Não obstante as provas por demais evidentes de que os serviços de streaming grátis de música financiada por publicidade como o da Spotify estão a levar os partilhadores a deixar de lado os downloads não autorizados, a indústria musical teima em não deixar que estes serviços vinguem.
Agora não só tudo indica que a estreia da Spotify nos Estados Unidos foi mais uma vez adiada, desta feita para 2010, como também que o MySpace Music deverá abandonar o modelo grátis para passar a cobrar pelo streaming, De um lado, a culpa parece residir nas publishers de música, responsáveis por administrar os direitos de autor relativos às composições; do outro, o culpado parecem ser – mais uma vez… – as editoras discográficas e as quantias exorbitantes que cobram em royatlies por cada música reproduzida.
No caso da Spotify, a empresa sueca tinha inicialmente planeado lançar o seu serviço no continente americano no terceiro ou quatro trimestre deste ano. Mas esta semana o seu director executivo aproveitou o Monaco Media Forum – um evento que começou esta quarta e termina amanhã, sexta-feira, em Monte Carlo -, para anunciar o adiamento do seu serviço. Segundo Rafat Ali do blog PaidContent, as publishers têm-se recusado a aceitar assinar acordos de licenciamento por considerarem que os pagamentos por cada play são extremamente reduzidos.
Daí que tudo indique que a Spotify só inaugure o seu serviço nos EUA lá para o início de 2010. E mesmo assim, é bastante provável que o modelo de funcionamento não venha a abranger um serviço grátis e aberto a todos tal como acontece nos seis países europeus onde a empresa já se encontra (Reino Unido, Espanha, França, Suécia, Finlândia e Noruega). Aliás, a avaliar pelas declarações de Ek, até não seria nada de admirar que a Spotify estreasse primeiro na China. Tendo em conta o investimento do multimilionário Li-Ka Shing no capital da companhia, faz todo o sentido.
Quanto ao MySpace Music, a passagem para o modelo pago é dada como “quase certa”. Isso não quer dizer, obviamente, que o streaming grátis e ilimitado tal como hoje os utilizadores residentes nos EUA, Austrália e Nova Zelândia o usufruem irá acabar, mas sim que a News Corp. está certamente a pensar introduzir uma série de restrições que na prática irão tornar o serviço “inútil”.
Parte desse abandono do modelo grátis tem origem no facto de – segundo uma fonte contactada pelo TechCrunch -, a empresa estar actualmente a pagar 20 milhões de dólares em licenças de streaming de música; outra resulta do facto do MySpace estar a perder tráfego de uma forma desmesurada e que representa menos 100 milhões de dólares em relação ao acordo de publicidade assinado em 2006 com a Google no valor de 900 milhões de dólares.
Mas se a indústria musical tentar impingir o pagamento de subscrições pelo streaming de música, certamente que os partilhadores não pensarão duas vezes em voltar a descarregar os seus torrents ou a recorrer a alternativas muito mais fáceis e rápidas mas igualmente de legalidade duvidosa como o RapidShare.
(foto de shidairyproduct segundo licença CC-BY 2.0)
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Digam adeus ao streaming grátis e ilimitado de música (e olá de novo ao P2P) http://migre.me/brgw
Gosto bastante do Grooveshark.com, é um sistema de streaming bastante completo mas deixa a desejar em músicas brasileiras ou não americanas/européias. Porém, é uma excelente saída já que a Last.fm passou a capitalizar o serviço.