This page has been designed specifically for the printed screen. It may look different than the page you were viewing on the web.
Please recycle it when you're done reading.

The URI for this page is { http://remixtures.com }

Archives - Posts tagged as 'eventos'

Concertos rendem, rendem e rendem…Publicado 14 Jul 08

Enquanto o resto da indústria da música se continua a lamuriar por o número de fãs de música que ainda compra discos desce a olhos vistos, existe uma outra fonte de receitas ligada à música que rende muito mais. Só que, para muita pena de todos os intermediários - incluindo promotores de concertos -, grande parte desse dinheiro (90 por cento ou mais, no caso das maiores vedetas) vai para o bolso dos artistas.

De acordo com os números recentemente divulgados pela revista industrial Pollstar num relatório e que são citados pelo New York Times e pelo Los Angeles Times, o total de receitas brutas relativas às 100 maiores digressões pela América do Norte durante os seis primeiros meses do ano foi de cerca de 1,05 mil milhões de dólares (cerca de 670 milhões de euros).

Apesar de não se terem registado alterações em relação ao montante arrecadado durante o mesmo período do ano passado, esse valor não deixa no entanto de ser menos significativo, tendo em conta a inflação, o aumento continuado do preço da gasolina e da crise económica generalizada que se faz actualmente sentir nos Estados Unidos e Canadá.  

O problema da indústria dos concertos é que a procura é tanta e as margens de lucro dos promotores tão reduzidas que a indústria se tem dado ao luxo de reduzir a oferta para forçar o aumento dos bilhetes. A percentagem de bilhetes vendidos de Janeiro a Junho caiu 5,6 por cento, tendo o número total de entradas se situado nos 16,9 milhões. Em compensação, o preço médio dos bilhetes aumentou 5,9 por cento, situando-se actualmente nos 62,07 dólares (pouco menos do que 40 euros).

Mas esta política ...

Digressão Verão 2008 do Pirate Bay: o autocarro pirata anda por aíPublicado 13 Jul 08

Os piratas suecos do Pirate Bay & Piratybyrän são danados para festas, performances artísticas e todo o tipo de eventos que possam contribuir para expor da forma mais visual e prática possível a filosofia e o modo de vida kopimi. Em Maio do ano passado, eles subverteram o ritual tradicional Walpurgis para dar uma festa no cima de uma montanha que deu direito a uma queimada de livros ao som de KLF.

Este Verão, em resposta ao convite do colectivo indiano Raqs (Nova Deli) para participar na sétima edição da bienal de arte Manifesta que tem início a 19 de Julho em Bolzano, Itália, eles optaram por fazer algo totalmente analógico e organizaram uma digressão bem ao jeito das tournés das estrelas rock. Eles pegaram num autocarro chamado S23M, um Scania CR111 de 1977 adquirido por tuta e meia à empresa de transportes municipais de Estocolmo que esteve em circulação até meados dos anos 90 e, em conjunto com a associação sem fins lucrativos Kontrabuss, renovaram-no.

A seguir, meteram-se à estrada. A viagem teve início na quarta-feira, dia 9 em Estocolmo. No dia seguinte, o autocarro partiu para Malmö, na ainda na Suécia. Ontem estiveram em Berlin. A digressão acaba em Bolzano, na terça-feira. O projecto pode ser acompanhado à distância neste endereço.

Mas o que confere o carácter totalmente analógico a esta digressão é que o autocarro não possui qualquer tipo de ligação à Internet ou outra rede digital, mas apenas 100 mixtapes (piratas...), uma série de rádios e outros produtos de electrónica de ...

Novo iPhone 3G: Steve Jobs já não gosta de músicaPublicado 10 Jun 08

iPhone em exposição na WWDC

Tenho a certeza que por esta altura todos os leitores habituais deste blog já estão fartos até à raiz dos cabelos das carradas de informação redundante sobre a segunda versão do iPhone ontem apresentada por Steve Jobs durante a WWDC, a conferência anual de programadores da Apple. Para além disso existem pessoas muito mais competentes do que eu para escrever sobre isso. Seja como for, é impossível ficar indiferente ao novo gadget da marca da maçã.

A redução do preço do telemóvel para 199 dólares (versão de 8 GB) e 299 dólares (versão de 16 GB) não deixa de ser impressionante, tendo em conta que os modelos iniciais custavam 499 e 599 dólares, respectivamente. Aliás, tendo em conta que os jovens portugueses não conseguem passar sem o telemóvel, a massificação do iPhone que aí se avizinha poderá contribuir em muito para aumentar os seus hábitos de navegação na Web e em consequência a sua literacia digital. Seja como for, é preciso aguardar até ao dia 11 de Julho para vermos quais os preços (e tarifários de ligação...) que a Optimus e a Vodafone vão praticar por terras portuguesas

Por outro lado, não deixa de ser lamentável que este novo iPhone não introduza quaisquer novidades substanciais para além do suporte a tecnologia de georeferenciação GPS e a redes móveis de 3G, muito mais rápidas do que a tecnologia EDGE. Os fãs de música digital ainda têm mais motivos para ficar desapontados, uma vez que não será possível descarregar música directamente do iTunes a partir das redes das operadoras de telecomunicações. Assim, continua a ser apenas possível comprar música na loja online da Apple por intermédio de uma ligação Wifi.

No entanto, semanas antes do grande lançamento espalhou-se o rumor de que ...

Lançamento do MySpace Portugal: a palavra da Torke 2.0Publicado 29 Mai 08

MySpace in Portugal

Depois de ter publicado ontem o artigo sobre a estreia oficial do MySpace Portugal onde abordei a estratégia de relacionamento com os bloggers da Torke 2.0, o Daniel Caeiro, responsável por esta nova agência portuguesa de comunicação virada para a media social enviou-me um email com alguns comentários ao texto que eu escrevi. Eu perguntei-lhe se podia publicar a mensagem e ele, simpaticamente, aceitou. Aqui vai. Quem quiser comentar, esteja à vontade:

Antes demais quero-te agradecer por teres ido à festa ontem à noite, por teres participado no briefing (nós também não sabíamos), mas acima de tudo por hoje nos dares algumas dicas para o futuro. Se não te importares vou comentar o teu post para ver se também daqui para a frente vamos conversando sobre a melhor maneira de bloggers e agências se relacionarem.

“No dia 21, recebi uma mensagem de Daniel Caeiro da Torke 2.0 a informar-me de que eles estavam a convidar uma série de pessoas “importantes”. Dentro desse grupo, incluíam-se não só VIPs e jornalistas, como também os principais bloggers portugueses. Eu disse que sim, presumindo que a festa iria incluir também uma conferência de imprensa que serviria para divulgar todos os pormenores sobre o MySpace Portugal.”

Mea culpa. Se calhar não fui suficientemente claro. A torke 2.0 só foi responsável pelo convite aos bloggers. Tudo o resto, desde a festa a toda a comunicação em media “tradicional” aos convites aos VIPS e jornalistas é da responsabilidade do MySpace e da Pure Activism que é a agência de comunicação do MySpace. Fazia sentido que existisse [...] uma “espécie” de conferência de imprensa. Se não durante o evento então antes.

“Entretanto, começou a formar-se o tal burburinho no Twitter - que depois acabou por passar para o FriendFeed - envolvendo alguns bloggers portugueses por ...

Cópia privada: Bruxelas quer pôr fabricantes e detentores de direitos a falar entre siPublicado 28 Mai 08

null

Não é só cá em Portugal que a burocracia assola a vida política. A praga também grassa pelos corredores da Comissão Europeia, em Bruxelas. Depois de ter lançado um processo consultivo que teve início a 14 de Fevereiro e terminou a 18 de Abril, o comissário para o Mercado Interno e Serviços Charlie McCreevy parece ainda não ter uma opinião formada sobre qual a melhor forma de aplicar a nível comunitário a taxa pela cópia privada.

Ontem ele sugeriu que os fabricantes de consumíveis electrónicos e as sociedades de gestão colectiva que cobram os direitos de autor em nome dos artistas e outros criadores se juntassem à mesa das negociações num fórum exclusivamente dedicado para este efeito, uma vez que estas são as partes que têm mais interesses (divergentes) em jogo nesta questão.

A taxa pela cópia privada refere-se ao montante que todos nós pagamos de cada vez que adquirimos materiais que possam ser eventualmente usados para copiar as músicas ou filmes que adquirimos legalmente para uso pessoal. Actualmente, dos 27 Estados-membros da UE apenas a Irlanda, Luxemburgo e Reino Unidos não aplicam essa taxa. No caso de Portugal, são taxados sistemas de alta fidelidade, gravadores de CDs e de DVDs, scanners, impressoras e fotocopiadoras, para além de CDs e DVDs virgens. No DRM-PT - uma das 130 entidades que enviaram comentários em resposta ao processo consultivo lançado por McCreevy - pode-se encontrar um conjunto de informação bastante útil sobre o assunto.

Segundo a Reuters, no ano passado as sociedades de cobrança de direitos de autor conseguiram recolher 400 milhões de euros, tendo este montante representado um terço das receitas para intérpretes como músicos de orquestras e um pouco menos para os autores.

No seu discurso, McCreevy aproveitou para dissipar todas as esperanças daqueles ...

Gilberto Gil defende Cultura do P2P no Google ZeitgeistPublicado 23 Mai 08

GIlberto Gil

Gilberto Gil, o músico, anunciou recentemente o seu novo disco Banda Larga Cordel. O álbum sairá a 17 de Junho e irá incluir 16 faixas. Na segunda-feira, Gilberto GIl, o MInistro da Cultura do Brasil, fez um discurso na conferência Google Zeitgeist, em Watford (Reino Unido) que todos os políticos portugueses deviam ler - quase que aposto que nem sequer os assessores vão ler, mas enfim... - (via Joi Ito - tradução do inglês para português da minha responsabilidade):

"Desde 2003, quando tomei posse como Ministro da Cultura do Brasil, temos encarado as Tecnologias Digitais como um fenómeno cultural. Nós no Ministério temos insistido no papel estratégico da cultura enquanto forma de fazer política. Isto obrigou-nos a alterar radicalmente a forma de conceber a Política, o Estado e a Sociedade, em especial no que diz respeito à tecnologia digital.

Na política e sobretudo nos governos, as transformações radicais são apenas possíveis em determinados momentos históricos. Através da inserção da Cultura e da diversidade cultural enquanto actividade política, oferecemos à sociedade a oportunidade de alcançar uma mudança radical, passo a passo, usando regularmente os contributos das novas tecnologias industriais e sociais e evitando os terramotos da acção revolucionária clássica. Se observarmos as novas possibilidades digitais, podemos facilmente concluir que elas já constituem instrumentos revolucionários por si próprias. As iniciativas no domínio da Cultura Digital podem desempenhar um papel fundamental de desestabilização da inércia da política tradicional que fez com que a sociedade se afastasse da vida pública, gerando assim um vácuo de pensamento político crítico e chegando até a gerar cinismo, em especial nos sectores governamentais. Precisamos de reconhecer que a política tradicional não está a conseguir fazer avançar a democracia e o desenvolvimento social.

A adesão às tecnologias digitais criou em torno ...

Os milenários, a música e a publicidadePublicado 21 Mai 08

Meet the Millennials

Há uma nova geração de consumidores de fãs de música que não se limita a ir aos concertos e a comprar camisolas. Na verdade, eles já quase que deixaram de comprar música sob a forma de um produto acabado. Para os nascidos após 82, a música tornou-se uma experiência omnipresente para a qual eles próprios podem contribuir em vários graus de profundidade: desde a simples atribuição de etiquetas a bandas no Last.fm até à elaboração de mashups e remisturas passando pelo simples acto de partilhar e recomendar música nova através de redes sociais e de partilha de ficheiros, assim como blogs.

Dentro deste contexto, torna-se cada vez mais difícil para o negócio da música monetizar os hábitos de consumo desta geração que cresceu habituada ao acesso permanente a computadores e à Internet, via redes Wifi. Para Terry McBride, o patrão da Nettwerk Music - a empresa que gere a carreira de Avril Lavigne e dos Barenaked Ladies - a solução passa por associar as bandas às marcas.

No âmbito da conferência de apresentação do relatório Meet The Millennials que ocorreu na semana passada durante o Festival Great Escape de Brighton, McBride chegou mesmo a afirmar que não demorará muito para que apareça a primeira banda patrocinada pelos Doritos, de acordo com o que Andrew Orlowski escreveu no The Register. É um facto que a publicidade é cada vez mais uma importante fonte de receitas para muitas bandas - até mesmo as do circuito independente.

Um artigo recente da Rolling Stone refere que apesar do último disco dos norte-americanos Spoon apenas ter vendido 250 mil exemplares, a banda conseguiu compensar o fraco desempenho do álbum nas tabelas de vendas através de uma série de negócios complementares como o ...

RIAA e DRM: O regresso dos mortos-vivosPublicado 9 Mai 08

Decididamente, a RIAA não tem qualquer noção das realidades da economia digital e continua irresolutamente convicta de que é necessário impedir que os consumidores façam o que quiserem das músicas que adquiriram legalmente e que as tecnologias de DRM (Gestão Digital de Direitos) são a única ferramenta capaz de cumprir essa tarefa.

Numa altura em que todas as suas associadas já tiveram o bom-senso de recuar na sua posição e começar a vender música sem DRM em formato MP3 - ainda que apenas nos Estados Unidos, a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana acredita que as DRMs ainda andarão por cá durante muitos anos.

De acordo com as palavras de David Hughes, responsável pela unidade de tecnologia da RIAA, citadas pela CNET e proferidas durante a conferência Digital Hollywood que terminou ontem em Los Angeles:

Fiz uma lista das 22 formas que existem de vender música e 20 delas ainda requerem DRM. Qualquer tipo de serviço de subscrição ou play-per-view limitado ou financiado por publicidade ainda exige DRM. Portanto, a DRM não está morta.

Mas Hughes não se contenta com isso, pois pensa que o futuro nos irá reservar ainda mais DRM:

Penso que vai haver uma mudança. Penso que se irá registar um movimento rumo aos serviços de subscrição e que isso irá implicar em última instância o regresso da DRM. As pessoas apenas querem a música quando a desejam. Se elas tiverem acesso à música, então elas não se preocupam com a DRM.

O que ele refere até pode ser verdade. O problema é que a DRM acaba por sempre por bater à porta do utilizador e quando menos se espera. Isto porque quem compra música com DRM está na verdade apenas a alugá-la. Mesmo nos casos que não se referem a ...

Neil Young: “O P2P é a nova rádio”Publicado 7 Mai 08

Neil Young na conferência JavaOne da Sun

Muitos detractores de Neil Young poderão dizer que o cantor canadiano se rendeu ao tipo de comercialismo que ele criticou em This Note's for You de 1988 ao participar na sessão de abertura da conferência JavaOne da Sun que começou ontem em São Francisco, mas o que é facto é que foi por uma boa causa: o lançamento de uma série de dez discos no formato Blu-Ray da Sony que inclui quase todas as músicas que ele gravou até hoje - algumas das quais inéditas -, para além de vídeos, imagens e notícias.

Tudo somado, são mais de 40 anos de carreira que podem ser ouvidos, visionados e lidos em ordem cronológica a partir de um arquivo interactivo que pode ser constantemente actualizado via Internet com conteúdos novos ou inéditos. Esta era uma ideia que Neil Young já tinha na cabeça desde há 15 anos mas que só agora pôde ser implementada na prática graças à qualidade de áudio digital que o Blu-Ray proporciona, como refere Marshall Kirkpatrick na Read/Write Web.

Segundo Young, a melhor forma de tirar partido de todas as funcionalidades da colecção é através da consola de jogos PlayStation 3. A grande desvantagem do Blu-Ray - um formato que utiliza a plataforma de software Java - é o facto de "acorrentar" os ficheiros à tecnologia proprietária de DRM da Intel, a HDCP. Mas pelos vistos parece que Young não se importa:

Não dá muito jeito partilhar dez discos Blu-Ray através do P2P. De qualquer forma, eles (os fãs) irão sempre fazer isso - as pessoas vão copiar as músicas todas. ...

Um festival de música organizado pelos fãs e para os fãsPublicado 27 Abr 08

Tennent's Mutual: o festival 2.0

Depois do crowdsourcing ter chegado à gravação e promoção de música sob a forma de editoras comunitárias como SellaBand e Slicethepie, só faltava mesmo um festival de música em que as bandas participantes e todos os outros detalhes relativos à organização do evento fossem escolhidos pelos fãs.

A ideia partiu da Tennent's, uma cervejeira escocesa famosa pelo alto teor alcoólico da sua cerveja. Há cerca de duas semanas, a empresa anunciou (via Springwise) a criação do Tennent's Mutual, um fundo de investimento no valor de 150 mil libras (190 mil euros) que servirão para financiar a primeira edição do festival. A única condição imposta pela Tennent's é que o festival deverá ocorrer em meados de Outubro ou Novembro em território da Escócia. O resto ficará a cargo dos fãs que irão decidir através da Internet que banda deverão actuar, em que local é que o festival deverá decorrer, quando é que ele deverá ocorrer e até mesmo quanto é que os bilhetes deverão custar.

Top 5 das bandas mais votadas

Para tal, basta inscreverem-se no site até ao próximo dia 30 de Junho, de modo a que lhes seja concedido o estatuto de membro-fundador. Sendo o Tennent's Mutual uma iniciativa sem fins lucrativos, todo o dinheiro gerado com a venda de bilhetes será reinvestido no fundo de forma a que sejam organizadas mais edições do festival. A iniciativa conta com o apoio de grupo de conselheiros composto por Andrew Loog Oldham (manager dos Rolling Stones), Drew McDonnell (baixista dos BabyShambles), entre outros músicos e jornalistas escoceses famosos.

Creio que o único grande obstáculo que poderá comprometer o sucesso deste festival organizado ao jeito crowdsourcing é o risco que existe do sistema de votação ...