Serviço de downloads ilimitados Zookz “afunda-se” no Mar das Caraíbas

by Miguel Caetano on 22 de Julho de 2009

Parece que nem mesmo o governo de Antígua gostou lá muito de ver o seu nome associado ao Zookz, um site que oferecia aos utilizadores a possibilidade de descarregarem um número ilimitado de ficheiros áudio MP3 e vídeo MP4 à escolha em troca do pagamento de uma mensalidade de 9,95 dólares mensais.

De modo a defender a legalidade do serviço, a empresa alegava que ela se encontrava ao abrigo de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) datada de Dezembro de 2007 relativamente a uma disputa entre Antígua e os Estados Unidos sobre jogos de azar que autorizava o governo desta ilha do Mar das Caraíbas a violar as protecções de direitos de autor de filmes e músicas com origem nos EUA até um valor equivalente a 21 milhões de dólares.

Contudo, não demorou muito para que as autoridades nacionais emitissem um comunicado oficial (via NewTeeVee) distanciando-se de qualquer eventual envolvimento com o Zookz: “O Zookz.com não está autorizada pelo Governo de Antígua e Barbados ou pela Organização Mundial do Comércio a oferecer downloads de artigos de entretenimento em contravenção ao direito internacional.”

Ou seja, o que se passou na prática foi que a empresa Carib Media Ltd – proprietária do Zookz – optou por fazer uma interpretação enviesada das decisões da OMC. Mas como o governo nacional estava atento, a companhia não teve outro remédio senão encerrar o serviço e prometer o reembolso a todos os utilizadores que já se tinham prontificado a avançar com o dinheiro necessário para “sacar” filmes e discos à fartazana.

Mesmo assim, os responsáveis pelo Zookz.com não desistiram do seu modelo de negócios e prometem voltar em breve. Mas não convém não colocar muita força nessa intenção. Interessante é ver que alguns utilizadores ainda aproveitaram para descarregar mais de uma dezena de filmes e álbuns durante o breve período de tempo em que o Zookz esteve em funcionamento. Pelos vistos, há quem queira pagar mesmo pelos conteúdos. Mas para infelicidade dos estúdios de cinema e das grandes editoras discográficas, essas pessoas não estão dispostas a pagar por ficheiros à unidade…

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