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Artistas do Jamendo podem agora optar por distribuir a sua música para o Deezer

by Miguel Caetano on 10 de Dezembro de 2009

Uma das empresas que tem mais contribuído para a sustentabilidade económica da música livre é a luxemburguesa Jamendo, responsável pelo portal com o mesmo nome. Em Fevereiro, a firma abriu o Jamendo Pro, um novo serviço de cobrança de direitos de autor que oferece aos comerciantes a possibilidade de adquirirem os direitos de exploração comercial de músicas disponibilizadas segundo licenças Creative Commons.

Em contrapartida, os artistas que decidirem aderir ao programa terão direito a receber 50 por cento das receitas geradas consoante o números de vezes que as suas músicas forem reproduzidas. Até ao momento, o programa já conta com 1717 artistas e 41228 temas disponíveis, sobre um total de mais de 200 mil músicas referenciadas pelo Jamendo.

Esta semana a Jamendo conseguiu mais um importante feito ao assinar um acordo comercial com a Deezer, a companhia francesa por detrás do site de streaming de música com o mesmo nome. Desta forma, todos os artistas do Jamendo – quer aqueles que estão inscritos no Programa Pro como os que não estão – poderão optar por ver as suas músicas reproduzidas no serviço, caso o desejarem, de acordo com o Numerama.

Esta parceria é importante tanto mais não seja porque o Deezer é um dos maiores serviços de streaming gratuito de música a pedido no continente europeu. Com efeito, ao contrário do Spotify que apenas se encontra ainda acessível em seis países, o Deezer pode ser acedido em todos os países da União Europeia. Daí que se trate de mais uma extraordinária oportunidade para os artistas que acreditam na música livre promoverem o seu trabalho.

O único problema que eu vejo nesta e noutras parcerias semelhantes para os músicos e bandas, é que existe o risco do Jamendo se tornar num intermediário demasiado poderoso no campo da música livre, o que implicaria cair numa nova relação de dependência com terceiros – não tão grave como os contratos discográficos com uma editora discográfica tradicional e a adesão a sociedades de gestão colectiva mas mesmo assim igualmente perniciosa. O que acham?

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{ 6 comments… read them below or add one }

1 Sua fonte de música! 10 de Dezembro de 2009 ás 22:27

Artistas do Jamendo podem agora optar por distribuir a sua música para o Deezer http://bit.ly/72YJq7

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2 Franklin Ferreira 10 de Dezembro de 2009 ás 22:52

RT @remixtures: Artistas do Jamendo podem agora optar por distribuir a sua música para o Deezer | Remixtures http://bit.ly/72YJq7

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3 @FrankFerrer 12 de Dezembro de 2009 ás 15:55

Tenho andando nesta ultima semana a descobrir estas coisas da música livre. Ainda há certos aspectos que não domino nem tenho conhecimento.

Entidades como a SPA, Passmusica e o preço a que está a música em Portugal na conjuntura actual, não deixam outra alternativa se não, empurrar-nos para encontrar formas menos dispendiosas, justas e legitimas para a sua utilização.

A música livre, publicada sob licenças Creative Commons ou Art Libre (CC ou Copyleft etc…) parece ser o caminho.

Tenho encontrado, felizmente, várias opções. Algumas de excelente qualidade como é o caso da Jamendo. Que inclusive encontrou uma forma de também fazer «negócio» com a música livre. Contudo, um negócio que parece ser mais justo e económico para ambas as partes. Criadores, intermediários, profissionais e consumidor final.

Também encontrei bastantes «netlabels». Apesar da soberba qualidade dos seus "produtos" o que me parece é que cada uma «vende o seu peixe» orgulhosamente sozinha, na sua rua. Ou seja, apesar de todas promoverem a música livre (de excelente qualidade diga-se) a verdade é que o fazem cada uma no seu canto. Esperando que o eventual ouvinte as encontre no meio duma Internet já de si a abarrotar de tanta oferta.

Não creio que para se promover a música livre baste fazer um «site» e esperar que a coisa aconteça, por si. É preciso fazer mais que isso. É preciso chegar a outros lados. Fazer trabalho no terreno. Explicar, elucidar e educar o potencial ouvinte. Neste campo, pelo que consegui encontrar, ainda nem começamos. Também é possível que não tenha andado pelos locais certos. Mas nesse caso então eles falharam mais uma vez, porque não encontraram a forma certa de se colocarem no meu caminho.

Perante isto, vejo com bons olhos o crescimento do Jamendo, (ou outra empresa qualquer) desde que, o principio assumido se mantenha independentemente da sua grandeza. A música livre precisa de ser promovida para ser conhecida. Para ser de facto, a alternativa.

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4 Franklin Ferreira 12 de Dezembro de 2009 ás 15:55

Commented on Artistas do Jamendo podem agora optar por distribuir a sua música para o Deezer / Remixtures http://tinyurl.com/y9loehc

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5 Franklin Ferreira 12 de Dezembro de 2009 ás 16:55

Commented on Artistas do Jamendo podem agora optar por distribuir a sua música para o Deezer / Remixtures http://tinyurl.com/y9loehc

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6 ictioscopio 14 de Dezembro de 2009 ás 17:11

"existe o risco do Jamendo se tornar num intermediário demasiado poderoso no campo da música livre, o que implicaria.." http://bit.ly/6sHZem

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