Depois de na semana passada os piratas britânicos terem conseguido registar o seu partido na comissão eleitoral do Reino Unido, chegou agora a vez da Finlândia ter direito a um Partido Pirata oficialmente registado como formação política. Em declarações à AFP, Pasi Palmulehto, o presidente do Piraattipuolue, informou que os piratas conseguiram recolher as cinco mil assinaturas que a Lei eleitoral exige para o registo oficial de um partido no Ministério da Justiça.
A meta alcançada em Junho passado representa o culminar de um processo iniciado em Setembro de 2008, com o surgimento do movimento e a recolha das assinaturas. No entanto, só agora é que o Partido Pirata passou a constar do registo oficial. O objectivo imediato dos piratas finlandeses é reunir um número suficiente de eleitores de modo a eleger deputados para o Eduskunta, o parlamento nacional, já nas próximas eleições legislativas de 2011. Mas na calha também estão as eleições autárquicas e europeias.
Tal como os seus vizinhos suecos que também em Junho deste ano conseguiram eleger o seu primeiro eurodeputado, os piratas finlandeses tencionam também flexibilizar os direitos de autor de modo a permitir os downloads de conteúdos através da Internet para fins não comerciais, bem como proteger a privacidade, a liberdade de expressão e a transparência na política. Outra intenção passa pela abolição das patentes de software e medicamentos.
O Piraatipuoloe torna-se assim a oitava força política em todo o mundo a registar-se oficialmente enquanto partido político. Em termos de adesões, já conta com mais de 2370 membros. Se este número parece relativamente baixo, convém ter em conta que os sociais democratas finlandeses contam com 60 mil membros.
Quem não ficou nada satisfeita com a oficialização de mais um partido político que defende abertamente a revisão do direito de autor foi a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o principal lobby da indústria discográfica, que gostaria mesmo era de interditar os Partidos Pirata em todo o mundo. Como afirmou o director da IFPI finlandesa Arto Alaspaeae,
Nós somos totalmente contra a ideia de que qualquer partido político possa apoiar a ideia da livre utilização de conteúdos protegidos por direitos de autor.
Mas a verdade é que por detrás destas declarações o que existe é um temor por parte da IFPI de que o movimento pirata se alastre ao conjunto da Europa e impulsione uma viragem política semelhante à iniciada pelo Partido Pirata Sueco (PiratPartiet).
(foto de idhren segundo licença CC-BY-SA 2.0)
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Partido Pirata Finlandês oficializado http://migre.me/5AEr
Agora só falta o nosso ehhe para correr com os mapinets e outros dessa mesma escumalha
Partido Pirata Finlandês oficializado http://bit.ly/3IYDs
RT @fabinhuh: Partido Pirata Finlandês oficializado http://bit.ly/3IYDs
O nosso está a caminho mas aproveito este post para sublinhar que roma e pavia não se fizeram num dia. O trajecto para o nosso partido pirata começou há cerca de 4 meses, basta ver este exemplo finlandês para compreender que ainda faltam alguns meses até surgir o nosso como partido efectivamente constituído.
Eu tb sou "totalmente contra a ideia" de qualquer empresa, organização ou estado perseguir aqueles que partilham conteúdos protegidos por direitos de autor para uso pessoal e sem fins lucrativos. So what?
O sistema politico serve para resolver estas questões.
Quem é que a IFPI pensa que é para tentar ditar o que um partido pode ou não defender??? Ai está outra ideia à qual me oponho totalmente!