SellaBand oferece ainda mais liberdade aos artistas em busca de financiamento

by Miguel Caetano on 25 de Setembro de 2009

Já há uns tempos que não recebia notícias do SellaBand, um site que funciona como editora comunitária em que os fãs têm oportunidade de ajudar os artistas a recolherem o dinheiro suficiente para gravarem um disco, recebendo em troca um CD com o resultado final e uma comissão sob as vendas. Uma das bandas que conseguiram até agora recolher os 50 mil dólares exigidos foram os portugueses Nearfield.

Nos últimos tempos o site teve alguns problemas resultantes da migração da  sua plataforma tecnológica iniciada em Junho passado que culminaram com um período de inacessibilidade. Mas agora está de volta e a empresa promete implementar na prática uma série de novidades já no início do próximo mês de Outubro.

Embora as melhorias não sejam ainda oficiais, os seus responsáveis divulgaram já aos utilizadores o essencial do que se irá passar. E basicamente as mudanças vão no sentido de transformar a SellaBand em mais do que uma mera editora convencional de discos de modo a tornar-se num site de micro-financiamentos destinado a músicos.

A grande diferença é que os músicos vão passar a poder optar entre dois programas: Standard e Custom (ou personalizado).  Outra novidade é que vai deixar de haver um tecto fixo para o montante que os artistas terão que recolher dos fãs: em lugar dos actuais 50 mil dólares, eles poderão escolher entre recolher qualquer valor a partir dos 10 mil dólares e a acabar nos 100 mil dólares.

Isto é no programa standard que estabelece como incentivo mínimo a oferecer aos fãs o download do álbum completo a editar assim que o montante pretendido for atingido. Outro requisito deste programa é que os artistas terão obrigatoriamente que partilhar com os seus “crentes” – os fãs que investiram nele – uma determinada percentagem das receitas resultantes do disco.

Os artistas que escolherem o programa custom poderão, tal como o nome indica, adaptar todos os pormenores do contrato ao seu bel-prazer: orçamentos, preços de cada parte ou doação, incentivos (posters, autocolantes, concertos em casa, faixas para remisturar, etc.), moedas (dólares, euros ou reais…) ou até mesmo empregar os fundos para organizar uma digressão mundial ou fazer uma promoção do disco.

A possibilidade dos artistas poderem estabelecer os seus próprios incentivos é bastante positiva na medida em que lhes dá a possibilidade de oferecerem pacotes como por exemplo uma box-set de edição de luxo contendo um documentário ao preço de 500 euros ou a composição de uma canção encomendada por mil euros. Este tipo de ofertas não constitui propriamente uma inovação uma vez que a  ArtistShare tem vindo a seguir um modelo de negócios semelhante na àrea do Jazz desde 2004. Desde então, artistas tão diferentes como Kristen Hersh, Jill Sobule ou Josh Freese lançaram também ofertas semelhantes.

O que até agora não havia era uma empresa que desse a qualquer artista a possibilidade de fixar os seus próprios objectivos e configurar todos os pormenores do seu modelo de negócios e o facto da SellaBand ter sido a primeira a fazê-lo só mostra que os seus responsáveis têm olhinhos para o que se está a passar no mercado.  É verdade que o MusicSlu já concede ao artista a liberdade de estipular quanto dinheiro é que necessita mas a desvantagem é que esse dinheiro tem que ser obrigatoriamente gasto na edição de um disco. Depois, existe um pormenor bastante importante: com o futuro SellaBand, as bandas poderão definir qual a moeda que pretendem usar, o que dá muito jeito caso a sua base de fãs seja maioritariamente nacional.

Outra vantagem deste SellaBand custom é que a partilha das receitas resultantes das vendas do disco com os fãs passa a ser opcional. Desta forma, não só se evitam muitos problemas contabilísticos como também deixa de ser obrigatório vender o disco exclusivamente através da loja do SellaBand para efeitos de processamento de pagamentos. Isto significa que os poderão distribuir o álbum através da loja do iTunes, Amazon, CDBaby ou em concertos ao vivo.

A SellaBand assegura que os artistas irão deter sempre todos os direitos sob as fitas-mestras e as composições. Em troca, a companhia espera apenas receber dez por cento do montante estipulado pelo artista quando este valor for atingido. Interessados em beneficiar de todas estas novidades? Então é melhor enviarem os vossos planos para info@sellaband.com porque de momento o programa custom apenas se encontra disponível por convite.

(foto de K@ja segundo licença CC-BY-NC 2.0)

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11 de Outubro de 2009 ás 22:46

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1 Paula Martini 26 de Setembro de 2009 ás 0:04

Novos modelos de negócio para a música: SellaBand se revê e traz novidades http://migre.me/7JIB (via @remixtures)

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2 Ana Amaral 26 de Setembro de 2009 ás 0:06

RT @paulamartini Novos modelos de negócio para a música: SellaBand se revê e traz novidades http://migre.me/7JIB (via @remixtures)

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3 Sua fonte de música! 26 de Setembro de 2009 ás 0:07

SellaBand oferece ainda mais liberdade aos artistas em busca de financiamento http://migre.me/7JJZ

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4 Fábio Alexandre 26 de Setembro de 2009 ás 3:49

SellaBand oferece ainda mais liberdade aos artistas em busca de financiamento (via @remixtures) http://tinyurl.com/y95zj75

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5 Pedro Augusto 26 de Setembro de 2009 ás 18:04

RT @paulamartini Novos modelos de negócio para a música: SellaBand se revê e traz novidades http://migre.me/7JIB (via @remixtures)

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6 Simone Pereira de Sá 27 de Setembro de 2009 ás 2:07

RT@ paulamartini: Novos modelos de negócio para a música: SellaBand se revê e traz novidades http://migre.me/7JIB (via @remixtures)

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7 Julião Carvalho 27 de Setembro de 2009 ás 2:16

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