
Embora desde há algum tempo que já não tenhamos notícias de encerramentos mediáticos de grandes sites e trackers de BitTorrent por parte da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), não quer dizer que os anti-piratas que actuam em nome das maiores companhias discográficas tenham deixado cruzar os braços.
Bem pelo contrário, eles continuam activos noutras partes do mundo, embora os sites afectados nunca passem quase sempre de “peixe miúdo”. Ultimamente, as atenções da IFPI têm-se centrado na Argentina, com o encerramento de três sites que no seu conjunto somavam um total de 42.500 utilizadores.
A 22 de Junho deste ano, a IFPI anunciou o encerramento do QSound.com.ar por parte da Câmara Argentina de Produtores de Fonogramas e Videogramas (CAPIF) – a sua subsidiária local. De acordo com o lobby das majors, antes do seu fecho o QSound tinha 1500 utilizadores registados e continha mais de dois mil links reencaminhando os utilizadores para cerca de três mil ficheiros de música não autorizados.
Mais recentemente, no final de Julho, a organização que representa os interesses da indústria discográfica comunicou o fecho de mais outros dois sites argentinos: o Zona-mp3.com.ar e o Deathvalley.com.ar. O Zona-mp3 contava com quase 11 mil utilizadores e mais de dois mil posts relativos a ficheiros de música de bandas rock locais. Este site foi encerrado depois da CAPIF ter notificado o seu respectivo fornecedor de serviços de alojamento.
Por seu lado, o Deathvalley – o maior dos três – tinha 30 mil membros e era maioritariamente especializado em conteúdos de artistas internacionais. Este site surgiu para substituir o malogrado Emep3.com.ar, igualmente encerrado há alguns meses atrás pela CAPIF e que chegou a contar com mais de 110 mil utilizadores em toda a América Latina.
Mas como este úlimo exemplo parece indicar, os esforços tanto da IFPI como da CAPIF continuarão a ser inglórios enquanto os partilhadores continuarem a criar mais rapidamente novos sites em substituição dos encerrados. Mais uma prova de que é impossível travar a partilha!
Aliás, segundo o Aliado Digital, os partilhadores argentinos parece que aprenderam com estes fracassos e criaram um fórum de partilha de ficheiros chamado Taringa.net que se encontra alojado fora do país. Segundo o mesmo blog, durante os primeiros cinco meses de 2009 as vendas de música em formatos físicos desceram 32 por cento em relação ao mesmo período que 2008.
Mas será que os sites de partilha de ficheiros têm alguma coisa a ver com essa quebra ou não se trata apenas de mais um efeito da crise económica global? É que toda a gente sabe que não se pode gastar o dinheiro que não temos em algo que é possível encontrar livremente de borla…
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IFPI em guerra aberta contra sites argentinos de partilha de ficheiros http://tinyurl.com/mdztm5