EMI perde mais outro elemento da sua equipa digital

by Miguel Caetano on 10 de Agosto de 2009

Cory Ondrejka

“Obrigado EMI por um ano e meio fantástico, altura de voltar às raízes empresariais, último dia 21 de Agosto” Foi assim via Twitter que Cory Ondrejka comunicou ao mundo na sexta-feira passada a sua decisão de renunciar ao cargo de vice-presidente executivo da quarta maior companhia discográfica do mundo.

Este anúncio marca o fim daquilo que alguns esperavam ser a verdadeira adaptação da EMI para a era digital. Apesar das expectativas iniciais, a editora não conseguiu até hoje sedimentar esta estratégia no seio da sua estrutura interna. Contudo, pelo caminho a empresa até que deu alguns sinais encorajadores.

Primeiro, quando Guy Hands – o proprietário da Terra Firma, a empresa de fundos de investimento que desde Agosto de 2007 controla a EMI – salientou que a discográfica devia aprender com a experiência “pague o que quiser” de In Rainbows dos Radiohead. Depois, surgiu uma carta em que a empresa ameaçava abandonar a EIAA e a IFPI caso estes dois lobbies da indústria dos discos não reduzissem as suas despesas. De forma a obter uma análise mais aprofundada sobre os novos hábitos musicais dos fãs de música, chegou mesmo a lançar no Reino Unido um portal em EMI.com.

Não contente com isto, Guy Hands quis ir buscar “sangue novo” ao sector das tecnologias de informação através da contratação do ex-vice-presidente da Google Douglas Merrill.  Seguiu-se então em Junho de 2008 Cory Ondrejka, conhecido por ser o co-fundador do mundo virtual Second Life.

Mas apesar de todos os esforços no sentido de entender o ambiente online, enquanto a EMI tentava criar um novo departamento digital – como se o “digital” fosse uma secção à parte da actividade principal da companhia e não uma área com repercussões em todo o modelo de negócio de uma editora… -, o seu departamento legal continuava furiosamente a processar todos os sites e serviços de música online. Ao mesmo tempo e à excepção de um blog lançado pela sua subsidiária australiana, as novidades no campo digital começaram a escassear.

Era inevitável que essa esquizofrenia acabasse por vergar mais cedo ou mais tarde uma ou outra faceta da companhia. Como a cultura litigiosa da EMI estava mais arreigada no seu “código-fonte” do que propriamente a cultura digital, não foi com grande surpresa que tivemos conhecimento em Março passado do abandono de Douglas Merrill da empresa menos de um ano após ter entrado nos seus quadros. Ondrejka, por seu lado, ainda acabou por durar 14 meses. E estas deserções somam-se às recentes declarações do director executivo da EMI de que a companhia deixou de ter em conta os interesses dos consumidores

(foto de Joi segundo licença CC-BY 2.0)

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1 Sua fonte de música! 11 de Agosto de 2009 ás 2:24

EMI perde mais outro elemento da sua equipa digital http://migre.me/4YLR

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2 Fábio Alexandre 12 de Agosto de 2009 ás 1:13

EMI perde mais outro elemento da sua equipa digital http://tinyurl.com/o3o5lg

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