Durante anos, a RealNetworks tentou – sem muito sucesso – convencer os fãs de música norte-americanos a desembolsarem 14,99 dólares para acederem e descarregarem um número ilimitado de temas a partir de uma biblioteca composta por mais de oito milhões de músicas em formato digital.
Contudo, quase sete anos passados após o lançamento do serviço de subscrição de música online da Rhapsody – a divisão de música da Real -, os resultados são desoladores: durante o primeiro trimestre de 2009, o número de assinantes desceu dos 800 para os 750 mil, tendo a RealNetworks registado perdas no valor de 188 milhões de dólares. Foi assim sem grande surpresa que há duas semanas a empresa foi forçada a demitir 12 dos funcionários da Rhapsody, correspondentes a nove por cento do seu quadro de pessoal.
Qual a razão para este aparente fracasso de um modelo que parecia à partida oferecer aos fãs de música aquilo que eles sempre mais desejaram – o acesso imediato e móvel a milhões de faixas em troca de uma tarifa plana mensal? A resposta chama-se DRM. Devido às exigências das companhias discográficas, todas as subscrições de downloads ilimitados não passam de um mero aluguer em que o consumidor deixa de poder reproduzir as faixas que descarregou a partir do momento em que abandona o serviço.Por outro lado, até hoje a oferta apenas continua disponível aos residentes nos EUA.
Se bem que o serviço Rhapsody To Go permita o download para dispositivos portáteis compatíveis com o novo esquema de DRM PlaysForSure da Microsoft, até agora os utilizadores não podiam usufruir da oferta a partir de um iPod ou de um iPhone. Contudo, dentro em breve eles poderão aceder e escutar as tais oito milhões de músicas disponibilizadas pela oferta num dispositivo móvel da Apple por via de uma ligação WiFi ou 3G (no caso do iPhone). Isto porque a RealNetworks acaba de apresentar uma aplicação para o iPhone/iPod Touch da Rhapsody que irá ser ainda esta semana submetida à Apple.
A grande dúvida está em saber se a marca da maçã irá ou não aprovar esta aplicação de streaming de música. Afinal de contas, as relações entre ambas as empresas nunca foram lá muito amistosas e são já frequentes os rumores que apontam regularmente para a possibilidade da Apple apostar no negócio das subscrições de música.
Enquanto isso, quem também está ansiosamente à espera da decisão da Apple é a companhia sueca Spotify que no final do mês passado apresentou a sua aplicação para o iPhone. Mas há uma importante funcionalidade na aplicação desta última que não existe no caso da da Rhapsody e que poderá fazer toda a diferença: a possibilidade de guardar na memória cache as playlists do utilizador. Isto dá imenso jeito no caso dele se encontrar fora do alcance de uma ligação 3G ou Wifi.
Contudo, a Rhapsody já garantiu que a versão 2.0 da aplicação irá integrar este modo de reprodução offline para posterior audição. Por agora, a empresa está mais interessada em dar um passo de cada vez e o primeiro objectivo consiste na aprovação da aplicação pela Apple. Para tal, a companhia abdicou mesmo de incluir links para aquisição da música a partir da loja de MP3 em favor da loja do iTunes que vende downloads no formato AAC. Em sentido contrário, a Spotify decidiu não incluir quaisquer links para comprar a faixa no iTunes. Junte-se isto ao modo offline e percebe-se bem porque é que a Apple poderá não querer esta aplicação em milhares de iPhones espalhados pelo mundo.
Seja como for, a Rhapsody não pretende colocar “todos os ovos no mesmo cesto” e anunciou que está também a desenvolver uma aplicação para os telemóveis compatíveis com a plataforma móvel Android da Google. Tudo isto surge numa altura em que a Comissão Federal das Comunicações (FCC) – a entidade reguladora do mercado de telecomunicações norte-americano – decidiu abrir uma investigação para averiguar o que esteve por detrás da rejeição – ou por outra, da “não aprovação” – da aplicação Google Voice para o iPhone.
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RealNetworks desenvolve aplicação da Rhapsody para o iPhone http://tinyurl.com/n4jduq
Realnetworks !? Nunca saiu nada de jeito de lá. só crapware atrás de crapware … já deviam ter morrido há muito …