A última vez que ouvimos falar do Qtrax foi em Junho passado quando a Oracle decidiu processar a empresa responsável pela plataforma de P2P legal pelo não pagamento de uma dívida no valor de 1,8 milhões de dólares. De então para cá, apenas o silêncio absoluto.
Até que, no final do mês passado, a Qtrax divulgou um comunicado anunciando que se preparava para (finalmente) estrear a versão oficial do seu serviço na região da Ásia Pacífico.
Os primeiros países a receberem o serviço já esta sexta-feira, 5 de Novembro, serão a Austrália e a Nova Zelândia, seguidos da Singapura a 12. Filipinas, Indonésia e Hong-Kong serão também outros territórios onde será possível realizar downloads legais e ilimitados de músicas (se bem que protegidas por DRM) – tudo graças às milagrosas receitas publicitárias que, assim acredita a empresa, serão suficientes para garantir a viabilidade do seu modelo de negócio.
Mas o ponto principal da agenda de lançamentos Qtrax até ao final do ano é, definitivamente, a China, onde a sua estreia está marcada para 17 de Dezembro. É claro que, sendo este país asiático um dos que possui uma maior taxa de pirataria de música – a julgar pelos dados da IFPI -, será muito difícil para o Qtraz fazer singrar o seu sistema de downloads. Até porque o mercado gratuito e legal chinês já se encontra bem ocupado pela Google, com o seu motor de busca de MP3.
Mas com o que a Google não estaria possivelmente a contar era que a Qtrax estabelecesse uma parceria com o Baidu, o motor de pesquisa que domina quase totalmente o mercado de busca chinês. Nos termos deste acordo, o Baidu encaminhará os utilizadores que pesquisarem por uma música ou um artista para o Qtrax sempre que este tiver o conteúdo em causa e este último receberá dinheiro da publicidade.
O esquema é bastante semelhante ao anunciado na semana passada pela Google nos EUA e que permite aos utilizadores que procurarem por músicas escutarem a faixa pretendida através do Lala ou do iLike do MySpace.
O que eu achei mas estranho nesta parceria entre o Baidu e a Qtrax é que o Baidu tem sido ao longo dos últimos anos alvo de inúmeros processo judiciais instaurados pelas grandes editoras discográficas que acusam o site de fazer tudo para aumentar o número de visitantes da sua secção de música que oferece links directos para ficheiros MP3 nos seus resultados de busca. Há uns tempos foram inclusive divulgadas provas que demonstravam que o Baidu aloja ele próprio esses servidores “pirata”. Será que depois de ter perdido tanto dinheiro na barra do tribunal, será que a empresa está finalmente disposta a fazer as pazes com as grandes editoras discográficas?
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#ultimas Remixtures: Enquanto isso, na China o Qtrax obtem as ‘boas graças’ do Baidu http://bit.ly/2v2VG3 #blogosfera