Archives - Posts tagged as 'creative commons'
YouTorrent prova que BitTorrent também serve para distribuir conteúdos legaisPublicado 21 Jul 08

Desde meados de Abril deste ano que o YouTorrent, um meta-motor de busca de torrents, deixou de indexar ficheiros relativos a conteúdos protegidos por direitos de autor para passar a incluir uma base de dados composta exclusivamente por músicas e filmes disponiveís no domínio público ou segundo licenças Creative Commons.
Apesar da diminuição drástica do volume de tráfego, os responsáveis pelo site decidiram mantê-lo em funcionamento e no final da semana passada aproveitaram para relançá-lo. Neste momento, o YouTorrent permite encontrar mais de 67.200 torrents "legais" correspondendo a cerca de 6 Terabytes. Entre os sites que este motor de pesquisa utiliza como fontes encontram-se o Jamendo, LegalTorrents, LegitTorrents, BitTorrent.com, Vuze, BT.etree, Gameupdates, Wortharchiving e Mininova (secção de featured torrents apenas).
O mecanismo de pesquisa do site está pré-configurado para devolver os resultados por ordem de relevância, mas quem quiser pode também ordená-los de acordo com o número de seeds e peers, tamanho (embora não nos seja indicado qual...), data de upload e número total de downloads.

Não sei qual é o critério ou algoritmo utilizado pelo YouTorrent para devolver os resultados mas, mesmo tendo em conta que o leque de ficheiros pesquisáveis abrange apenas conteúdos legais, parece-me que existem algumas falhas. Por exemplo, tentei pesquisar por "hip-rop", "rap" e "idm" (Intelligent Dance Music) e não encontrei nada. Quando tentei fazer o mesmo no site do Jamendo, achei não só tags, mas também artistas e álbuns relacionados com esses termos. Mais tarde resolvi procurar por "hiphop" (sem asterisco) no YouTorrent e dei de caras com sete resultados, todos eles referentes a torrents alojados no Vuze. A raiz do problema parece assentar no facto ...
Documentário explica modelos de negócio abertosPublicado 1 Jul 08
É possível ganhar dinheiro oferecendo conteúdos de borla? Claro que sim. Aliás, já aqui expliquei como é que isso é possível recorrendo a licenças livres como as Creative Commons. Caso não estejam convencidos, a história da editora de música livre Magnatune constitui um formidável estudo de caso.
Apesar da companhia discográfica online também comercializar música directamente aos fãs de música - tendo mesmo introduzido no passado mês de Maio um serviço de subscrição mensal para downloads ilimitados que custa 18 dólares por mês (12 euros) -, a sua grande fonte de receitas consiste no licenciamento de temas para inclusão em anúncios publicitários, filmes e séries de televisão.
Mas tal como todos os projectos de conteúdos abertos que dão certo, não se pense que a Magnatune é um projecto concebido às três pancadas por ingénuos bem intencionados sem experiência anterior na área do empreendedorismo. Muito pelo contrário, a empresa foi criada em 2003 por John Buckman, na altura director-executivo da Lyris, uma empresa de software de marketing por email.
Para saberem mais sobre a história da Magnatune e quem sabe até retirar alguns ensinamentos da experiência desta editora online, aconselho-vos a verem o vídeo que acompanha este artigo e que tem a duração de dez minutos. Nele, Buckman explica em traços largos o modelo de negócio da empresa e de que forma é que ele tentou adaptá-lo à BookMooch, a sua mais recente iniciativa - lançada em Agosto de 2006. A BookMooch é uma comunidade online sem fins lucrativos destinada à troca de livros usados que empresa um sistema de pontos: os membros ganham pontos de cada vez que acrescentam livros ao seu catálogo, enviam livros a outros membros ou efectuam críticas ou comentários aos livros recebidos. Quando acumulados, esses pontos podem ser convertidos em ...
Jamendo ultrapassa os 10 mil álbuns de música livrePublicado 20 Jun 08

Nos últimos dias, o Jamendo tem dado muito nas vistas. Depois de uma parceria com o site de BitTorrent IsoHunt e do lançamento de uma série de novos widgets, o portal de música livre sediado no Luxemburgo anunciou na quarta-feira que já ultrapassou a fasquia dos 10 mil álbuns disponibilizados segundo licenças Creative Commons e Arte Livre.

Estes discos podem por isso ser escutados e descarregados livremente por todos sem que se tenha que pagar qualquer quantia por isso. O portal de música livre disponibiliza os ficheiros nos formatos MP3 e OggVorbis. Demonstrando que as redes de partilha de ficheiros não se destinam exclusivamente à partilha de conteúdos protegidos por direitos de autor, o Jamendo utiliza o protocolo BitTorrent como método de distribuição dos álbuns que os artistas disponibilizam.
Isto permite reduzir em muito as despesas da empresa com largura de banda e espaço de alojamento. No entanto, os utilizadores podem em alternativa optar pelo método tradicional via HTTP. Ao mesmo tempo. De acordo com as estatísticas divulgadas pelos responsáveis do portal, o site conta com:
- mais de 2 milhões de visitantes únicos por mês
- cerca de 500 mil downloads diários
- 350 mil utilizadores registados e mais de cinco mil músicos e bandas registados
- 150 mil músicas e 10 mil álbuns
- cerca de 300 novos álbuns por semana
IsoHunt distribui artistas do JamendoPublicado 15 Jun 08

"As Creative Commons são o futuro do IsoHunt", afirmou Gerry Fung, o admnistrador e responsável pelo site de BitTorrent numa mensagem publicada em Dezembro de 2007. Com efeito, na semana passada o IsoHunt deu o primeiro grande passo no sentido de aderir aos conteúdos disponibilizados segundo licenças livres ao anunciar uma parceria como o Jamendo, o portal de música livre.
Neste momento, o IsoHunt já disponibiliza quase 20 mil torrents que representam as mais de 150 mil músicas do catálogo do Jamendo publicadas segundo licenças Creative Commons. De acordo com o que Fung refere no fórum do site (via P2P Blog), os torrents com origem no Jamendo surgem destacados a branco na lista de resultado. A lista completa está disponível aqui.
As páginas de descrição dos torrents incluem não só a imagem de capa do lançamento bem como todos os metadados correctos (nome do artista, álbum, etiqueta, data de lançamento, licença, codec de áudio, tamanho do disco, tempo de duração, número de faixas, fonte dos ficheiros) e links para mais informação no Jamendo.

Tendo em conta o processo instaurado pela Associação da Indústria Cinematográfica Norte-americana (MPAA) ao IsoHunt - e que levou mesmo Gary Fung a bloquear o acesso dos utilizadores residentes nos EUA ao site -, esta parceria com o Jamendo é uma boa forma de fazer passar uma imagem de legitimidade do site junto dos detentores de direitos. Não me parece é que isto seja suficiente para acalmar a fúria da RIAA.
Ainda a propósito do Jamendo, o portal de música livre acaba de lançar um novo conjunto de widgets em tons de laranja que podem ser utilizados para reproduzir ...
Archos alia-se a Jamendo para promover música livrePublicado 6 Jun 08

Já imaginaram quanto é que um fabricante de leitores de MP3 teria que pagar para facultar o acesso dos seus clientes aTerabytes de música destinada a encher os seus gadgets? Pois bem, a factura pode acabar por ser bastante inferior aos tradicionais acordos de licenciamento impostos pelas grandes editoras discográficas cujos termos draconianos são bem conhecidos por todos.
A solução passa por disponibilizar música livre criada por artistas espalhados pelo mundo que fazem música mais pelo amor à arte do que propriamente pelo dinheiro.
Um dos maiores catálogos online de música livre é o Jamendo. Ali, todos os temas são publicados segundo licenças Creative Commons e Arte Livre que permitem que todos descarreguem e partilhem as obras sob a condição de cumprirem determinados requisitos.
Foi nesse sentido que a francesa Archos, uma das maiores fabricantes de leitores de música, estabeleceu uma parceria com o Jamendo que irá permitir que os proprietários dos seus dispositivos tenham acesso às mais de 140 mil músicas disponibilizadas pela plataforma online através do ARCHOS Content Portal.
Ao todo, são mais de nove mil álbuns completos pertencentes a cerca de cinco mil artistas e grupos nos mais diferentes estilos musicais que poderão ser mais facilmente descarregados pelos possuidores de aparelhos Archos. Outros fornecedores de conteúdos que já se encontram no portal da Archos são a Fnac. Dailymotion, Euronews, TF1 Vision e Vodeo.tv.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a heligy.
Creative Commons coloca ccMixter à vendaPublicado 31 Mai 08

Uma mensagem publicada em Novembro passado por Lawrence Lessig, o co-fundador da Creative Commons (CC) já indicava que a associação norte-americana responsável pelas licenças com o mesmo nome desejava vender o ccMixter. Esta semana, foi anunciado no blog da CC que todas as entidades interessadas em tomar conta do site de remisturas poderão apresentar as suas propostas até ao dia 29 de Junho através do endereço de email ccmixter-rfp@creativecommons.org. O regulamento do concurso pode ser lido aqui.
O ccMixter foi criado em 2004 e funciona como uma comunidade online sem fins lucrativos onde produtores, DJs e artistas colaboram entre si na produção de remisturas e mashups. O site tem mantido até hoje o mesmo espírito não comercial do início e faz questão de não aceitar qualquer tipo de publicidade
Aliás, esses são dois dos requisitos referidos no Anexo B do regulamento do concurso que os futuros proprietários do ccMixter terão que cumprir. No regulamento também se indica que o software - incluindo o código-fonte do site, publicado segundo a General Public License que também é utilizada no sistema operativo Linux - e as obras criativas resultantes da colaboração entre os membros da comunidade deverão continuar a ser livres.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a teru06.
Remisturem e redistribuam este filmePublicado 23 Mai 08

Viram o documentário sobre o movimento da cultura livre Steal This Film 2? Gostaram mas acharam que podiam fazer melhor do que a equipa da League of Noble Peers? Pois esta é a vossa oportunidade. Os responsáveis pelo projecto acabam de disponibilizar todas as imagens em bruto que serviram de base ao filme.
No site Steal This Footage é possível encontrar quase três horas de gravações relativas a 11 dos entrevistados que aparecem no filme, entre os quais Yochai Benkler, Brokep (Pirate Bay), Erik Dubbelboer (Mininova), Dan Glickman (MPAA) Fred Von Lohmann (Electronic Frontier Foundation), Brewster Kahle (Internet Archive), Lawrence Liang, Eben Moglen, Howard Rheingold e Siva Vaidhyanathan, entre outros.
Muitas dessas filmagens não foram integradas no filme devido a limitações de tempo. Agora, elas podem ser pesquisadas através do recurso a um motor de busca assente na transcrição textual de todas as entrevistas. Desta forma, se o termo que pesquisarmos for encontrado o site irá indicar-nos o caminho para a cena onde esse termo é referido. Esta funcionalidade baseia-se na tecnologia utilizada pelo projecto 0xdb - uma base de dados pesquisável de informação sobre filmes disponíveis em redes P2P - e no site Pad.ma - um arquivo online de vídeos não editados.
Uma vez que os vídeos se encontram disponíveis segundo uma licença Creative Commons BY-SA 3.0, qualquer pessoa pode pegar nesses imagens e remisturá-las e integrá-las nos seus próprios projectos tanto para uso não comercial como não comercial desde as obras criadas a partir dessas imagens sejam publicadas nas mesmas condições.
Os vídeos podem ser descarregados via BitTorrent no formato Hdv 1080i de elevada qualidade ou no mais levezinho Ogg Theora. Esta última versão pode também ...
Rifflet: um site para partilhar samplesPublicado 22 Mai 08

O blog de tecnologia Gizmodo diz que o Rifflet é uma espécie de Twitter para a música (não sabem o que é o Twitter? Já ficaram a saber...), mas eu acho a comparação um bocado despropositado. Basicamente, o Rifflet é um site que oferece a músicos e cantores a possibilidade de colaborarem entre si. O processo começa quando alguém decide fazer o upload de um excerto com a duração máxima de 60 segundos chamado "rifflet" que pode ser tanto uma linha de baixo como um loop de bateria ou um riff de guitarra. Os outros utilizadores podem descarregar esse rifflet e incorporar outros instrumentos por cima ou então remisturá-lo com outros rifflets.
A ideia de permitir que músicos colaborem entre si assincronamente ou em tempo real sob a forma de uma jam sesssion não é propriamente original. Riffworld, Kompoz e Indaba Music; CCMixter, eJamming Audio e Ninjam; NetPD; SpliceMusic, JamGlue e Your Spins são apenas alguns nomes de plataformas e ferramentas que se inserem no mesmo nicho do Rifflet.
Desses todos, acho que o CCMixter é o mais parecido com o Rifflet. na medida em cada excerto pode ser escutado através de um leitor em flash, etiquetado, classificado e comentado. Cada rifflet encontra-se associado a uma página onde se pode consultar informação como o nome do artista, o título, as etiquetas, a duração, o tamanho e uma breve descrição.
Os responsáveis pelo site aceitam uploads de ficheiros no formato MP3, WAV e OGG. Quem quiser, pode já ouvir alguns dos temas criados a partir de vários rifflets aqui. Existe também um guia de gravação com uma série de ligações para software de áudio e tutoriais.
...Crystal Castles, a banda-plágioPublicado 11 Mai 08
Não obstante todas as críticas que possamos fazer ao direito de autor, ele continuam a cumprir um papel bastante útil na preservação e expansão do nome artístico de um autor. A Internet e as redes de partilha de ficheiros que permitem copiar em poucos segundos um disco inteiro não colocam em causa o direito moral dos criadores em reinvidicarem a autoria sobre as suas obras.
Se a actividade de descarregar música via P2P para uso pessoal e não comercial é para mim perfeitamente legítima (muito embora ainda não seja legal...), já o mesmo não se pode dizer a respeito de quem pega nos temas compostos por outros e altera-a ligeiramente para servir de base a uma nova música sem pedir autorização ou sequer incluir os devidos créditos. A isso chama-se plágio e trata-se de uma violação do direito de autor que se não provoca directamente elevados prejuízos financeiros, pode acabar por comprometer seriamente as chances do autor original sair da obscuridade - que nesta era de abundância é o valor mais precioso de um criador - no caso do usurpador se tornar famoso às custas do trabalho desse outrem.
Na cena chiptune de música composta a partir dos chips de áudio de consolas de jogos de 8 bits, este tipo de apropriação ilegítima já não é novo. Há uns tempos referi aqui o caso da banda norueguesa Fitts for Fights que deram concertos ao vivo com base em músicas roubadas ao catálogo da netlabel MicroMusic. Recentemente, surgiu outro caso de roubo de direitos de autor relacionado com 8 bits. A diferença é que desta vez o fenómeno atingiu proporções muito mais amplas.
Afinal de contas, estamos a falar dos Crystal Castles, a banda-sensação ...
Magnatune lança serviço de subscrição para downloads ilimitadosPublicado 9 Mai 08

Se as grandes editoras discográficas não avançam com os seus planos para uma tarifa plana, porque haverão as empresas com modelos de negócio abertos hesitar em tomar a dianteira? 18 dólares por mês (cerca de 12 euros) é a quantia que John Buckman, o patrão da Magnatune, está a pedir a quem quiser descarregar os mais de 600 álbuns pertencentes ao catálogo da editora online de música livre - exclusivamente publicada segundo licenças Creative Commons - mas com fins comerciais que divide todas as receitas obtidas com as vendas a meias com os artistas.
Os assinantes terão a possibilidade de escolher entre uma série de formatos áudio, desde MP3 VBR a WAV (qualidade de CD), passando por FLAC, OggVorbis e AAC - todos sem qualquer tipo de protecção anti-cópia. Os álbuns incluem ainda um PDF com a capa e imagens artísticas do disco. Para além da assinatura mensal, existe também uma subscrição vitalícia que custa 294 dólares (190 euros) que, se em termos puramente económicos, não faz muito sentido é sempre uma boa forma de ajudarem aqueles artistas que apreciam. Se quiserem saber mais pormenores, podem consultar a secção de perguntas mais frequentes.
Outra oferta recentemente introduzida pela Magnatune que me parece bem menos vantajosa é a assinatura que permite escutar via streaming todas as músicas do catálogo da editora mediante o pagamento de nove dólares mensais (cerca de seis euros). Isto porque já é actualmente possível fazer streaming de todas as músicas disponibilizadas pela Magnatune. As únicas vantagens que esta modalidade oferece são uma qualidade áudio superior à oferecida quando se ouve as músicas partir do site ou através de leitores de música como o Amarok e o Rhythmbox (160 Kbps ...






