Archives - Posts tagged as 'gadgets'
eMarketer estima que a música móvel vai ser uma mina de ouroPublicado 23 Jul 08

Francamente não sei onde é que estas consultoras vão desencantar estes números mas aparentemente parece que a solução para o negócio da música está no telemóvel, de acordo com um relatório recente da eMarketer que traça o cenário de evolução do sector móvel até 2013. Segundo os analistas desta consultora, as despesas globais com a música móvel deverão rondar os 13 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros) em 2012 em comparação com os 3,3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) previstos para 2008 e 4,5 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) para 2009.
Como se isto não bastasse, eles estimam que serviços de música móvel financiados por publicidade irão crescer a uma taxa composta de crescimento anual de 53,4 por cento: de 116 milhões de dólares (74 milhões de euros) este ano para 1,5 mil milhões de dólares (960 milhões de euros) em 2012.
Convém, contudo, realçar que estes números apenas dizem respeito aos maiores mercados como Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos e não incluem nem os toques monofónicos nem os toques polifónicos.
Por mim, penso que isso não passa de balelas. Não há maneira de monetizar a música móvel a não ser tirando partido de subscrições como o futuro serviço Comes With Music da Nokia. Mais cedo do que se pensa, as pessoas vão se aperceber de que o telemóvel é um computador como outro qualquer só que mais pequeno, mas igualmente capaz de aceder à Internet, quer seja via Wifi, 4G ou WiMax. Porque é que os fãs de música hão-de ter que pagar duas vezes para aceder legalmente à mesma música quando podem muito bem ...
Cassetes fazem sucesso nas prisões dos Estados UnidosPublicado 23 Jul 08

Já alguma vez tentaram imaginar um mundo sem acesso à Internet e onde os fãs de música não pudessem descarregar álbuns inteiros com apenas um clique? Onde não existissem iPods nem outros leitores de MP3? Onde nem sequer os CDs fossem permitidos? E, finalmente, onde o sistema de distribuição de música estivesse concentrado nas mãos de uma única empresa? Pois bem, essa é a realidade quotidiana dos presos nas cadeias dos Estados Unidos.
Aqui só são autorizadas cassetes de áudio e mesmo assim os inúmeros parafusos que as integram têm que ser todos removidos. Em muitas cadeias, os CDs são considerados uma forma de contrabando uma vez que as rodelas de plástico podem ser facilmente transformadas em objectos cortantes. Quem tem lucrado imenso com estas normas é Bob Paris, proprietário da Pack Central. Esta empresa comercializa música a cerca de 50 mil prisioneiros norte-americanos através de um sistema de encomenda postal.
Ao todo, a Pack Central possui um catálogo de mais de cinco mil títulos em cassetes e dez mil títulos em CD, representando as cassetes 60 por cento das vendas. Mas apesar das cassetes serem preferidas por muitas autoridades prisionais por muito dificilmente poderem ser usadas como armas, Paris tem tido alguma dificuldade em arranjar cassetes. Isto porque muitas editoras já abandonaram a publicação de álbuns em cassetes. A Pack Central envia o seu catálogo duas vezes ao ano e envia boletins postais uma vez por mês informando os detidos dos novos lançamentos que já estão disponíveis.
Em declarações à Reuters, Bob Paris afirma que o seu negócio até nem vai nada mal, tendo em conta as agruras pelos quais as lojas de discos têm passado nos últimos anos: as suas vendas andam na ordem do um milhão de ...
Audiófilos já preferem ouvir música no PC do que num leitor de CDsPublicado 18 Jul 08
Quem diria que até os próprios os melómanos que gastam milhares de euros em equipamento de alta fidelidade topo de gama já começaram a abandonar o CD? A avaliar pelos dados de um inquérito da edição online da revista Stereophile de 6 de Julho aos seus leitores, a maioria já não dá assim tanta importância ao objecto físico e tangível da música tendo optado em seu lugar por formatos imateriais sem perda de compressão. A questão colocada foi "Qual é o seu principal suporte digital?" e as respostas distribuíram-se desta forma:
- leitor de CDs: 34%
- Leitor de Super Audio CDs (SACDs) ou DVDs-Audio: 11%
- iPod: 4%
- Servidor de música (ligado a um computador): 36%
- Servidor de música (dedicado: Sooloos, Sonos, etc.): 10%
- Outro: 3%
Apesar de nos comentários se poder verificar que ainda há muitos audiófilos (amantes da alta fidelidade) que continuam agarrados ao CD, outros há que já converteram a sua discoteca pessoal para formatos lossless (compressão áudio sem perda de qualidade em relação ao formato original) como FLAC ou Apple Lossless ou mesmo o muito mais pesado WAV (sem qualquer tipo de compressão). Outros ainda estão actualmente a efectuar essa migração. Finalmente, existem também aqueles que tentam combinar os dois suportes.
No fundo, a passagem do CD consiste apenas numa evolução tecnológica sem nada de extraordinário onde as vantagens (economia de espaço e dinheiro) superam em muito as desvantagens (a sensação e a experiência sensual de pegar nas mãos as caixas dos discos e admirar em pormenor a capa e as imagens). O que acham?
(via Coolfer)
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença ...
Shazam e Midomi: afinal o iPhone sempre serve para descobrir músicaPublicado 13 Jul 08
Apesar das melhorias introduzidas pelo iPhone 3G no campo da música terem sido poucas ou nenhumas, mesmo assim ainda é possível encontrar algumas aplicações bastante interessantes desenvolvidas por programadores independentes na App Store da Apple. Estas aplicações facilitam a identificação e reconhecimento imediato de música onde quer que nos encontremos, tirando todo o partido do potencial que a música móvel nos oferece.
Uma delas é o Shazam e pode ser descarregada aqui. A aplicação permite identificar o nome de qualquer música que estamos a ouvir num determinado momento e que está a passar na rádio, televisão ou no bar onde estamos a tomar uns copos. Depois de registar um excerto de 30 segundos dessa canção, o Shazam envia um SMS para o nosso telemóvel contendo o nome correcto do artista e do título. Se tivermos uma ligação WiFi à disposição, podemos em seguida comprar a música na loja online do iTunes ou aceder a vídeos relacionados no YouTube.
Por fim, podemos ainda enviar um email a um amigo com os dados da música. Já agora podiam disponibilizar um link para escutar o tema no interface do SeeqPod para o iPhone ;) A base de dados da empresa contem impressões digitais áudio de cerca de cinco milhões de faixas.
Tanto o download como a utilização da versão do Shazam para o iPhone são actualmente gratuitos, mas esta borla estará em vigor apenas durante um período limitado. A versão para telemóveis normais custa meia libra (63 cêntimos) por cada identificação ou duas libras (2,50 euros) por uma subscrição mensal.
Outra aplicação gratuita é a Midomi que pode ...
Dell, Gateway e Packard-Bell desactivam gravação de som dos seus portáteis - a pedido da RIAA?Publicado 10 Jul 08

Não confio muito ou nada em teorias da conspiração mas quando os factos dão fundamento a essas teorias convém não passar as coisas em branco. O caso em questão refere-se a uma série de proprietários de modelos de computadores portáteis de fabricantes como Dell, Gateway e Packard-Bell que começaram a verificar que as placas de som dos seus laptops vinham configuradas de modo a impedir a gravação de som.
Aparentemente e de acordo com Chad Lakkis do Ripten, esses fabricantes desactivaram a função de Stereo Mix que permite registar o som que sai pelas colunas. Segundo ele conseguiu apurar a falha não tem nada a ver com o hardware mas sim com restrições impostas pelos fabricantes. De modo a resolver este problema, a Dell exigiu 99 dólares por um software.
Felizmente que houve alguém que conseguiu editar a base de registo das placas de som baseadas no chipset Sigmatel. Mais tarde, um representante da Dell acabou por disponibilizar a Lakkis um link para uma actualização do controlador da placa de som para o seu modelo de portátil, um Dell Precision M65.
É claro que esta "falha" só afecta os utilizadores do sistema operativo Windows Vista pelo que quem usa Linux está a salvo. Mas a questão é que existe a hipótese da RIAA ter pressionado os fabricantes para que estes removessem a funcionalidade de gravação de som. Tendo em conta a conduta a que a indústria discográfica já nos habituou não seria nada de extraordinário. Mas a verdade é que não existem quaisquer provas em concretos de que tenha havido qualquer envolvimento da RIAA. Felizmente que os portáteis da Dell e da Gateway não são comercializados em Portugal. Já os proprietários de Packard-Bell ...
Disco Blu-ray de 400 GB da Pioneer: uma rodela de plástico onde cabe quase tudoPublicado 7 Jul 08

Enquanto os discos Blu-Ray actuais se ficam por uma capacidade de armazenamento de dados de 25 GB (em camada simples) ou de 50 GB (dupla camada), a japonesa Pioneer acaba de romper com todos os limites com o anúncio de um novo modelo de disco óptico capaz de guardar 400 GB de dados em 15 camadas de discos de 25 GB. Só para terem uma noção, 400 GB é qualquer coisa como 600 CDs vulgares.
Embora o protótipo apresentado hoje para fins de demonstração seja ainda apenas capaz de ler ou reproduzir dados, tudo indica que a tecnologia permita também a gravação de informação. No entanto, será preciso esperar mais uns anos para que a velocidade de escrita dos gravadores de Blu-Ray aumente substancialmente até que seja possível gravar 400 GB em algumas horas e não num dia inteiro.
O melhor de tudo é que segundo o comunicado da fabricante nipónica, a nova tecnologia deverá "manter a compatibilidade entre o novo disco óptico de 16 camadas e os discos BD (Blu-Ray). Contudo, a Engadget acha que os proprietários dos actuais modelos de leitores Blu-Ray terão que trocar o laser dos seus aparelhos se quiserem reproduzir os ficheiros guardados num destes discos. Seja como for, é melhor esperar até ao dia 13 quando a tecnologia for apresentada no Simpósio Internacional sobre Memória Óptica e Armazenamento óptico de Dados de 2008, a ter lugar no Hawai.
Podem pensar que 400 GB é mais do que suficiente para as vossas necessidades em termos de consumo de entretenimento (centenas de séries de televisão completas, milhares de filmes, dezenas ou mesmo centenas de milhares de álbuns), mas na verdade isto pode ser apenas ...
Senador Azeredo volta a colocar Internet livre em risco no BrasilPublicado 4 Jul 08
A polémica em torno da mais recente tentativa do senador brasileiro Eduardo Azeredo (PSDB) no sentido de tentar impor um sistema de controlo e vigilância no Brasil subiu de tom ao longo dos últimos dias. Ontem terminou o prazo final para apresentação de emendas ao projecto de Lei 89/03 (PLC 89/03) da autoria de Azeredo. Este senador é quase uma persona non grata para muitos dos internautas e bloggers brasileiros. Desde 2005 que ele tem tentado avançar com este projecto que visa pretensamente combater o cibercrime nas suas mais variadas formas: phishing, vírus informáticos, acesso não autorizado a redes, etc.
Só que a coberto dessas mui nobres intenções, esconde-se todo um conjunto de artigos que em último caso poderão criminalizar os utilizadores que acederem a conteúdos online sem a devida autorização dos detentores de direitos e obrigar os fornecedores de acesso à Internet a monitorizar o tráfego das suas redes e a manter registos desses dados durante um período de três anos. Como se isso não bastasse, até mesmo os administradores de redes sem fios abertas poderão ser responsabilizados de quaisquer ilegalidades cometidas a partir dessas redes.
Segundo informa a Paula Martini do blog do projecto A2K, a votação do Projecto de Lei 89/03 deverá ter lugar na próxima semana durante o Plenário. No entanto, mesmo que o documento venha a ser aprovado pelos senadores, será ainda necessário a aprovação pela Câmara dos Deputados - isto é, a câmara baixa do parlamento -, pelo que nem tudo está perdido.
O que não seria de estranhar. Não só por se tratar de uma proposta extremamente absurda, como o Sérgio Amadeu demonstrou ao longo das últimas semanas, mas também porque o projecto ...
Warner Music adere a plano Comes With Music da Nokia de downloads ilimitadosPublicado 1 Jul 08

Enquanto a Apple parece estar ainda em conversações com as grandes editoras para lançar o seu próprio serviço de subscrição, a Nokia soma e segue com mais um acordo. Hoje, a fabricante finlandesa anunciou uma parceria com a Warner Music Group mediante a qual o catálogo desta major será disponibilizado aos futuros assinantes do seu plano Comes With Music.
Depois da Universal Music e da Sony BMG, a Warner Music é assim a terceira das quatro majors da indústria do disco a aderir ao programa de downloads ilimitados anunciado em Dezembro de 2007 que a Nokia espera lançar até ao final deste ano numa série de "territórios seleccionados" - porque é que será que eu tenho o pressentimento que isto não vai passar por Portugal? Deste modo, só fica a faltar a EMI.
De acordo com o que a empresa de telemóveis divulgou até agora, o Comes With Music dará acesso ilimitado a milhões de música durante um período de um ano na compra de um dispositivo Nokia. A grande desvantagem desta oferta é que o utilizador irá deixar de poder reproduzir as músicas assim que o período de subscrição de 12 meses terminar. Se ele quiser continuar a ouvi-las, terá que adquirir um novo terminal, devido às restrições impostas pela tecnologia de protecção anti-cópia (DRM) incluída nas faixas descarregadas.
Em simultâneo, a Nokia também aproveitou para anunciar que a Warner Music autorizou que o seu catálogo fosse disponibilizado através da Nokia Music Store, uma loja de downloads individuais para telemóveis que se encontra disponível na Austrália, Singapura, Suécia, Finlândia, Holanda, Reino Unido, França, Itália e Irlanda.
Alguns executivos da fabricante finlandesa afirmaram ao Financial Times que mesmo que apenas uma pequena percentagem dos dispositivos da companhia sejam vendidos com o ...
Gilberto Gil apoia “canon digital”: uma no cravo, outra na ferraduraPublicado 27 Jun 08

As declarações completamente incongruentes de muitos políticos e artistas que passam por defensores da cultura livre não param de me surpreender. Há pouco mais de um mês, o ministro da cultura e reputado cantor brasileiro Gilberto Gil proferiu um brilhante discurso durante o Google Zeitgeist onde fez uma apologia a todo o tamanho da cultura do P2P e do movimento do software livre.
Mas esta quarta-feira, Gil deu uma volta de 180 graus quando afirmou numa entrevista à agência espanhola EFE durante o lançamento do seu novo disco Banda Larga Cordel em Nova Iorque que é a favor da aplicação de uma taxa pela cópia privada semelhante ao "canon digital" que a Espanha aprovou na semana passada.
Como eu expliquei aqui, as novas tarifas que começam a ser aplicadas a partir de 1 de Julho significam que simples aparelhos com leitores de MP3, telemóveis de CDs e discos rígidos externos irão sofrer um aumento do preço.
É importante notar que a taxa pela cópia digital não é única da Espanha. Quase todos os Estados-membros da União Europeia têm uma taxa desse tipo em vigor que serve supostamente para recompensar os artistas e criadores por cada cópia que o consumidor que adquiriu uma versão legal de um disco ou DVD efectuar para o seu computador ou outro dispositivo. Essa cópia deve ser usada apenas num contexto estritamente pessoal. Os portugueses também já pagam uma quantia adicional de cada vez que compram um CD/DVD virgem ou um gravador de CDs/DVDs.
O problema é que o "canon digital" espanhol alarga o leque de produtos taxados aos equipamentos de reprodução digital como iPods e iPhones. Apesar da lei ter sido ...
O Peer-to-Peer é o culpado. Não! É a soluçãoPublicado 24 Jun 08

Uma empresa de soluções de "gestão de tráfego" de P2P volta a apresentar um estudo que conclui que o P2P é o principal culpado pelo congestionamento das redes. O que é curioso é que é precisamente a Sandvine, a companhia que forneceu a tecnologia que o fornecedor de acesso à Internet norte-americano Comcast utilizou para limitar a largura de banda disponível para o tráfego de BitTorrent.
Segundo os dados do estudo citados num artigo do Multichannel News (via ZeroPaid), durante o mês de Maio a partilha de ficheiros representou 43,5 por cento de todo o tráfego de Internet registado pelos fornecedores de acesso à Internet norte-americanos. Muito atrás veio a navegação na Web com 27,3 por cento. Ainda mais atrás seguiu-se o streaming de áudio e vídeo com apenas 14,8 por cento. Em relação ao ano anterior, o tráfego de P2P subiu 41 por cento.
De acordo com a Sandvine, o P2P é de facto uma autêntica praga: 75 por cento do tráfego upstream (correspondente a uploads) foi gerado pela partilha de ficheiros. Mas realmente, não me parece que estes números sejam de muita confiança. Não só porque o artigo apenas refere que a pesquisa se baseou num inquérito aos "principais" ISPs sem nomear sequer um deles, mas também porque a Sandvine é uma parte interessada no assunto em questão, uma vez que comercializa aos ISPs máquinas especializadas em traffic shaping que permitem limitar largura de banda à custa dos interesses dos consumidores.
Por outro lado, todos nós sabemos que o número de horas que os internautas passam em sites de streaming de vídeo e áudio tem crescido a pique ao longo dos últimos anos. Ao mesmo tempo, começam também a ganhar força ...







