer que é compatível com Windows, Mac e Linux.

Outra vantagem adicional é que as músicas terão uma maior qualidade áudio (192 Kbps face aos tradicionais 128 Kbps). Por fim, os utilizadores deixam de estar limitados a 12 skips – ou seja, podem “saltar” de música tantas quantas vezes quiserem, caso não gostarem do que o algoritmo de recomendação da Pandora vos sugerir -, podendo ainda personalizar o tema do leitor da aplicação com oito skins

Serão estas funcionalidades suficientes para convencer os utilizadores a pagarem três euros por mês? Assim como assim, este é o mesmo preço que a Last.fm está a cobrar aos utilizadores residentes fora dos EUA, Alemanha e Reino Unido para usufruírem das suas rádios personalizadas. Por outro lado, esse montante não garante o streaming completo de músicas a pedido.

(foto de joshlowensohn segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)

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1 Sua fonte de música! 21 de Maio de 2009 ás 11:00

Pandora introduz versão paga para chegar mais depressa ao lucro http://migre.me/1lLi

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