Estamos em Julho de 2009. Desde Abril de 2007 que a Apple comercializa downloads sem DRM na sua loja do iTunes. E no entanto a Vodafone Portugal acaba de lançar um novo serviço de Música Ilimitada que não permite a gravação das faixas para CD ou leitores de MP3 e que apenas funciona a partir de computadores com o Windows e o Internet Explorer instalado!
Eu não sei quanto a vocês mas parece-me que haverá muito pouca gente interessada em pagar 6,99 euros por mês por um serviço de “Música Ilimitada” que faz “convergir as vantagens do PC e do telemóvel no acesso à música digital” mas que apenas conta com uma biblioteca de um milhão de músicas.
Para além do mais, a subscrição implica a instalação de uma aplicação própria chamada Vodafone Music Manager. Realmente, a única vantagem – se é que se poderá designar a isto de vantagem – desta oferta é que os assinantes podem continuar a escutar as músicas que descarregaram previamente no caso de adquirirem outro terminal.
Mas isto não deve servir de grande consolação para ninguém: a partir do momento em que deixarem de pagar, zuca!, lá se vão as canções à vida! No fundo, este novo serviço que a Vodafone acaba de introduzir em Portugal é completamente semelhante ao MusicBox que a TMN anunciou com grande alarido em Setembro do ano passado.
O mais grave não é que as operadoras continuem a insistir nestes modelos falhados de aluguer música. O mais grave é o facto de tentarem ocultar por todas as maneiras estes pormenores importantíssimos de modo a atrair o maior número de “otários”, leia-se, utilizadores.
Caros executivos das operadoras portuguesas de telemóveis: eu sei que está totalmente fora do vosso alcance trazer para Portugal algo como o Spotify ou mesmo como a subscrição de downloads REALMENTE Ilimitados – isto é MP3s sem DRM – que a Virgin Media está a planear lançar no Reino Unido em parceria com a Universal mais para o final do ano. Mas custa assim tanto não insultar a inteligência dos fãs de música portugueses com publicidade enganosa?
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Portugal vai na cauda das tendências nesta matéria. Não me surpreende porque há outros exemplos, mas entristece. E este serviço da Vodafone é ridiculo, mas so pega pela falta de literacia digital que ainda abunda neste país….
Em todo o caso eu sou sempre muito ceptico de serviços como o Spotify, Last.fm, etc etc etc… o conceito é pagar por um serviço que reune algumas tendencias musicais, mas dificilmente reune TODAS as tendências musicais.
Claro que a musica mainstream saida do pacote estará por lá e agradará provavelmente a maioria e pagará o serviço, mas para aqueles que gostam de algo mais refinado terão de contentar-se com o que jorra no P2P, o que nem sempre implica violar direitos de autor felizmente.
Em todo o lado há otários prontos a cair que nem tordos …
Veja-se aquelas tretas da Jamba e afins …
Mas que publicidade mais fatela!! Isto pra não dizer a palavra que realmente me ocorre, que começa pela letra "G", termina em "a" e tem pelo meio as letras "ayzol", não obrigatoriamente por essa ordem
Aliás, o spukmeyer ilustra o conceito maravilhosamente : "Portugal vai na cauda…", "…musica mainstream saida do pacote…". Saída do pacote, eu não diria melhor