Há muita gente a queixar-se da falta de lojas de música digital que comercializem formatos sem restrições tecnológicas vulgo DRM como o famoso MP3 mas a verdade é que desde há alguns tempos que já existe em Portugal um retalhista online que preenche esses requisitos. Refiro-me à 7Digital.
Embora esta empresa britânica tenha aberto a sua loja portuguesa em Setembro do ano passado, pouca gente ainda parece ter reparado nisso. Também não admira se tivermos em conta que, para além de algumas etiquetas independentes, até ao momento a empresa ainda só tinha assinado um acordo de licenciamento válido para toda a Europa com a EMI.
Contudo, com a assinatura de um acordo pan-europeu de licenciamento com a Warner Music Group (WMG), o catálogo de músicas comercializado pela 7Digital deverá sem dúvida crescer significativamente. Embora a WMG já permitisse a venda de MP3s nas lojas da 7Digital no Reino Unido, Irlanda, Espanha, Suíça, Áustria e Alemanha, a partir de agora será também possível adquirir downloads da editora nas lojas da empresa em Portugal, França, Bélgica, Holanda e Itália.
Mas será a possibilidade de comprar MP3s de Neil Young e R.E.M. suficiente para convencer os fãs de música portugueses a pagarem por ficheiros digitais de áudio? Não me parece. Na verdade, mais do que acordos de licenciamento com as outras duas majors que faltam (Universal Music Group e Sony), o que a 7Digital portuguesa necessita neste momento é de uma campanha publicitária que dê a conhecer a sua loja aos internautas.
Caso contrário, os portugueses continuarão a preferir o iTunes da Apple. Apesar da desvantagem de comercializar ficheiros no formato AAC – que não constitui um standard industrial, não sendo por isso suportado por inúmeros fabricantes de leitores de MP3 -, o que é facto é que a marca iTunes continua a ser muito mais conhecida do que a marca 7Digital.
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7dgital assina acordo de licenciamento pan-europeu com Warner Music (Portugal incluído) http://migre.me/4HwY
"Caso contrário, os portugueses continuarão a preferir o iTunes da Apple. Apesar da desvantagem de comercializar ficheiros no formato AAC – que não constitui um standard industrial, não sendo por isso suportado por inúmeros fabricantes de leitores de MP3"
Não concordo com a sua observação. O MP3 realmente é o formato mais universal porque foi adoptado por todos por conveniência e interesses. É bem sabido que o formato AAC iria ser até o sucessor do MP3, como sendo uma evolução deste (daí vir a sigla MP4).
Uma forma de não apoiar a Apple e o seu crescente papel no mundo musical, passou por aí: impedir o AAC que a Apple defende, aguentando um formato muito antigo e inferior.
Se reparamos bem a actual produção de ficheiros HD e formatos HD baseiam o som no AAC por ele ser um standard open-source.
A Nokia foi das primeiras a adoptar o AAC (com um telemóvel horizontal ao estilo dos N-gage que o sucederam e se tornaram famosos) e nem sequer a Apple tinha o iTunes ou a iTunes Store… só que depois viram a ascenção da Apple e desistiram do formato para favorecer o MP3. Só há algum tempo atrás regressaram a suportar AAC…
Eu acho o AAC o nivel seguinte da evolução do ficheiro digital comprimido MP3. E até soa bem melhor…
Não sei se é open-source ou não, mas toda a gente que distribuir codecs de AAC tem de pagar licenciamento (vi isto na Wikipédia, artigo inglês).
Caro João F.: isso também acontece no caso do MP3, uma vez que este formato se encontra patenteado pelo Instituto Fraunhofer. O único codec que é realmente livre e grátis é o Ogg Theora.