A Shazam é o exemplo perfeito de uma empresa que prova que o desenvolvimento de aplicações de música digital para o iPhone e outras plataformas móveis pode ser uma actividade lucrativa. O modelo de negócio da companhia centra-se numa aplicação que permite identificar uma música que o utilizador está a ouvir num determinado momento apenas mediante a captação de um pequeno excerto.
A companhia obtém dinheiro das operadoras que pré-instalam a aplicação nos seus terminais ou que cobram por ela, recebendo ainda uma percentagem de cada download adquirido pelos utilizadores na loja do iTunes. Os anúncios móveis constituem ainda outra fonte de receitas.
Nesse sentido, ela concorre directamente com a Midomi que também tem uma aplicação de reconhecimento de música para o telemóvel da Apple. A diferença é que enquanto a Midomi só este mês lançou uma aplicação para o Android, a aplicação da Shazam não só foi das primeiras a estar disponível na plataforma móvel da Google, como também já lançou entretanto uma versão para Blackberry. Para além disso, enquanto a app da Midomi para o iPhone custa 4,99 euros, a aplicação da Shazam é completamente grátis – por enquanto
Depois de no mês passado ter recebido uma quantia não revelada da empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers (por intermédio do seu iFund no valor de 100 milhões de dólares destinado a apoiar start-ups que desenvolvem aplicações para o iPhone), a Shazam anunciou agora uma nova aplicação chamada Encore que consiste basicamente numa versão premium da sua app gratuita.
Por 3,99 euros, os utilizadores poderão beneficiar de um sistema mais rápido de reconhecimento de músicas, listas, recomendações e de um modo de inserção automática de tags (categorias) apropriado para os momentos em que o telemóvel se encontra acoplado a uma dock de um carro. Segundo a empresa, isto permite descobrir mais rapidamente que música é que estão a ouvir enquanto se encontram a conduzir.
De modo a tornar esta versão premium mais apetecível, a Shazam decidiu estabelecer um limite de cinco tags por mês para os novos utilizadores da sua aplicação grátis. De acordo com a companhia, esta última já foi descarregada mais de dez milhões de vezes. Contudo, creio sinceramente que será muito difícil convencê-los a fazerem o upgrade. Afinal de contas, a distinção entre smartphones e computadores pessoais tende cada vez mais a desvanecer-se e as pessoas podem sempre encontrar de borla boa parte destas funcionalidade que a nova Shazam Encore oferece noutros sites, serviços e aplicações.
(foto de Steve Rhodes segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0; foto de K. Todd Storch segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)
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