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Archives - Posts tagged as 'cinema'

Punk 2.0: ex-vocalista dos Stranglers adere à música livrePublicado 21 Set 08

Apesar dos Stranglers continuarem nos dias de hoje a dar concertos, o espírito do grupo perdeu-se em grande parte com a saída da verdadeira alma da banda, o vocalista Hugh Cornwell, em 1990. Ao longo dos últimos anos, enquanto que a sua antiga banda tem continuado a lançar discos com a chancela de uma major (a EMI), Cornwell tem optado por se manter fiel às origens Punk dos Stranglers, tendo assinado vários trabalhos por pequenas editoras independentes.

Com o seu mais recente álbum Hoover Dam, Cornwell foi ainda mais arrojado e, tal como os Radiohead e os Nine Inch Nails, decidiu oferecer gratuitamente o download do disco na Internet. A partir do site, os fãs do artista podem também encomendar uma edição em embalagem Digipak CD+DVD ou o disco em vinil por um preço de 12,99 libras (16,50 euros). Quem quiser, pode receber o Digipak e o disco em vinil juntos num pacote especial que custa 23,99 libras (cerca de 30,50 euros).

Mas este é apenas uma das partes do modelo de negócio que Cornwell montou. É que segundo refere Mike Masnick do Techdirt, o DVD é composto por um documentário onde o músico revela um pouco ao fã os bastidores do processo de gravação do álbum. Acontece que Cornwell teve também a ideia de passar o filme em algumas salas de cinema. Nessas sessões, ele está presente em pessoa e responde às questões que os fãs lhe colocam. 

A ideia consiste, mais uma vez, em vender aquilo que é escasso (o acesso aos artistas, que vai muito mais para além dos concertos) e oferecer aquilo que é abundante: cópias digitais que toda a gente pode reproduzir em poucos segundos. Se ...

Universal vende MP3s de bandas sonorasPublicado 26 Ago 08

Depois de ter criado um site para monetizar recuperar velhos clássicos da história da música Pop, a filial britânica da Universal Music dá mais um passo na estratégia desta gigante da indústria discográfica para contrariar a hegemonia do iTunes da Apple no sector da música online com o lançamento de TheMusicFrom.com, uma outra loja online mas desta vez direccionada para a comercialização de músicas de bandas sonoras originais de filmes.

Deste modo, o plano da Universal para enfraquecer a Apple passa por distribuir ela mesma músicas que ainda não estão disponíveis para venda em formato digital noutras alternativas legais através de múltiplos sites direccionados para nichos bastante específicos.

No caso deste TheMusicFrom.com, o público alvo que se pretende atingir é sobretudo o dos coleccionadores. Neste momento, é possível encontrar por lá cerca de 200 títulos, desde bandas sonoras de êxitos de biilheteiras recentes como Mamma Mia!, Brokeback Mountain, Minority Report, Sex In The City, Gladiador até a trilhas sonoras de clássicos como Blade Runner, Shaft e Out Of Africa.

Todas as músicas encontram-se no formato MP3 de 320 Kbps, sendo o preço médio de cada disco de 7,90 libras por álbum (cerca de 9,90 euros). Segundo a Billboard, a loja deverá dentro em breve contar com bandas sonoras de outras editoras e músicas de séries de televisão famosas.

YouLicense, um mercado de licenciamento online de músicasPublicado 10 Ago 08

Hoje em dia, para além dos concertos, as licenças de exploração para uso comercial em filmes, programas televisivos, publicidade e videojogos tornaram-se já uma das principais fontes de receitas para os músicos e bandas profissionais. O YouLicense é um site criado por uma empresa israelita com sede em Tel Aviv que permite justamente que qualquer banda ou editora independente possa ganhar dinheiro extra através da concessão de licenças não exclusivas sob as suas músicas a potenciais compradores.

Para participar, basta fazer o upload das músicas que se pretende disponibilizar. Por seu lado, os compradores podem procurar por músicas segundo diversos critérios de pesquisa (estilos, géneros, instrumentos, moods, etiquetas, etc.) ou tipos de conteúdo (faixas completas, música instrumental, ringtones e batidas) e negociar termos e preços. O preço de uma licença para cada música ronda entre os 20 e os 150 dólares (13 e 100 euros). Depois de efectuada a transacção, a YouLicense cobra uma comissão de nove por cento ao licenciador, isto é, a pessoa ou entidade que colocou a faixa à venda.

Desde a data de lançamento da versão beta do YouLicense em Agosto de 2007, a empresa já conseguiu obter um catálogo de mais de 50 mil músicas. É claro que a maior parte das faixas pertencem a artistas desconhecidos ou independentes como Brad Sucks, mas também é possível encontrar por lá nomes como Stone Roses, Thievery Corporation, Kristin Hersh e Santogold.

Esta semana, a YouLIcense conseguiu obter um financiamento da empresa de capital de risco israelita Ofer Media e a produtora de conteúdos móveis Logia Group. Embora o comunicado não divulgue o montante investido, o TechCrunch revela que o investimento deverá ter sido de um milhão de dólares (670 mil euros). Antes desta ronda de ...

Remisturem e redistribuam este filmePublicado 23 Mai 08

Viram o documentário sobre o movimento da cultura livre Steal This Film 2? Gostaram mas acharam que podiam fazer melhor do que a equipa da League of Noble Peers? Pois esta é a vossa oportunidade. Os responsáveis pelo projecto acabam de disponibilizar todas as imagens em bruto que serviram de base ao filme.

No site Steal This Footage é possível encontrar quase três horas de gravações relativas a 11 dos entrevistados que aparecem no filme, entre os quais Yochai Benkler, Brokep (Pirate Bay), Erik Dubbelboer (Mininova), Dan Glickman (MPAA) Fred Von Lohmann (Electronic Frontier Foundation), Brewster Kahle (Internet Archive), Lawrence Liang, Eben Moglen, Howard Rheingold e Siva Vaidhyanathan, entre outros.

Muitas dessas filmagens não foram integradas no filme devido a limitações de tempo. Agora, elas podem ser pesquisadas através do recurso a um motor de busca assente na transcrição textual de todas as entrevistas. Desta forma, se o termo que pesquisarmos for encontrado o site irá indicar-nos o caminho para a cena onde esse termo é referido. Esta funcionalidade baseia-se na tecnologia utilizada pelo projecto 0xdb - uma base de dados pesquisável de informação sobre filmes disponíveis em redes P2P - e no site Pad.ma - um arquivo online de vídeos não editados.

Uma vez que os vídeos se encontram disponíveis segundo uma licença Creative Commons BY-SA 3.0, qualquer pessoa pode pegar nesses imagens e remisturá-las e integrá-las nos seus próprios projectos tanto para uso não comercial como não comercial desde as obras criadas a partir dessas imagens sejam publicadas nas mesmas condições.

Os vídeos podem ser descarregados via BitTorrent no formato Hdv 1080i de elevada qualidade ou no mais levezinho Ogg Theora. Esta última versão pode também ...

MPAA também quer sacar dinheiro ao Pirate BayPublicado 9 Mai 08

Como se já não bastassem os 110 milhões de dólares em indemnizações que uma juiza obrigou os proprietários do TorrentSpy a pagarem-lhe, a MPAA, a Associação da Indústria Cinematográfica Norte-americana, acaba de exigir que os administradores do Pirate Bay lhe paguem 93 milhões de coroas suecas (10 milhões de euros) pelos prejuízos provocados pela violação de direitos de autor, de acordo com a IDG.no (via TorrentFreak).

As infracções dizem respeito a quatro fimes (A Pantera Cor-de-Rosa, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Syriana e Walk The Line), bem como a 13 episódios da primeira época da série de televisão Prison Break. A MPAA está a exigir entre 222 a 261 coroas suecas (entre 24 a 28 euros) por cada filme descarregado a partir de torrents alojados no Pirate Bay e 416 coroas (quase 45 euros) por cada episódio da popular série televisiva.

Segundo a MAQS, a firma de advogados que representa a MPAA, refere na queixa, dos quatro filmes indicados, o mais popular foi o A Pantera Cor-de-Rosa, com quase 50 mil descarregamentos registados, sendo o menos popular Syriana, que apenas foi descarregado cerca de 3700 vezes.

Mas será que como estes números fazem parecer querer, cada download equIvale a uma venda perdida? Sabe-se lá! Aliás, a verdade é que nem a própria MPAA o sabe. Parece que nos dias de hoje vale praticamente tudo o que sirva para a indústria de entretenimento transformar os outros nos bodes expiatórios dos seus problema. Citando a resposta de Monique Wadsted, advogada da MAQS: "Nós não temos a certeza disso, mas a lei de direitos de autor não leva isso em linha de conta. Apenas refere que quem descarregou algo ilegalmente deve de qualquer das formas pagar, ...

Quando as estatísticas sobre a pirataria mentemPublicado 23 Jan 08

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Será que o lobby da indústria discográfica também andou por descuido a inflacionar os seus números relativos às perdas provocadas pela pirataria? Em 2005, a MPAA - organização que representa os interesses dos grandes estúdios de Hollywood - encomendou um estudo à consultora LEK que demonstrava que 44 por cento das perdas atribuídas directamente à pirataria se deviam às partilhas ilegais de filmes efectuadas por estudantes universitários, na maioria dos casos a partir das redes de banda larga das próprias universidades.

É claro que este estudo serviu que nem gingas para a MPAA pressionar os políticos a apoiar uma proposta de lei que, caso venha a ser aprovada, obrigará as universidades a filtrar as suas ligações e a promover serviços alternativos legais, isto é, que integram DRMs e outras tecnologias anti-cópia. Os alunos reincidentes na violação do copyright poderão até ver o seu acesso definitivamente cortado.

Eis senão quando ontem a MPAA veio a público informar através da Associated Press que aqueles números estavam  bastante inflacionados e que na verdade os estudantes apenas são responsáveis por 15 por cento das perdas de receitas - ou seja, três vezes menos do que a percentagem adiantada inicialmente.

Mas se a MPAA admite que se tratou de um "erro humano" ela não pretende dar a mão a torcer na sua luta contra a partilha de ficheiros realizada a partir dos estabelecimentos de ensino superior. "Mas qual a legitimidade que resta ao cartel da indústria cinematográfica no seu combate às universidades depois de ter confessado que os seus números estavam errados?", pergunta Mark Luker, vice-presidente da Educause, uma associação não-lucrativa para a promoção de tecnologias de informação na educação:

Esses 44 por cento foram utilizados para demonstrar que se as universidades pudessem de algum modo resolver este problema ...

Roubem Este Filme Imediatamente!Publicado 29 Dez 07

Steal This FIlm II

Demorou mais do que o previsto mas aí está finalmente disponível para ser descarregado via BitTorrent - como não podia deixar de ser... - o documentário Steal This Film II, a segunda parte do do filme lançado em 2006 sobre a cultura da pirataria e da partilha de ficheiros na Suécia e o ataque das autoridades suecas contra o Pirate Bay a pedido da MPAA, a Associação da Indústria Cinematográfica Norte-americana.

Nesta sequela,a equipa de britânicos da League Of Noble Peers continuam a analisar os conflitos sobre a partilha de ficheiros e os sistemas de comunicação distribuídos mas desta feita a partir de uma abordagem histórica.

Steal This FIlm 2

Passando em revista as consequências da introdução de novas tecnologias de reprodução desde os primeiros tempos do livro e da imprensa escrita até aos dias de hoje, o filme destaca o modo como estas invenções foram resistidas por todos os que se encontravam no poder.

Entre os entrevistados encontram-se Yochai Benkler, Brokep (Pirate Bay), Erik Dubbelboer (Mininova), Dan Glickman (MPAA) Fred Von Lohmann (Electronic Frontier Foundation), Brewster Kahle (Internet Archive), Lawrence Liang, Eben Moglen, Howard Rheingold e Siva Vaidhyanathan, entre outros.

Podem fazer o download gratuito do filme em quatro diferentes formatos: Xvid, DVD, iPod e HD. Eu optei pela versão DVD num ficheiro ISO de 1,99 GB. Aproveitem também para ler a entrevista de Jamie King da equipa de produção ao TorrentFreak.

Utilizadores franceses de P2P arriscam-se a ficar sem acesso à InternetPublicado 23 Nov 07

É de admirar quando uma comissão presidida pelo patrão de uma grande cadeia de lojas de discos é encarregada de elaborar uma proposta de revisão da lei dos direitos de autor e em vez de propor reformas que tenham em conta o novo contexto digital ainda aumenta a perseguição aos utilizadores de redes de partilha de ficheiros?

Pois é precisamente isso que aconteceu hoje em França onde o presidente Sarkozy acaba de aprovar as recomendações que constam de um relatório de 43 páginas redigido por uma missão "independente" chefiada por Denis Olivennes, o patrão da FNAC, que prevê o corte da ligação à Internet dos utilizadores que descarregarem ilegalmente músicas e filmes. Quem for apanhado três vezes verá o seu acesso desligado pelo seu ISP.

O relatório sugere ainda a criação de uma entidade pública de combate à pirataria que, ao receber uma queixa dos detentores de direitos, se encarregará de enviar por intermédio do operador de Internet mensagens de aviso ao internauta suspeito. Depois dos avisos, seguir-se-á a suspensão temporária da sua ligação. Se isto não resultar, o último passo será cortar o seu acesso.

É claro que este esquema de "resposta gradual" exige que os ISPs implementem tecnologias de filtragem de conteúdos. Inicialmente, serão apenas experiências mas em todo o caso eles têm que apresentar resultados parciais no prazo de 24 meses. O único brinde a que os consumidores terão direito é que as editoras discográficas se comprometem a remover todas as restrições tecnológicas, vulgo DRM, até aqui integradas nos downloads de músicas. Mas isto apenas se aplica aos temas de artistas e bandas francesas.

Do mesmo modo, a indústria cinematográfica concordou em disponibilizar os filmes em video on demand (VOD) a partir da mesma data que os DVD, isto é, seis meses ...

Moby oferece música grátis a cineastas independentesPublicado 8 Out 07

Todos os profissionais que trabalham com áudio para cinema sabem o quão complicado e dispendioso é licenciar cada música que se pretende utilizar num projecto com poucos recursos de financiamento. Tendo em conta as enormes dificuldades de todo este processo, Moby resolveu facilitar as coisas e está a oferecer no seu site a todos os realizadores de produções independentes e sem fins lucrativos ou estudantes de cinema a possibilidade de utilizarem algumas das suas músicas sem pagarem um tostão. No caso de se tratarem projectos comerciais, ele compromete-se a facilitar o processo de licenciamento mediante o pagamento de uma pequena quantia e a doar todas as receitas a uma sociedade protectora dos animais, a Humane Society:
Esta secção do moby.com, 'música para filmes', destina-se a cineastas independentes e sem fins lucrativos, estudantes de cinema e qualquer pessoa que precise de música livre para o seu filme, vídeo ou curta independente e não comercial. Para usarem o site, vocês fazem o log in (...), sendo-lhes em seguida dada uma palavra-passe. Poderão então ouvir a música disponível e descarregar o que quiserem para que a usem no vosso filme, vídeo ou curta. A música é livre desde que seja usada num filme, vídeo ou curta não comercial ou não lucrativa. Se quiserem usá-la num filme ou curta comercial então poderão solicitar uma licença flexível em que qualquer dinheiro obtido será dado à Humane Society.
Esta ideia assemelha-se em muito aos termos de uma licença Creative Commons para uso não comercial, mas neste caso é o próprio Moby que impõe as suas próprias condições. Seria positivo que mais artistas seguissem este exemplo. (via del.icio.us de MediaEater) Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e foi tirada por cinema, copyleft, vídeo | Sem comentários » | Continue linkarrow

O remix entre a arte do excesso e a arte do pobrePublicado 29 Ago 07

Rick PrelingerNão é propriamente sobre música mas interessa a todos aqueles que se preocupam com a cultura livre, o copyleft e a defesa do commons esta entrevista a Rick Prelinger ao Musica Radiklal Brasca que eu encontrei via mediateletipos. Prelinger é um escritor, cineasta e arquivista que criou os famosos Prelinger Archives, uma colecção de mais de 60 mil filmes de carácter amador, promocional, educativo e industrial realizados entre 1927 e 1987 na sua maioria nos Estados Unidos, no sentido de preservar e disponibilizar o acesso a este tipo de obras em risco de desaparecimento. Cerca de duas mil dessas curta-metragens encontram-se disponíveis sob domínio público no Internet Archive, o que quer dizer que toda a gente as pode reutilizar livremente. Alguns excertos da entrevista:
Quando uma imagem ou um som estão em todos os lados, o seu valor aumenta e, ainda que o dinheiro não mude de mãos, o seu valor cultural é de primeira ordem. O princípio da ubiquidade é para mim equivalente ao de valor. (...) Admiro Lawrence Lessig mas, no fim de contas, as CC (Creative Commons) não deixam de ser um projecto reformista que visa melhorar o funcionamento do copyright. Devemos situar a cultura mais além da propriedade intelectual; não centrá-la na noção de dinheiro mas de dádiva, respeito e intercâmbio. Pensar como a cultura é distribuída é o primeiro passo para pensar como a propriedade é distribuída. Neste sentido, trabalhar no âmbito da cultura pode ser subversivo e fazer muito sentido. (...) Tenho muitas reticências em relação à lei do copyright. Porque, obviamente, o copyright nasceu como uma forma de censura. Em Inglaterra, graças ao copyright o rei podia controlar todas as publicações subversivas, tal como fez a Igreja. Deste modo, o copyright foi protegendo os monopólios e crescendo ao mesmo ...