Digiprotect: uma empresa especializada em extorquir dinheiro dos partilhadores

by Miguel Caetano on 1 de Setembro de 2009

É bem certo que a actuação de empresas como a Media Defender e a MediaSentry – agora fundidas debaixo de uma mesma companhia, a Peer Media Technologies – deixa muitas vezes a desejar ao utilizarem ficheiros falsos para enganarem partilhadores e outros truques baixos.

Mas uma coisa são agências que se dedicam a proteger os direitos de autor dos titulares de direito, outra muito diferente é abrir uma companhia com o único e exclusivo fim disseminar conteúdos protegidos por direitos de autor em sites de partilha de ficheiros de modo a processar os utilizadores mais incautos que acabam por os descarregar.

Este é o modelo de negócio da Digiprotect, uma empresa alemã que no final do ano passado expandiu as suas actividades para os Estados Unidos, exigindo aos partilhadores norte-americanos que aceitem acordos extra-judiciais que implicam o pagamento de uma indemnização. A companhia adquire os direitos legais necessários para a distribuição dos ficheiros aos próprios produtores de conteúdos de modo a que possam instaurar acções legais a todos os infractores.

Embora tenha começado por estabelecer parcerias apenas no sector da indústria pornográfica, a Digiprotect já conseguiu atrair como clientes cinco dos maiores estúdios de cinema dos EUA. No entanto, a companhia tem ambições elevadas e nos últimos meses a empresa tem vindo a actuar um pouco por todo o mundo, onde quer que seja mais lucrativo, como confidenciou o gestor de conta Thomas Hein ao site britânico Hush Hush (via P2PNet).

Tal deve-se ao facto da Digiprotect contar apenas com colaboradores que não recebem qualquer salário fixo. “Se fizermos dinheiro, toda a gente faz dinheiro. Caso contrário, ninguém faz. Isto abrange tanto os advogados, como as pessoas do departamento de vendas e os clientes. Tudo depende de quanto dinheiro podemos recuperar e distribuí-lo em seguida.”

E a verdade é que os montantes envolvidos não são nada de menosprezar: “Tentamos chegar a um valor que cubra os nossos custos e pague dinheiro aos nossos licensiadores, o que geralmente ronda os 500 euros. Outras firmas exigem muito mais mas os juízes não gostam disso. Se os juízes acharem que estamos a ser gananciosos, eles não irão dar-nos razão.”

Deste modo, a empresa admite que o dinheiro exigido não tem nada a ver com os danos efectivos provocados pelo acto ilícito em si mas sim com a quantia que terá mais probabilidades de ser autorizada pela Justiça. Em suma: eis mais um exemplo cabal de que os direitos de autor são menos uma questão de incentivar a criatividade e a arte e mais (ou exclusivamente) uma questão de ganhar o máximo dinheiro com o mínimo de esforço às custas dos verdadeiros criadores.

A questão é saber se descarregar um ficheiro de uma fonte autorizada constitui ou não uma ilegalidade. E nesse aspecto a Digiprotect tem tido algumas complicações com os tribunais norte-americanos…

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Como fazer a pirataria dar lucro para a indústria da música « Travessias
13 de Outubro de 2009 ás 23:16
Olá, mundo!
16 de Outubro de 2009 ás 18:20

{ 4 comments… read them below or add one }

1 sonoropt 1 de Setembro de 2009 ás 19:25

Onde isto vai parar ,deviam era levar ja com um processo de uns milhares de utilizadores de p2p..

Era bem bonito ir extorquir dinheiro deles heeh

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2 Sua fonte de música! 2 de Setembro de 2009 ás 0:48

Digiprotect: uma empresa especializada em extorquir dinheiro dos partilhadores http://migre.me/6fJ7

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3 Israel Comaru 2 de Setembro de 2009 ás 19:18

Empresa alemã se especializa em processar quem compartilha arquivos: http://migre.me/6iq6

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4 maria koto 2 de Novembro de 2009 ás 16:30

Olá,

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