Digam adeus ao streaming grátis e ilimitado de música (e olá de novo ao P2P)

by Miguel Caetano on 12 de Novembro de 2009

Não obstante as provas por demais evidentes de que os serviços de streaming grátis de música financiada por publicidade como o da Spotify estão a levar os partilhadores a deixar de lado os downloads não autorizados, a indústria musical teima em não deixar que estes serviços vinguem.

Agora não só tudo indica que a estreia da Spotify nos Estados Unidos foi mais uma vez adiada, desta feita para 2010, como também que o MySpace Music deverá abandonar o modelo grátis para passar a cobrar pelo streaming, De um lado, a culpa parece residir nas publishers de música, responsáveis por administrar os direitos de autor relativos às composições; do outro, o culpado parecem ser – mais uma vez… – as editoras discográficas e as quantias exorbitantes que cobram em royatlies por cada música reproduzida.

No caso da Spotify, a empresa sueca tinha inicialmente planeado lançar o seu serviço no continente americano no terceiro ou quatro trimestre deste ano. Mas esta semana o seu director executivo aproveitou o Monaco Media Forum – um evento que começou esta quarta e termina amanhã, sexta-feira, em Monte Carlo -, para anunciar o adiamento do seu serviço. Segundo Rafat Ali do blog PaidContent, as publishers têm-se recusado a aceitar assinar acordos de licenciamento por considerarem que os pagamentos por cada play são extremamente reduzidos.

Daí que tudo indique que a Spotify só inaugure o seu serviço nos EUA lá para o início de 2010. E mesmo assim, é bastante provável que o modelo de funcionamento não venha a abranger um serviço grátis e aberto a todos tal como acontece nos seis países europeus onde a empresa já se encontra (Reino Unido, Espanha, França, Suécia, Finlândia e Noruega). Aliás, a avaliar pelas declarações de Ek, até não seria nada de admirar que a Spotify estreasse primeiro na China. Tendo em conta o investimento do multimilionário Li-Ka Shing no capital da companhia, faz todo o sentido.

Quanto ao MySpace Music, a passagem para o modelo pago é dada como “quase certa”. Isso não quer dizer, obviamente, que o streaming grátis e ilimitado tal como hoje os utilizadores residentes nos EUA, Austrália e Nova Zelândia o usufruem irá acabar, mas sim que a News Corp. está certamente a pensar introduzir uma série de restrições que na prática irão tornar o serviço “inútil”.

Parte desse abandono do modelo grátis tem origem no facto de – segundo uma fonte contactada pelo TechCrunch -, a empresa estar actualmente a pagar 20 milhões de dólares em licenças de streaming de música; outra resulta do facto do MySpace estar a perder tráfego de uma forma desmesurada e que representa menos 100 milhões de dólares em relação ao acordo de publicidade assinado em 2006 com a Google no valor de 900 milhões de dólares.

Mas se a indústria musical tentar impingir o pagamento de subscrições pelo streaming de música, certamente que os partilhadores não pensarão duas vezes em voltar a descarregar os seus torrents ou a recorrer a alternativas muito mais fáceis e rápidas mas igualmente de legalidade duvidosa como o RapidShare.

(foto de shidairyproduct segundo licença CC-BY 2.0)

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1 Sua fonte de música! 13 de Novembro de 2009 ás 1:26

Digam adeus ao streaming grátis e ilimitado de música (e olá de novo ao P2P) http://migre.me/brgw

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2 @yanblah 15 de Novembro de 2009 ás 2:33

Gosto bastante do Grooveshark.com, é um sistema de streaming bastante completo mas deixa a desejar em músicas brasileiras ou não americanas/européias. Porém, é uma excelente saída já que a Last.fm passou a capitalizar o serviço.

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