Se a primeira participação dos piratas francesas numa disputa eleitoral poderia ter sido melhor, a verdade é que os precedentes históricos no contexto europeu já faziam prever que seria bastante difícil alcançar uma votação significativa.
Assim sendo, os 2,08% conquistados pelo Partido Pirata Francês nas eleições legislativas parciais da 10ª circunscrição de Yvelines que decorreram este domingo é um resultado bastante razoável, ainda para mais se tivermos em conta que nem sequer 25 por cento dos eleitores se dignaram a ir às urnas.
Se é verdade que Maxime Rouquet, o representante do Partido Pirata, ficou atrás de todos os outros candidatos – incluindo: Partido Comunista Francês (4,72%) Frente Nacional (4,03%) e o Partido da França (3,08%) -, também não é menos verdade que o Partido Pirata Sueco apenas conseguiu 0,6 por cento dos votos na sua primeira participação nas eleições legislativas de 2006, realizadas poucos meses após a sua criação.
Só após o mediatismo gerado em torno da condenação dos administradores do Pirate Bay em Abril passado e da entrada em vigor no mesmo mês da lei que transpôs para a legislação nacional a directiva comunitária sobre propriedade intelectual IPRED é que os piratas suecos conseguiram aumentar em muito a sua popularidade. O resultado disso foram os 7,1 por cento registados nas últimas eleições europeias que lhes valeu um eurodeputado. Do mesmo modo, também o Partido Pirata Alemão apenas conseguiu recolher 0,3 por cento dos votos nas suas primeiras eleições legislativas.
Após terem sido dados a conhecer os resultados, especulou-se que o Partido Pirata Francês iria apelar ao voto na ecologista Anny Poursinoff (que recolheu 20,15 por cento dos votos) para a segunda volta das eleições legislativas parciais que terão lugar no próximo domingo. Uma vez que o vencedor da primeira volta das eleições foi Jean-Frédéric Poisson da União Movimento Popular do Presidente Nicolas Sarkozy (com 43,92 por cento) dos votos e dado que boa parte da oposição de esquerda anunciou o seu apoio à candidata dos Verdes. surgiu o rumor de que os piratas franceses iriam também aconselhar ao voto em Poursinoff, mas o próprio Rouquet veio mais tarde desmentir esse rumor.
A este respeito, o líder dos piratas franceses explicou em entrevista que pretendia incentivar a coragem de deputados da UMP como Jean-Frédéric Poisson que apesar de pertencerem ao partido do governo são contra a lei da resposta gradual contra a partilha de ficheiros, mais conhecida por HADOPI, que na semana passada foi aprovada pela Assembleia Nacional. Rouquet referiu ainda que estas eleições serviram para melhorar o funcionamento do partido de modo a que possa alargar-se e acolher novos membros.
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Partido Pirata Francês obtém dois por cento dos votos nas eleições legislativas parciais http://tinyurl.com/l2apen
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