Esta foi rápida: menos de quatro meses após ter instaurado uma acção legal contra a Grooveshark a EMI arrependeu-se e optou por assinar um acordo de licenciamento com a companhia por detrás do serviço de música online com o mesmo nome. Este é um daqueles casos em que o crime compensa.
É que ao contrário da Spotify que apenas oferece o streaming gratuito de músicas disponibilizadas pelos próprios detentores de direitos, a Grooveshark permite não só que qualquer artista ou editora efectue o upload das suas próprias músicas mas também vasculha a Web de forma a encontrar e a indexar músicas alojadas noutros sites.
Daí que seja neste momento possível escutar quase sete milhões de temas a partir do Grooveshark, ao passo que o catálogo actual da Spotify não vai além dos 4,5 milhões de títulos. Outra diferença óbvia é que o Grooveshark pode ser utilizado a partir de qualquer ponto do mundo, ao passo que o serviço da Spotify apenas pode ser acedido a partir de seis países europeus.
De qualquer modo, com a assinatura deste acordo com a EMI é bem capaz disso vir a mudar. Por esta altura, já é habitual depararmo-nos com sites de streaming que não disponibilizam todas as suas músicas em todos os países do mundo ou que limitam a sua audição a excertos de 30 segundos, como acontece com o Imeem ou o Lala. Isto deve-se ao facto dos acordos de licenciamento celebrados com as editoras não serem válidos em todos os cantos do mundo.
Para além disso, as outras três grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Sony Music e Warner Music Group) poderão impor como pré-requisito para a assinatura de um futuro acordo de licenciamento que a Grooveshark implemente um sistema de identificação e filtragem de conteúdos baseado em tecnologia de impressão digital áudio – um mecanismo semelhante ao empregue pela YouTube.
Até recentemente, a Grooveshark dependia totalmente das receitas geradas pela publicidade exibida juntamente ao leitor de música. Contudo, em Agosto passado a companhia lançou um serviço VIP de subscrição que por um preço de três dólares mensais ou 30 dólares anuais oferece um versão sem publicidade e a o acesso antecipado a novas funcionalidades como a aplicação para telemóveis iPhone que se encontra a desenvolver.
Em declarações à Wired o vice-presidente de comunicações da Grooveshark Isaac Moredock adiantou que a aplicação irá, tal como a da Spotify, integrar um modo offline para guardar um certo de número de músicas na memória cache de modo a que seja possível ouvi-las sempre que não tivermos acesso a uma ligação de Internet. Segundo Mordock, o preço da mensalidade deverá rondar entre os cinco e os dez dólares.
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EMI desiste de processar Grooveshark e assina acordo de licenciamento http://migre.me/92zh
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