
Não há dúvida que a LimeWire está a tentar agradar a gregos e a troianos. Embora no campo da partilha de ficheiros isso tenha sido até agora praticamente uma missão impossível, a empresa proprietária da aplicação de P2P mais instalada nos computadores pessoais Windows (de acordo com dados de 2008 que lhe davam uma quota de mercado de 37 por cento contra 14 por cento do uTorrent) está apostada em recolher as simpatias dos partilhadores e da indústria musical.
Depois de ter recrutado um executivo com experiência em projectos de música digital ligados às grandes editoras, a LimeWire anunciou uma parceria com a distribuidora digital CD Baby com vista à comercialização de mais de 3,5 milhões de faixas do seu catálogo na sua loja de MP3s. Esta é a face da companhia “boazinha” que quer afirmar-se como um ponto de venda privilegiado para as editoras e bandas independentes.
Mas na sua sombra, a LimeWire “pirata” continua a renovar-se e a introduzir melhorias ao seu programa. Por exemplo, desde Junho de 2006 que a aplicação já suporta o protocolo BitTorrent em paralelo com a rede Gnutella. No entanto, até aqui essa funcionalidade era bastante limitada, sobretudo quando comparada com a de clientes dedicados como o uTorrent, Transmission ou Vuze.
Mas com a próxima versão do programa – que já se encontra disponível numa versão beta -, os utilizadores do LimeWire vão poder beneficiar da implementação LibTorrent de Arvid Norberg de código fonte aberto. Segundo o TorrentFreak, a LibTorrent já é actualmente empregue em clientes como Deluge, Miro e Halite, incorporando funcionalidades como Mainline DHT, tracking via UDP, IPv6, seeding via HTTP, descoberta local de peers e troca de peers ao estilo do uTorrent.
Com esta dupla face de “pirata” e “amiga da indústria”, não admira que a empresa se veja por vezes a braços com situações confrangedoras. Veja-se por exemplo este episódio relatado pela editora discográfica independente Dovecote Records sobre um desagradável incidente ocorrido na última quarta-feira em Nova Iorque durante uma festa da LimeWire.
A história é esta: alguns funcionários da Dovecote entraram num bar e acidentalmente acabaram por pegar numas fatias de pizza, pensando que se tratava de uma oferta da casa. Contudo, uma empregada da LimeWire reparou neles e disse-lhes que a pizza pertencia à companhia e não a eles e que eles estavam a roubar. Depois de descobrirem que a festa estava a ser organizada pela LimeWire, os funcionários da Dovecote acusaram os outros de hipocrisia, tendo um decidido pegar na pizza inteira e sair dali para fora. Contudo, um engenheiro da LimeWire meteu-se-lhe à frente e atirou-lhe cerveja para cima da camisola, calças, mala e laptop.
É claro que a atitude da equipa da LimeWire foi rude e mal-educada mas, ao mesmo tempo, também os funcionários da Dovecote deveriam já ter apreendido que é desonesto comparar uma pizza – um objecto tangível e não copiável – com um ficheiro de música. Mas enfim, estas maleitas inevitáveis de uma empresa que quer estar bem com toda a gente
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A LimeWire "pirata" e a LimeWire "amiga dos artistas" http://tinyurl.com/ls3oqo
RT @fabinhuh A LimeWire “pirata” e a LimeWire “amiga dos artistas” http://tinyurl.com/ls3oqo