
Há pouco mais de um mês a Warner Music Group decidiu depreciar o seu investimento no valor de 16 milhões de dólares (11,5 milhões de euros) na Imeem, a empresa responsável pelo serviço de streaming de música online. Para além disso, a editora discográfica optou ainda por perdoar a dívida de quatro milhões de dólares (2,9 milhões de euros) que a companhia estava a dever em pagamentos por royalties.
Mas agora e uma semana depois da Imeem ter conseguido (mesmo à rasquinha…) recolher mais 2,4 milhões de dólares (1,7 milhões de euros) em fundos de investimento – uma quantia essencial para se manter em funcionamento -, a WMG decidiu reatar a amizade com a startup. Quem o disse foi Peter Kafka do MediaMemo.
Só que desta vez, a editora dos R.E.M., Neil Young e outros gigantes do rock norte-americano foi mais esperta e conseguiu obter uma participação ainda maior na Imeem totalmente de borla.
Para tal, ela teve apenas que concordar em renegociar o contrato de licenciamento do seu catálogo com a empresa, de forma a que esta possa ter mais hipóteses de pagar à Warner pela exploração da sua música e a reduzir o montante que ela precisa de desembolsar à WMG em cada trimestre.
A jogada confirma assim os rumores divulgados no mês passado de que tanto a WMG como a Universal Music Group tinham reduzido as tarifas de licenciamento cobradas à Imeem. Mas a verdade é que os problemas financeiros da companhia já não são propriamente novos. Em Outubro do ano passado, a Imeem tentou encontrar um comprador mas não conseguiu. Será que todas estas tentativas de manter a empresa “ligada à máquina” não estão apenas a adiar o inevitável?
Enquanto o momento fatal não chega, o momento parece ser de celebração. Ainda para mais porque hoje a Imeem comemorou um marco importante: mais de um milhão de instalações da sua aplicação em plataformas móveis como o iPhone e o Android da Google.
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