Archives - Posts tagged as 'drm'
Yahoo Music Unlimited: DRM volta a tramar os fãs de músicaPublicado 25 Jul 08

A cena volta a repetir-se: um serviço de música online pertencente a um dos maiores gigantes da Internet encerra porque de repente os consumidores de música repararam que estavam a vender-lhes gato por lebre impingindo-lhe músicas protegidas com DRM e quem acaba por se tramar são os fãs de música mais incautos que perdem o direito a transferir os temas que compraram legalmente para outros computadores ou leitores portáteis de MP3.
Aconteceu em Abril passado com o já falecido MSN Music quando a MIcrosoft anunciou que iria deixar de emitir mais chaves de autorização para a música adquirida a partir do seu serviço e volta agora a acontecer com o serviço de subscrição e downloads de músicas Yahoo Music Unlimited que foi despachado em Fevereiro deste ano para a Rhapsody.
Recentemente, a Yahoo enviou aos seus antigos clientes um email (via Bit Player) informando-os que a sua plataforma de música deverá encerrar oficialmente as portas a 30 de Setembro pelo que depois dessa data a empresa deixará de suportar a emissão de chaves de licenciamento para toda a música adquirida a partir do Yahoo Music Unlimited. Estas licenças são indispensáveis para reproduzir e transferir as canções para outros dispositivos. Isto significa que a partir de Outubro as músicas ficam acorrentadas aos computadores onde essas faixas são reproduzidas e para as quais foram emitidas chaves. Se for preciso reinstalar o Windows ou se o computador se estragar, adeus música.
A única solução recomendada para evitar essa situação e que a Yahoo aconselha consiste em gravar as músicas para um CD e voltar a transferi-las para o computador. Mas esta solução é um mau paliativo, porque é preciso gastar CDs virgens, a qualidade sonora das faixas degrada-se consideravelmente e além disso os utilizadores perdem todos ...
Napster, a empresa que vale mais morta do que vivaPublicado 22 Jul 08

Uma prova da total esquizofrenia e irracionalidade do mercado bolsista de hoje em dia é que uma empresa como a Napster que não obteve qualquer lucro nos últimos quatro anos e que viu o preço das suas acções descerem 95 por cento ao longo dos últimos anos - situando-se actualmente em 1,46 dólares - continue a ser bastante cobiçada por várias empresas.
A razão desse interesse não está - como é óbvio... - no seu modelo de negócio - quem é que está disposto a pagar 12,99 dólares por uma assinatura de música com DRM que na prática consiste apenas no aluguer dessas faixas? -, nem porque a marca continue a ter muito valor, mas porque a empresa possui actualmente ainda 69,8 milhões de dólares (44 milhões de euros) em reservas de dinheiro em caixa e investimentos.
Este montante é mesmo superior ao valor total das acções que corresponde a 52,1 milhões de dólares (33 milhões de euros). Não surpreende por isso que segundo os rumores veiculados pela Bloomberg, o fundo de investimento JDS Capital Management tenha já manifestado interesse em ficar com os despojos da empresa que herdou o nome do mítico serviço original de P2P. Um dos primeiros sinais foi dado no primeiro trimestre deste ano quando o JDS comprou um milhão de acções da Napster. A ocorrer, este negócio irá representar o aprofundamento da participação da companhia no sector da música digital, onde já é proprietária da eMusic e detém boa parte da distribuidora digital The Orchard.
Por outro lado, o maior investidor da Napster, a Eminence Capital, também aumentou a sua participação na empresa para nove por cento já no segundo trimestre deste ano. Mas o artigo refere que há mais interessados em ficar com a Napster, em ...
Música sem DRM responsável por aumento de 300% nas vendas da 7DigitalPublicado 9 Jul 08

Já se sabia que a oferta de faixas sem DRM faz vender mais músicas em formato digital. Contudo, ninguém ainda sabe ao certo a amplitude desse grau de crescimento e pelo andar da carruagem isso não irá acontecer tão cedo. Depois de em meados de Janeiro 7Digital ter anunciado que as suas vendas tinham subido 188 por cento ao longo de 2007 muito por causa da decisão da EMI de remover a protecção anti-cópia das suas faixas, a loja online britânica veio agora revelar que as suas vendas aumentaram 300 por cento durante o primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2007.
Tal como no ano passado, a empresa atribui esta subida ao acordo estabelecido com outra major, a Warner Music Group. O contrato assinado em Março fez com que a 7Digital passasse a ser a primeira companhia a disponibilizar o catálogo desta editora em formato MP3 sem DRM no continente europeu.
Muito bem: mais 188 por cento em 2007 e 300 por cento no primeiro semestre de 2008. Mas isso são só percentagens. No que é que ficamos em relação ao número total de músicas comercializada? Infelizmente, a 7Digital continua a considerar que o segredo é a alma do negócio.
Para além destas percentagens, apenas ficamos a saber que o tráfego do seu site registou um aumento de 130 por cento (outra percentagem...) desde Janeiro deste ano e que a 7 Digital é actualmente a segunda maior retalhista de música digital no Reino Unido, dispondo de um catálogo de quatro milhões de faixas, 80 por cento das quais são títulos no formato MP3. Embora hajam indícios de que a música sem DRM faz aumentar as vendas, são necessárias mais provas com ...
Neil Young quer dar cabo do iTunes com plataforma multimédia baseada em JavaPublicado 3 Jul 08

Neil Young ficou tão entusiasmado com o trabalho que os engenheiros da Sun fizeram para a sua série de arquivos multimédia em forma de dez discos Blu-Ray apresentada em Maio durante a conferência JavaOne que agora ele quer convencer as editoras discográficas a comercializarem conteúdos dos seus artistas no mesmo formato através de um nova plataforma multimédia online.
De acordo com o que o cantor referiu a Richard Waters do Financial Times, as negociações com as majors parecem já ter começado. O objectivo desta nova loja online seria fornecer conteúdos com uma qualidade muito superior tanto à oferta legal disponibilizada pelo iTunes da Apple como à oferta ilegal das redes de partilha de ficheiros.
"(Essa plataforma) agregará todos os componentes de media que desejarmos. Isso significa que outros artistas poderão utilizá-la, outras editoras discográficas poderão utilizá-la e obter o conhecimento que conseguimos recolher ao longo dos últimos 15 anos," afirmou Neil Young.
Não sei porquê, mas esta ideia faz-me lembrar os CD-ROMs que estavam na moda aí há uns dez anos atrás e que na altura vinham em pacotes riquíssimos de dez ou mais discos. Foi-se a ver e poucos anos depois já ninguém ligava nenhuma a esses CD-ROMs - ou porque a informação estava desactualizada ou porque a própria tecnologia se tinha tornado obsoleta em termos de qualidade áudio e vídeo. Parece-me a mim que a principal diferença da plataforma de media que Neil Young está a planear reside no facto de ser possível acrescentar conteúdos adicionais aos discos através de downloads via Internet.
A verdade é que a maioria dos utilizadores não se interessa por uma qualidade áudio acrescida da música que ouve. Por outro lado, a tese ...
Warner Music adere a plano Comes With Music da Nokia de downloads ilimitadosPublicado 1 Jul 08

Enquanto a Apple parece estar ainda em conversações com as grandes editoras para lançar o seu próprio serviço de subscrição, a Nokia soma e segue com mais um acordo. Hoje, a fabricante finlandesa anunciou uma parceria com a Warner Music Group mediante a qual o catálogo desta major será disponibilizado aos futuros assinantes do seu plano Comes With Music.
Depois da Universal Music e da Sony BMG, a Warner Music é assim a terceira das quatro majors da indústria do disco a aderir ao programa de downloads ilimitados anunciado em Dezembro de 2007 que a Nokia espera lançar até ao final deste ano numa série de "territórios seleccionados" - porque é que será que eu tenho o pressentimento que isto não vai passar por Portugal? Deste modo, só fica a faltar a EMI.
De acordo com o que a empresa de telemóveis divulgou até agora, o Comes With Music dará acesso ilimitado a milhões de música durante um período de um ano na compra de um dispositivo Nokia. A grande desvantagem desta oferta é que o utilizador irá deixar de poder reproduzir as músicas assim que o período de subscrição de 12 meses terminar. Se ele quiser continuar a ouvi-las, terá que adquirir um novo terminal, devido às restrições impostas pela tecnologia de protecção anti-cópia (DRM) incluída nas faixas descarregadas.
Em simultâneo, a Nokia também aproveitou para anunciar que a Warner Music autorizou que o seu catálogo fosse disponibilizado através da Nokia Music Store, uma loja de downloads individuais para telemóveis que se encontra disponível na Austrália, Singapura, Suécia, Finlândia, Holanda, Reino Unido, França, Itália e Irlanda.
Alguns executivos da fabricante finlandesa afirmaram ao Financial Times que mesmo que apenas uma pequena percentagem dos dispositivos da companhia sejam vendidos com o ...
Rhapsody também já vende música sem DRM nos EUAPublicado 30 Jun 08

A Rhapsody da RealNetworks é a partir de hoje a mais recente empresa a integrar a lista de retalhistas online que comercializam música digital sem DRM nos Estados Unidos, a juntar à Napster, Amazon, Wal-Mart e iTunes.
É verdade que muitas outras plataformas de música online já comercializavam títulos sem protecção anti-cópia mesmo antes da Apple ter começado a disponibilizar músicas sem DRM pertencentes ao catálogo da EMI em Maio de 2007. Mas só a partir daí é que as grandes editoras discográficas dedicidiram dar o braço a torcer e ceder à vontade dos consumidores. Mas para infelicidade da Apple, as outras três grandes continuam até hoje a recusar-se a disponibilizar ficheiros sem DRM através da loja do iTunes no intuito de diminuir o controlo da Apple sobre o mercado da música digital.
A nova loja de MP3 da Rhapsody conta com mais de cinco milhões de músicas pertencentes às quatro majors (Universal Music, Warner Music, Sony BMG e EMI). Cada single custa 99 cêntimos, ao passo que os álbuns são vendidos a 9,99 dólares cada. Em termos de tarifário, portanto, o modelo aplicado é o mesmo a que o iTunes já nos habituou. Pelos vistos, parece que a recusa de Steve Jobs em introduzir uma política de preços variáveis é mais uma desculpa usada pelas majors para adiar a comercialização de música sem DRM no site da Apple do que outra coisa qualquer...
A principal oferta da Rhapsody era até agora um serviço de subscrição de acesso ilimitado via streaming (Unlimited, 12,99 dólares por mês) ou através do descarregamento (To Go,14,99 dólares). Contudo, neste caso, os ficheiros descarregados encontram-se no formato proprietário RAX que utilizam a ...
Subscrição de música sem DRM a caminho do iTunesPublicado 26 Jun 08

Alguns dias depois da Apple ter anunciado que a loja de música online do iTunes já superou o número mágico de cinco mil milhões de downloads, volta a surgir o rumor de que a empresa de Steve Jobs se encontra a negociar um serviço de assinatura com as quatro grandes companhias discográficas.
A primeira vez que se ouviu falar nessa suposta oferta de downloads da marca da maçã foi em Março passado. Na altura, o jornal Financial Times divulgou que ambas as partes se encontravam a discutir duas alternativas, sendo uma das quais justamente uma subscrição mensal no valor de sete a oito dólares e a outra uma taxa suplementar de 100 dólares a acrescentar ao preço de venda final de um iPhone/iPod que daria acesso ilimitado a toda a música que pretendessemos durante o tempo de vida do aparelho.
O que o jornal não indicava era se essas ofertas incluiriam ou não mecanismos de protecção anti-cópia, isto é, DRM. O boato foi, contudo, rapidamente esquecido. Até porque alguns dias depois fontes confidenciais contactadas pela Business Week afirmaram desconhecer quaisquer negociações nesse sentido.
Hoje, o Electron Libre dá conta de que essas negociações entre as majors e a Apple têm vindo não só de facto a acontecer mas que em cima da mesa das conversações se encontra uma proposta de oferta de música sem DRM. Segundo o blog francês - que apesar de ser um blog, é escrito por jornalistas profissionais com acesso a fontes privilegiadas -, esse serviço de downloads ilimitados deverá ser lançado antes do final do ano.
É claro que por agora as editoras estão renitentes em desproteger as suas músicas e deixá-las circular por aí "ao ...
Qtrax: mais um serviço de música grátis apenas para americano usarPublicado 23 Jun 08

E à terceira é de vez... Não! Infelizmente não foi desta que o Qtrax, o serviço legal e grátis de P2P começou a dar música de borla ao mundo. Há cerca de semana e meia, a empresa anunciou que o serviço ia ser oficialmente lançado a 18 de Junho. Quer dizer, de facto, ele já abriu, mas a verdade é que o lançamento deixou muita gente algo chateada. Se bem que tendo em conta o historial de fracassos anteriores do Qtrax, por esta altura já ninguém fica desapontado quando se verifica que a experiência final fica aquém das promessas.
Um aspecto negativo que se confirma é que tal como o seu rival SpiralFrog, o Qtrax apenas se encontra disponível para utilizadores residentes nos Estados Unidos. Mas o problema aqui não é tanto da empresa mas sim das quatro maiores companhias discográficas do mundo que continuam a cobrar quantias enormes pelo licenciamento dos seus catálogos para outras zonas do globo. O resultado é uma balcanização crescente do mercado de música online onde os mercados mais pequenos e periféricos acabam por ser excluídos.
A aplicação do Qtrax baseia-se no leitor de música do projecto Songbird da fundação Mozilla para reproduzir as músicas que os utilizadores descarregam. Daí que em teoria, não haja nenhum impedimento para que não exista uma versão compatível com Mac, Windows e Linux da sua aplicação. Mas uma vez que as músicas se encontram "protegidas" com a tecnologia de Gestão Digital de Direitos (DRM) do Windows Media, os utilizadores estão por agora limitados ao sistema operativo da Microsoft. A empresa promete lançar posteriormente uma versão para Mac. Mas não se fiem muito nisso: já por altura do lançamento falhado em Janeiro passado eles anunciaram ...
DRM: Microsoft dá o dito por não dito e estende autorizações de MSN Music até 2011Publicado 22 Jun 08

Levante a mão quem alguma vez chegou a comprar downloads no finado serviço MSN Music da Microsoft. Pois é, a loja de música online da gigante de software veio a revelar-se um enorme fracasso, tanto que ela foi obrigada a fechá-la em Novembro de 2006 para dar lugar ao Zune Marketplace, uma plataforma online destina a concorrer com o ecossistema fechado iPod+iTunes da Apple.
Tal como o site anterior, este também recorre a tecnologia de DRM para "proteger" as músicas, isto é, impedir que os consumidores façam o que bem entenderem com os ficheiros. Acontece que o sistema de DRM empregue no Zune Marketplace, "Certified for Windows Vista", é incompatível com o do anterior, o PlaysForSure.
Em Abril deste ano, a Microsoft desencadeou uma autêntica tempestade de relações públicas ao enviar um email ao pequeno grupo de utilizadores incautos que fizeram o disparate de pagar dinheiro por música com DRM onde avisava que se preparava para encerrar os servidores de concessão das licenças de autorização necessárias para reproduzi-las noutros computadores e dispositivos. Os utilizadores apenas dispunham de um prazo até ao dia 31 de Agosto de 2008 para copiarem as músicas para onde pretendiam escutá-las. A única alternativa consistia em gravá-las para um CD de modo a convertê-las para ficheiros MP3 e assim remover a DRM.
Mas esta semana parece que a Microsoft ganhou juízo e voltou atrás com a sua decisão. Segundo Peter Kirn do Create Digital Music, a empresa enviou outro email para os antigos clientes da MSN Music onde informa que irá continuar a estender o suporte aos servidores de DRM pelo menos até ao final de 2011. Nessa altura, a Microsoft irá "avaliar o nível de utilização desta ...
Itunes: 5 mil milhões de downloads e muito dinheiro roubado aos artistasPublicado 21 Jun 08

Cinco anos após o lançamento da loja de música online do iTunes, a Apple anunciou que o seu serviço ultrapassou a fasquia dos cinco mil milhões de downloads de música comercializados. Se isto dá uma média de mil milhões ao ano desde a abertura da loja a 28 de Abril de 2003, a verdade é que o ritmo de crescimento das vendas ao longo do último ano e meio tem sido frenético: dois mil milhões a 6 Janeiro de 2007, três mil milhões a 31 de Julho de 2007 e quatro mil milhões a 27 de Fevereiro de 2008.
E apesar da forte concorrência por parte da loja de MP3 da Amazon - que ainda só se encontra disponível nos Estados Unidos - e das inúmeras pressões por parte das maiores editoras discográficas do mundo no sentido de obrigarem Steve Jobs a introduzir preços de venda variáveis, a verdade é que o iTunes continua a ser a maior loja de música digital do mundo, tendo mesmo recentemente se tornado o maior retalhista de música nos Estados Unidos. Para além disso, os dados disponíveis em relação ao resultados financeiros indicam que o serviço é rentável.
No entanto, em grande parte devido a este conflito com as editoras, até hoje o iTunes apenas disponibiliza músicas sem DRM pertencentes ao catálogo da EMI e de editoras independentes. Quem sofre com isto tudo é o consumidor honesto de música que paga 99 cêntimos por uma canção que só poderá copiar para um máximo de cinco computadores e que não poderá ser reproduzida por outros leitores de MP3 para além de iPods/iPhones
Mas qual a parte do dinheiro gerado pela venda de downloads digtais que vai realmente parar ao bolso dos artistas, depois de descontados os cerca de ...






