A rede de blogs musicais MOG lançou este dia 2 de Dezembro a sua subscrição MOG All Access que em troco de cinco dólares mensais oferece a possibilidade de ouvir via streaming um número ilimitado de músicas (entre mais de seis milhões à escolha) pertencentes às quatro grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Sony Music, Warner Music Group e EMI), bem como a várias independentes.
Mas como eu temia, trata-se de um serviço só para americano ouvir e usar. Por agora, apenas os fãs de música residentes nos Estados Unidos podem aceder ao serviço. Para saberem se vale ou não a pena aderir, a MOG oferece uma hora de utilização grátis. Depois disso podem ainda usar a assinatura durante sete dias sem pagar, mas em troca terão que indicar o número de cartão de crédito.
Mesmo assim, é bastante provável que os britânicos venham a ser os primeiros no continente europeu a beneficiarem do MOG All Access – o mais tarde lá para Abril/Maio de 2010. Quanto aos portugueses e aos brasileiros, bem… digamos que mais vale nem pensar nisso. Também, dadas as restrições geográficas inerentes à complexidade do sistema internacional de direitos de autor, outra coisa não seria de esperar. Calculo que os detentores de direitos prefiram que continuemos a utilizar alternativas ilegais e grátis. Sempre lhes dá mais jeito para exigir medidas como o corte da ligação à Internet, não?
É uma pena, porque esta assinatura da MOG parece estar extremamente bem concebida, tanto a nível do interface do utilizador como das funcionalidades de descoberta de música nova, como da qualidade áudio (MP3 de 320 Kbps). O próprio Michael Arrington do TechCrunch garante que é muito melhor do que o MySpace Music (que – adivinhem! -. também ainda não se encontra disponível por terras portuguesas).
Uma das funcionalidades mais interessantes do MOG All Access é uma barra de scroll que permite que o assinante aceda a estações de rádio baseadas num artista e mova a roda para a esquerda ou para a direita consoante queira ouvir apenas canções desse artista ou apenas outros temas de artistas semelhantes.
Mas a verdade é que o serviço tem algumas falhas notórias: por exemplo, a música é reproduzida a partir de uma janela pop-up quando poderia ser na mesma janela princial do navegador Web. Depois, há quem também prefira interfaces mais minimalistas. Por último, existe o grave problema do MOG All Access não poder ainda ser acedido em todo o lado uma vez que a companhia ainda está para lançar uma versão móvel do serviço. Em entrevista ao ReadWriteWeb, o director executivo da companhia David Hyman indicou que essa versão deverá estar pronta nos primeiros três meses de 2010. O grande senão é que o preço será superior aos actuais cinco dólares.
Mesmo assim, Hyman garante que o valor a pagar nunca será tão grande como os 15 dólares (dez euros) que a Spotify deverá cobrar pela sua subscrição quando fizer a sua estreia oficial nos Estados Unidos. Por agora, o empreendedor deverá estar mais preocupado em “caçar” clientes à Napster que desde Maio deste ano também mantém um serviço de streaming por cinco dólares mensais.
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MOG All Access: mais uma excelente subscrição de música a que nunca iremos aceder http://bit.ly/4OgcNl