Bertelsmann regressa à música, mas desta vez é para ganhar dinheiro

by Miguel Caetano on 9 de Julho de 2009

Se as vendas de discos vão de mal a pior, o mercado de edição ou publishing de música é uma autêntica mina de ouro. Cinema, videojogos, televisão, publicidade, toques para telemóveis, you name it. Principalmente quando estamos a falar de artistas já com uma carreira de décadas como os A-ha, Scorpions e Terence Trent D’Arby.

Estes são alguns dos clientes mais importantes de uma nova joint-venture formada esta semana pelo conglomerado multimédia alemão Bertelsmann e a empresa de fundos de investimento Kohlberg Kravis Roberts & Co (KKR). Deste modo, a KKR passou a controlar 51 por cento das acções da companhia, ficando a Bertelsmann com os restantes 49 por cento.

Na verdade, a firma foi criada em Outubro de 2008 pela Bertelsmann com o nome de BMG Rights Management para administrar o catálogo de cerca de 200 artistas herdados dos tempos da Sony BMG, alguns meses depois do grupo alemão se ter desfeito da sua metade na joint-venture com a japonesa Sony. De então para cá, foram celebrados mais 100 contratos adicionais com compositores. Uma vez que a Bertelsmann já tinha vendido a sua divisão de edição de música em 2006, este marca o regresso pela porta grande da empresa ao negócio da música pela porta grande.

No âmbito da nova parceria, a KKR compromete-se a investir cerca de 200 milhões de euros ao longo dos próximos cinco anos de modo a financiar potenciais novas aquisições. Com um orçamento tão grande, já se fala na possibilidade da BMG Rights Management tentar obter a participação de Michael Jackson na Sony/ATV, o que lhe daria imediatamente acesso às 267 canções compostas pelos Beatles. Outras compras potencialmente atractivas consistem na ABKCO Music & Records (Rolling Stones, The Animals, The Kinks) cujo proprietário Allen Klein faleceu na semana passada e na EMI Music Publishing – embora neste último caso seja um tanto quanto difícil, uma vez que se trata da única grande “máquina de fazer dinheiro” da Terra Firma. É mais fácil esta desfazer-se da divisão de discos da EMI do que da empresa de publishing.

(foto de daughter of chaucer segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)

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1 Fábio Alexandre 10 de Julho de 2009 ás 3:06

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