Com tanta abundância de sites que oferecem streaming grátis e ilimitado de música na Internet, torna-se um pouco difícil – para não dizer chato – acompanhar o que há de novo.
A maioria dos novos serviços não passam de meros clones do MySpace, Last.fm, Deezer ou Spotify que não trazem nada de verdadeiramente novo e interessante, pecando por um catálogo pouco diversificado ou uma fraca qualidade áudio, quando não são as duas coisas ao mesmo tempo.
Não posso no entanto passar despercebido o aparecimento do BlueBeat, um site que permite ouvir álbuns completos em formato MP3 de 320 Kbps e adquirir o respectivo download por 25 cêntimos que eu descobri através da Music Ally.
Mais impressionante do que isso, é possível encontrar por lá tanto a discografia completa de uma banda independente como os Animal Collective como todos os álbuns de estúdio dos Beatles, um feito que nem sequer a loja do iTunes conseguiu até hoje. Os fãs de jazz podem também por lá encontrar quase todos os discos de Pharoah Sanders. “Mas isso não será fruta a mais?,” podem perguntar vocês e muito bem.
A verdade é que nada no site nos leva a indicar que o BlueBeat possui qualquer acordo com uma editora discográfica ou sociedade de gestão colectiva de direitos de autor. Portanto, é aproveitar enquanto puderem antes que lhe aconteça o mesmo que aconteceu ao russo AllOfMP3. Os únicos inconvenientes que eu notei no BlueBeat é a necessidade de fazer registo para podermos ouvir as músicas e o facto do leitor ser exibido numa janela pop-up em flash. De resto, a navegação até que é bastante agradável.
O que não deixa de ser engraçado é que há relativamente pouco tempo a empresa-mãe do BlueBeat, a Media Rights Technology – uma fima californiana dirigida por Hank Risan, presidente do Museu Virtual de Instrumentos Musicais (TheMoMi.org) – parecia mais interessada em restringir o acesso dos utilizadores aos conteúdos. Em Maio de 2007 a MRT enviou uma série de intimações à Apple Microsoft, RealNetworks e Adobe no sentido de obrigá-las a abandonar as suas tecnologias de DRM, argumentando que estavam a violar a lei norte-americana de direitos de autor DMCA se não passassem a utilizar exclusivamente a sua tecnologia anti-pirataria X1 Secure Recording Control.
Quem a viu e quem a vê
Agora que se encontra do outro lado da barricada, não tarda nada que venha ela própria a receber cartinhas dos advogados das grandes editoras.
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