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Archives - Posts tagged as 'indústria musical'

Cassetes fazem sucesso nas prisões dos Estados UnidosPublicado 23 Jul 08

Já alguma vez tentaram imaginar um mundo sem acesso à Internet e onde os fãs de música não pudessem descarregar álbuns inteiros com apenas um clique? Onde não existissem iPods nem outros leitores de MP3? Onde nem sequer os CDs fossem permitidos? E, finalmente, onde o sistema de distribuição de música estivesse concentrado nas mãos de uma única empresa? Pois bem, essa é a realidade quotidiana dos presos nas cadeias dos Estados Unidos.

Aqui só são autorizadas cassetes de áudio e mesmo assim os inúmeros parafusos que as integram têm que ser todos removidos. Em muitas cadeias, os CDs são considerados uma forma de contrabando uma vez que as rodelas de plástico podem ser facilmente transformadas em objectos cortantes. Quem tem lucrado imenso com estas normas é Bob Paris, proprietário da Pack Central. Esta empresa comercializa música a cerca de 50 mil prisioneiros norte-americanos através de um sistema de encomenda postal.

Ao todo, a Pack Central possui um catálogo de mais de cinco mil títulos em cassetes e dez mil títulos em CD, representando as cassetes 60 por cento das vendas. Mas apesar das cassetes serem preferidas por muitas autoridades prisionais por muito dificilmente poderem ser usadas como armas, Paris tem tido alguma dificuldade em arranjar cassetes. Isto porque muitas editoras já abandonaram a publicação de álbuns em cassetes. A Pack Central envia o seu catálogo duas vezes ao ano e envia boletins postais uma vez por mês informando os detidos dos novos lançamentos que já estão disponíveis.

Em declarações à Reuters, Bob Paris afirma que o seu negócio até nem vai nada mal, tendo em conta as agruras pelos quais as lojas de discos têm passado nos últimos anos: as suas vendas andam na ordem do um milhão de ...

StumbleAudio combina Pandora e StumbleUpon para recomendar música indiePublicado 22 Jul 08

Regra geral, os sites de música produzida por artistas sem contrato com uma editora discográfica tradicional - aqueles que são os verdadeiros indies - não me conseguem seduzir lá muito. A maioria deles oferecem um sistema de navegação demasiado confuso e o utilizador não consegue descortinar o que é que realmente vale a pena tendo em conta as suas preferências musicais.

O que eu gostava era de algo que integrasse as funcionalidades de um sistema de recomendação de música como o do Pandora - oficialmente inacessível aos utilizadores fora da América do Norte - ou do Last.fm em que basta introduzirmos um nome do nosso artista ou banda favoritos para que o site nos indique uma série de músicas ou de artistas com uma sonoridade semelhante que poderão ser eventualmente do nosso gosto.

O StumbleAudio propõe-se justamente a oferecer essa solução, combinando o melhor do Pandora com o melhor do StumbleUpon, um serviço de descoberta e recomendação de páginas Web, imagens e vídeos que funciona como plugin de um navegador da Web e comunidade virtual. O funcionamento do StumbleAudio é bastante simples: se gostarmos da música que estamos a ouvir podemos clicar na mão com o polegar virado para cima; se não gostarmos podemos clicar na mão com o indicador virado para baixo, o que faz com que passemos para a próxima recomendação.

Desta forma, o sistema vai gerando uma playlist cada vez mais adequada ao nosso gosto pessoal - e sem que seja sequer necessário registarmo-nos. No entanto, quem criar uma conta de utilizador pode guardar as suas preferências.

A grande diferença em relação ao Pandora ou outros sites semelhantes é que o StumbleAudio dá-nos a possibilidade de escutar todas as faixas completas de ...

Sky planeia serviço de subscrição mensal de downloads de MP3Publicado 22 Jul 08

Se a aposta da Universal Music Group no negócio das assinaturas de música já não é de agora - basta lembrar o Neuf Music lançado na França em parceria com o ISP Neuf Cegetel ou o Comes With Music da Nokia -, até hoje a maior editora discográfica do mundo apenas tinha estabelecido acordos de licenciamento do seu catálogo para serviços de subscrição que utilizam DRM para impedir que os utilizadores possam fazer o que quiserem com as músicas.

Mas com a parceria agora anunciada (via Last100) com a operadora britânica de televisão por satélite Sky a major aventura-se pela primeira vez nas águas "desprotegidas" da venda de MP3 por subscrição. No âmbito do novo serviço, as duas empresas irão criar uma joint-venture autónoma. Em troca da disponibilização do seu catálogo, a Universal tem direito a uma participação minoritária, ao passo que a subsidiária da News Corp. de Rupert Murdoch fica com a maioria das acções. A nova empresa estará aberta à participação de outras editoras.

Apesar dos pormenores serem escassos, o modelo de negócio do serviço combina o acesso a um número ilimitado de músicas via streaming - grande coisa... - com vários pacotes que darão direito a descarregar um número limitado de faixas. Preços, tarifários, nome do serviço e tudo o resto só deverão ser anunciados numa data mais próxima do lançamento do novo serviço que deverá ser disponibilizado no Reino Unido e na Irlanda por altura do final do ano. Sendo o formato escolhido o tradicional MP3, é claro que será possível transferir os ficheiros para iPods e todos os leitores portáteis de música.

Dito isto, é ainda muito cedo para concluir se este serviço traz algo de realmente novo. Na volta, pode ser apenas uma combinação básica ...

Ex-Replacements Paul Westerberg lança novo álbum ao preço de 49 cêntimosPublicado 22 Jul 08

Chama-se 49:00 e é o mais recente registo de longa duração de Paul Westerberg, o antigo vocalista da mítica banda norte-americana de rock alternativo dos anos 80 The Replacements, originária de Minneapolis. O disco - que ao contrário do que o nome indica, só tem uma duração de 43 minuto e 55 segundos -, pode ser adquirido por apenas 49 cêntimos a partir da loja de MP3 da Amazon - para os utilizadores norte-americanso - ou directamente no site da distribuidora digital TuneCore - para os utilizadores de outras partes do mundo.

Apesar do álbum ser composto por um total de 23 músicas com uma duração de 70 minutos, as faixas estão disponíveis sob a forma de um único ficheiro MP3 com um bit rate de 224 Kbps. O projecto foi anunciado na sexta-feira passada no blog de Westerberg e estava previsto ser lançado no sábado, dia 19, mas devido a atrasos de última hora só foi possível disponibilizar o álbum ontem.

Em si, 49:00 consiste basicamente numa miscelânia de temas originais com clássicos do cantor e versões de canções dos Beatles, Elton John e Simon & Garfunkel, como refere a Billboard. Se isto vos soa a uma autêntica salganhada sonora, também não têm nada a perder em gastar 49 cêntimos para saber se a "salada de frutas" cozinhada por Westerberg vale realmente a pena.

O motivo porque o ex-Replacements escolheu a Amazon e a TuneCore para distribuírem o disco residiu provavelmente no facto que a maior parte das lojas online - como a da iTunes da Apple - impõem preços uniformes e permitem que as músicas que compõem um álbum sejam adquiridas individualmente. Tendo em conta os exemplos dos Radiohead ou dos Nine Inch Nails, a ideia de Westerberg ...

Napster, a empresa que vale mais morta do que vivaPublicado 22 Jul 08

Napster

Uma prova da total esquizofrenia e irracionalidade do mercado bolsista de hoje em dia é que uma empresa como a Napster que não obteve qualquer lucro nos últimos quatro anos e que viu o preço das suas acções descerem 95 por cento ao longo dos últimos anos - situando-se actualmente  em 1,46 dólares - continue a ser bastante cobiçada por várias empresas.

A razão desse interesse não está - como é óbvio... - no seu modelo de negócio - quem é que está disposto a pagar 12,99 dólares por uma assinatura de música com DRM que na prática consiste apenas no aluguer dessas faixas? -, nem porque a marca continue a ter muito valor, mas porque a empresa possui actualmente ainda 69,8 milhões de dólares (44 milhões de euros) em reservas de dinheiro em caixa e investimentos.

Este montante é mesmo superior ao valor total das acções que corresponde a 52,1 milhões de dólares (33 milhões de euros). Não surpreende por isso que segundo os rumores veiculados pela Bloomberg, o fundo de investimento JDS Capital Management tenha já manifestado interesse em ficar com os despojos da empresa que herdou o nome do mítico serviço original de P2P. Um dos primeiros sinais foi dado no primeiro trimestre deste ano quando o JDS comprou um milhão de acções da Napster. A ocorrer, este negócio irá representar o aprofundamento da participação da companhia no sector da música digital, onde já é proprietária da eMusic e detém boa parte da distribuidora digital The Orchard.

Por outro lado, o maior investidor da Napster, a Eminence Capital, também aumentou a sua participação na empresa para nove por cento já no segundo trimestre deste ano. Mas o artigo refere que há mais interessados em ficar com a Napster, em ...

Adeus, cauda longa: Avril Lavigne ganha 2 milhões de $ graças ao YoutubePublicado 18 Jul 08

Quem pensa que o sistema da música 2.0 é imune aos problemas de corrupção e suborno que afectam desde há várias décadas a música 1.0 através das rádios e televisões, é melhor ler isto. Todo o mundo que está atento à Web deve ter reparado numa história que circulou aí há pouco menos de um mês atrás de que os fãs de Avril Lavigne tinham lançado uma campanha concertada para levar o vídeo de "Girlfriend" da cantora canadiana de 23 anos ao topo da lista dos mais vistos do Youtube.

Antes da campanha, o vídeo de Lavigne já se encontrava entre os primeiros da tabela mas como a versão oficial da RCA Records (subsidiária da Sony BMG) tinha a opção de embedded desactivada, os Avrilmaníacos decidiram aumentar artificialmente o número de visualizações do vídeo recorrendo a um truque baixo: uma página que recarrega automaticamente o clip de Avril a cada 15 segundos. Para destronar a primeira posição de "Evolution of Dance" de Judson Laipply valia tudo, até mesmo deixar a janela do navegador aberta durante o dia inteiro e abrir várias janelas em simultâneo.

Evolution of Dance

Pois bem, o objectivo parece ter finalmente sido alcançado. Neste momento, "Girlfriend" conta com 92.717.658 views ao passo que "Evolution of Dance" indica 92.706.728 - uma diferença "minúscula" de quase dez mil visualizações. Mas com esta "brincadeira" toda, o que é certo é que Avril Lavigne conseguiu ganhar qualquer coisa como dois milhões de dólares (1,27 milhões de euros) graças ao programa de divisão das receitas do Youtube com os criadores geradas pela publicidade, ...

Loja de MP3 da Amazon possui apenas 4 a 5% do mercado de música digitalPublicado 17 Jul 08

Amazon MP3

Parece que nem mesmo a gigante do comércio electrónico é capaz de derrubar o poderio do iTunes da Apple no que toca ao mercado da música digital nos EUA. Até agora, a Amazon tem sido bastante discreta no que toca ao desempenho da sua loja de MP3 a única informação disponível proveio do NPD Group que em Abril passado indicou que as vendas da Amazon continuavam a ser dez vezes mais pequenas que as da Apple.

Ontem, o director executivo da concorrente eMusic David Pakman afirmou ao Silicon Alley Insider que achava que a quota de mercado da Amazon no negócio da música digital nos EUA ronda apenas os 4 a 5 por cento. Tendo em conta que segundo dados recolhidos pelo painel Nielsen SoundScan, os norte-americanos compraram 532,7 milhões de downloads de músicas durante o primeiro semestre do ano, isso significa que a Amazon vendeu 27 milhões de faixas de Janeiro a Junho.

À primeira vista, esse número parece muito. Mas se nos lembrarmos que durante esse mesmo período o iTunes da Apple vendeu qualquer coisa como mais de mil milhões de músicas em todo o mundo, esses 27 milhões não são nada impressionantes. Sabendo que a Amazon vende cada MP3 com bit rate de 256 Kbps a 89 cêntimos de dólar cada e que as editoras ficam com dois terços desse dinheiro, as receitas da Amazon situam-se apenas na ordem dos sete milhões de dólares (menos de 4,50 milhões de euros).

Convém no entanto lembrar que Pakman não é propriamente uma fonte fidedigna e imparcial pelo que a estimativa dele pode estar bastante longe da verdade. Em Março passado ele contestou uma notícia do jornal USA Today que parecia indicar que a eMusic ...

EMI: Guy Hands dá a volta por cima e consegue lucroPublicado 15 Jul 08

EMI Studios

Quem diria que Guy Hands iria afinal conseguir recuperar o desempenho financeiro da EMI, a quarta-maior companhia discográfica do mundo? Pois é mesmo verdade, a fazer fé num memorando interno enviado pelo presidente da empresa aos seus funcionários onde dá conta de uma melhoria dramática nos resultados relativos ao primeiro trimestre fiscal de 2008.

Assim, de acordo com a Music Week, as receitas totais da divisão de música cresceram 61 por cento durante esse período, um valor na ordem dos 288,1 milhões de libras (363 milhões de euros). Quanto ao EBITDA ou lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, situou-se nos 59,2 milhões de libras (75 milhões de euros). Nos primeiros três meses de 2007, a EMI tinha registado prejuízos na ordem dos 45,1 milhões de libras (57 milhões de euros).

No texto, Hands atribuiu esse crescimento espantoso à reorganização da estrutura da EMI e menosprezou o impacto do extraordinário sucesso de vendas do novo álbum dos Coldplay, Vida La Vida - que vendeu mais de 1,1 milhões de cópias até agora, incluindo 394 mil em formato digital nas últimas três semanas só nos EUA -, uma vez que o disco apenas foi lançado quase no final do trimestre.

Mas de acordo com o Silicon Alley insider, alguns funcionários da EMI consideram que a subida se deveu antes a uma melhoria da eficácia das iniciativas de marketing e promoção. Ao que tudo indica, estes resultados não levam ainda em linha de conta a recente onda de contratações dispendiosas que apenas deverão ser registadas no próximo trimestre.

A devolução de CDs, que era um dos principais problemas da EMI, também registou melhorias significantes, tendo descido de 42 por cento em relação ao total ...

Concertos rendem, rendem e rendem…Publicado 14 Jul 08

Enquanto o resto da indústria da música se continua a lamuriar por o número de fãs de música que ainda compra discos desce a olhos vistos, existe uma outra fonte de receitas ligada à música que rende muito mais. Só que, para muita pena de todos os intermediários - incluindo promotores de concertos -, grande parte desse dinheiro (90 por cento ou mais, no caso das maiores vedetas) vai para o bolso dos artistas.

De acordo com os números recentemente divulgados pela revista industrial Pollstar num relatório e que são citados pelo New York Times e pelo Los Angeles Times, o total de receitas brutas relativas às 100 maiores digressões pela América do Norte durante os seis primeiros meses do ano foi de cerca de 1,05 mil milhões de dólares (cerca de 670 milhões de euros).

Apesar de não se terem registado alterações em relação ao montante arrecadado durante o mesmo período do ano passado, esse valor não deixa no entanto de ser menos significativo, tendo em conta a inflação, o aumento continuado do preço da gasolina e da crise económica generalizada que se faz actualmente sentir nos Estados Unidos e Canadá.  

O problema da indústria dos concertos é que a procura é tanta e as margens de lucro dos promotores tão reduzidas que a indústria se tem dado ao luxo de reduzir a oferta para forçar o aumento dos bilhetes. A percentagem de bilhetes vendidos de Janeiro a Junho caiu 5,6 por cento, tendo o número total de entradas se situado nos 16,9 milhões. Em compensação, o preço médio dos bilhetes aumentou 5,9 por cento, situando-se actualmente nos 62,07 dólares (pouco menos do que 40 euros).

Mas esta política ...

myAWOL: MySpace + MTV + PItchfork TV + IMDB da música + …Publicado 13 Jul 08

A crise financeira mundial parece não ter ainda chegado ao sector da música online a avaliar pelos milhões de dólares que os capitalistas de risco continuam a investir desalmadamente em todas as startups acabadinhas de lançar que prometem revolucionar a Música 2.0. Isto apesar da onda de processos instaurados pelas majors  no intuito de extorquir alguns milhõezitos de dólares em acordos de licenciamento que implicam quase sempre contratos unilaterais. A mais recente a entrar na arena é a myAWOL, um acrónimo para My Artists Without Labels (qualquer coisa como "Os Meus Artistas Sem Editora").

Esta companhia sediada em Los Angeles que, segundo o VentureBeat, foi lançada com um investimento inicial de dois milhões de dólares e pretende conjugar serviços dirigidos para a indústria da música com serviços para os consumidores de música. Basicamente, a myAWOL propõe um modelo de negócio que combina características de uma plataforma de promoção e descoberta de novas bandas a la MySpace com os de um directório de profissionais do sector. Ah, como se isto não fosse suficiente, a myAWOL quer também readaptar o conceito tradicional de canal de televisão de música como a MTV ao mundo da Web 2.0. Pena é que já existam vários candidatos a MTV 2.0, entre eles o site de vídeo Pitchfork TV da influente publicação indie Pitchfork. Por último, a myAWOL pretende também ser um novo tipo de editora online. Onde é que eu já ouvi isto? Terá sido a propósito da RCRD LBL?

Mas vejamos então o que é justifica que alguém tenha decidido investir dois milhões de dólares nesta empresa com um logótipo um pouco "heterodoxo" mas que neste momento não oferece mais do que um beta privado. Em primeiro lugar, ...