É assim nas férias. Todos os compromissos marcados para o mês de Julho acabam quase sempre por ser arrastados para meses posteriores. Embora estivesse previsto que o veredicto do caso que opõe o MiniNova à organização holandesa de combate à pirataria BREIN fosse conhecido a 15 de Julho, o juiz decidiu adiar a data da leitura da decisão para 26 de Agosto. A informação foi revelada pela própria equipa do site indexador de ficheiros torrent no seu blog oficial.
De qualquer modo, os fundadores do MiniNova já demonstraram que não têm medo de litígios judiciais. Recentemente, eles chegaram ao ponto de ameaçar um grupo de deputados do seu país com um processo judicial. Os quatro parlamentares integraram um grupo de trabalho destinado a avaliar as leis nacionais de direitos de autor. O resultado da sua análise consistiu num relatório onde apelaram à criminalização dos downloads ilegais assim que a indústria de entretenimento oferecesse um número suficiente de alternativas legais.
Contudo, os autores do estudo acusaram ainda o Mininova de ignorar as solicitações de remoção de conteúdos enviadas por parte dos titulares de direitos. Uma vez que tal não corresponde manifestamente verdade, os fundadores do site exigiram um pedido de desculpas públicas e a rectificação da informação incorrecta.
Pouco tempo depois os deputados anunciaram que não tencionavam desculpar-se pelo sucedido, tendo embora admitido que se tratou de facto de um engano. Mesmo assim, eles lá acabaram por corrigir o relatório original que continha as afirmações imprecisas a respeito da política de remoção de conteúdos do MiniNova.
No entanto, acrescentam que o sistema é insuficiente para travar os downloads não autorizados, apesar de respeitar as leis de Direito comunitários. Na sua opinião, o MiniNova devia deixar de pedir aos detentores de direitos que enviassem os endereços completos dos torrents que pretendem ver removidos.
Como praticamente nada mudou no documento, os responsáveis pelo MiniNova encontram-se actualmente em conversações com os seus advogados de modo a decidirem o próximo passo a tomar. A fazer fé nas suas afirmações iniciais, o mais provável é que eles decidam mesmo confrontar os parlamentares holandeses em tribunal.
Mas o problema de fundo do MiniNova é que o site de torrents sempre tentou agradar a gregos e troianos – isto é, aos partilhadores e aos representantes das grandes editoras e estúdios de cinema. Regra geral isto é meio caminho andado para o fracasso. No início de maio, o MiniNova decidiu iniciar um programa de testes de filtragem de torrents baseado numa tecnologia de remoção de conteúdos não autorizados. Medidas deste tipo acabam quase sempre por redundar numa debandada em massa por parte dos utilizadores.
Até agora, a popularidade do site ainda não foi significativamente abalada pela entrada em vigor desse sistema. Mas os efeitos já se começam a notar. Segundo Janko Roettgers do P2P Blog, durante o mês de Junho o número de páginas visualizadas desceu 14 por cento, ao passo que o número de visitas diminuiu dez por cento.
De modo a verificar se se trata ou não apenas do mero reflexo das férias de Verão, uma época do ano em que os adolescentes – o perfil demográfico mais adepto da partilha de ficheiros – se encontram mais afastados do computador – seria necessário comparar com o ano anterior. O que é certo é que se a descida se prolongar por Setembro, isto pode significar más notícias para o mundo do BitTorrent e do P2P em geral – ainda para mais com a anunciada venda do Pirate Bay. Mas será mesmo verdade? Não será que os partilhadores rumaram antes para outras paragens como Rapidshare e MegaUpload, já para não falar nos trackers privados de BitTorrent?
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MiniNova “derrete” em banho maria http://tinyurl.com/nokdbm
MiniNova “derrete” em banho maria http://migre.me/3Cm7
NoOoOoOoO…
The world will over!
Apocallipse is comming!!
OMG what we will do now?!
What we will do now? Buy original products?
what terrible nightmare!