
Em meados de Julho dei aqui conta do crescimento extraordinário em termos de visitantes únicos do MySpace Music, a nova secção de música da rede social da News Corp. Segundo a Nielsen, o tráfego do serviço de streaming de música (cuja versão ilimitada e a pedido apenas se encontra por enquanto acessível aos utilizadores norte-americanos) teria registado um aumento de 190 por cento no seu tráfego desde o seu lançamento em Setembro do ano passado nos EUA até Junho deste ano.
Mas a verdade é que nem todas as métricas abonam em favor do MySpace Music. No mês passado, a direcção do serviço decidiu acabar com o modo auto-play no seu leitor de música. Até então, de cada vez que o utilizador entrava numa página de uma banda ele tinha que apanhar logo com a música.
Ora, isto não só constituía um grande incómodo para os fãs de música como podia até msmo provocar grandes sustos se o volume do seu computador estivesse fixado num valor elevado. Por outro lado, o modo auto-play tinha também graves inconvenientes para a própria empresa uma vez que implicava maiores despesas em largura de banda mas também em termos de pagamentos de royalties às editoras discográficas e sociedades de gestão colectiva de direitos de autor.
Quanto mais vezes uma música for reproduzida, quanto maior serão os royalties que um serviço de streaming terá que pagar. E a verdade é que as estimativas apontavam para que a joint-venture estivesse a pagar naquela altura mais de 10 milhões de dólares (6,84 milhões de euros) por mês só em royalties.
Cerca de um mês depois do fim do auto-play no MySpace Music, dados divulgados pela BigChampagne à Digital Music News apontam para uma descida para 1,138 mil milhões de plays em Agosto face aos 1,436 mil milhões registados em Julho passado, o que equivale a uma queda de 20,7 por cento. Estes dados vêem agora comprovar aquilo que já se especulava desde praticamente o início do serviço: os números impressionantes de plays do MySpace Music estiveram sempre artificialmente inflacionados. Mas ainda mais será impressionante deverá ser a quebra durante este mês, quando o efeito se reflectir ao longo dos 30 dias e não apenas na última quizena do mês como aconteceu em Agosto.
Outra má notícia para o MySpace Music é que o lançamento da plataforma de streaming de música no Reino Unido parece ter sido novamente adiada, a acreditar numa peça do Telegraph que refere que a companhia não conseguiu assegurar acordos de licenciamento com a PRS for Music no que diz respeito aos direitos de autor sob as composições e com a aliança de editoras independentes Merlin no que se refere aos direitos de autor sob as gravações de boa parte da música indie.
Enquanto isso, o MySpace continua a perder terreno para o Facebook, tendo mesmo registado uma descida do tráfego: 6,73 por cento durante o mês passado de acordo com a Compete e 22 por cento ao longo dos três últimos meses segundo a Alexa.
(foto de Iain TaIt segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)
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Affe, porque? o myspace eh tao legal!
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MÚSICA: Reportagem sobre MySpace X FaceBook. Muito boa!
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