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Archives - Posts tagged as 'net-arte'

Digressão Verão 2008 do Pirate Bay: o autocarro pirata anda por aíPublicado 13 Jul 08

Os piratas suecos do Pirate Bay & Piratybyrän são danados para festas, performances artísticas e todo o tipo de eventos que possam contribuir para expor da forma mais visual e prática possível a filosofia e o modo de vida kopimi. Em Maio do ano passado, eles subverteram o ritual tradicional Walpurgis para dar uma festa no cima de uma montanha que deu direito a uma queimada de livros ao som de KLF.

Este Verão, em resposta ao convite do colectivo indiano Raqs (Nova Deli) para participar na sétima edição da bienal de arte Manifesta que tem início a 19 de Julho em Bolzano, Itália, eles optaram por fazer algo totalmente analógico e organizaram uma digressão bem ao jeito das tournés das estrelas rock. Eles pegaram num autocarro chamado S23M, um Scania CR111 de 1977 adquirido por tuta e meia à empresa de transportes municipais de Estocolmo que esteve em circulação até meados dos anos 90 e, em conjunto com a associação sem fins lucrativos Kontrabuss, renovaram-no.

A seguir, meteram-se à estrada. A viagem teve início na quarta-feira, dia 9 em Estocolmo. No dia seguinte, o autocarro partiu para Malmö, na ainda na Suécia. Ontem estiveram em Berlin. A digressão acaba em Bolzano, na terça-feira. O projecto pode ser acompanhado à distância neste endereço.

Mas o que confere o carácter totalmente analógico a esta digressão é que o autocarro não possui qualquer tipo de ligação à Internet ou outra rede digital, mas apenas 100 mixtapes (piratas...), uma série de rádios e outros produtos de electrónica de ...

Cartoon goza com neo-luddismo de Doug Morris, o patrão da UniversalPublicado 30 Nov 07

No início desta semana dei aqui conta de um artigo da revista Wired em que Douglas Morris, o director executivo da Universal Music confessava que as grandes editoras discográficas não sabiam o que fazer na altura em que o Napster e o formato MP3 começaram a revolucionar os hábitos musicais dos fãs de música de todo o mundo. Apesar de alguns profissionais de tecnologia que trabalhavam na indústria por alturas do final do milénio terem depois esclarecido que a história não estava bem contada, não tardou muito para que surgisse um cartoon a gozar com o neo-ludismo de Doug Morris. Os desenhos são da autoria de Joel Watson e pertencem ao mais recente número do webcomic Hijinks Ensue. A tradução para português já a seguir:

Doug Morris, você é um homem branco, gordo e rico, bem como o director executivo da Universal. O fenómeno do Napster deu-se em 1999. Porque é que apenas agora, quase uma década depois, é que você está a tentar - sem êxito - entrar no negócio da distribuição digital de música?

Quando os Napsters roubaram todas as músicas nós não sabíamos como fazer para que elas voltassem, procurámos no celeiro, por detrás da retrete ao ar livre e na oficina do sapateiro... Até mesmo debaixo das saias das nossas mulheres! Foi horrível! Para onde é que as músicas foram? Onde é que fica a Internet? Nunca conseguimos encontrar nenhuma das duas.

Porque é que não contratam alguém que consiga aproximar a Universal da era digital?

Quem é que haveríamos de contratar? Astronautas? Chineses? Duendes? Algum tipo de autómato jogador de xadrez alimentado a vapor? A Internet podia estar cheia de ursos pardos com motoserras em vez de mãos. Não faço ideia! Vocês, miúdos, com os vossos helicópteros ...

Festival Netaudioberlin 2007 em OutubroPublicado 5 Jul 07

Netaudio Festival Berlin Ao terceiro ano de existência, o Festival de Netaudio chega a Berlim. De 5 a 7 de Outubro irá congregar-se na cidade alemã um autêntico "Who's Who da cena internacional de netlabels", prometem os organizadores. Para além das inevitáveis actuações ao vivo - sobretudo de música electrónica de dança, mas não só... -, o evento irá incluir conferências, workshops, debates sobre a cultura livre em geral e o movimento do netaudio. Até ao dia 31 de Julho, os artistas visuais e performers de (net-)arte que estiverem interessados em apresentar projectos e ideias sobre novos media podem enviar as suas candidaturas para booking@netaudio.berlin.de. Os músicos e bandas que queiram actuar no Festival devem contactar as suas netlabels de modo a que esta comunique com a organização. A iniciativa partiu de alguns dos selos mais emblemáticos da cena europeia: Pentagonik [Berlim] Pulsar Records [Berlim | Londres] Miga [Granada] Idealtechno [Berlim] No Response [Hamburgo] Runsounds [Londres] Thinner | Autoplate [Mannheim] After-Dinner [Londres] Yuki Yaki [Berlim] DeepInDub [Venedig] Anorg [Zurique] Actualmente, a maior parte do conteúdo no site do Netaudio.07 está ainda em alemão, mas podem obter mais informação em inglês aqui. Uma vez que Berlim é talvez a cidade europeia com o maior número de netlabels (16 no total!), seria natural que o Festival de Netaudio chegasse mais cedo ou mais tarde ali. Em 2005 decorreram duas edições: uma em Berna e outra em Köln (Alemanha).

No ano passado foi a vez de Londres. Essa terceira edição foi um verdadeiro "sucesso" em termos comparativos com outras iniciativas anteriores de netaudio: 900 visitantes, cerca de seis mil participantes online, 55 artistas, com direito a patrocínio da produtora de software de composição de música eventos, net-arte, netlabels | 3 Comentários » | Continue linkarrow

8 Bit: a cultura dos vídeojogos em documentárioPublicado 16 Fev 07

8 bit documentário No seguimento de um post anterior que eu publiquei aqui sobre o estilo de música electrónica chiptune, que utiliza os chips de áudio de consolas dos anos 80 e 90, e a cultura de remisturas de títulos clássicos dessa época, fiquei hoje a conhecer através do Tobias C. Van Veen o 8 Bit, um documentário sobre a confluência entre a arte e os vídeojogos: demoscene, machinima, mods, etc. Pelo excerto disponível na YouTube parece ser bastante interessante. O cartaz que acompanha este post é do mago da pixel art eBoy.
8 BIT is a hybrid documentary examining the influence of video games on contemporary culture. A mélange of a rocumentary, art expose and a culture-critical investigation, 8 BIT ties together seemingly disconnected phenomena like the 80’s demo scene, chiptune music and contemporary artists using machinima and modified games. Produced in NYC, LA, Paris and Tokyo, 8 BIT brings a global perspective on the new artistic approaches of the DIY generation which grew up playing Atari and Commodore 64. Some of the artists featured in 8 BIT include Cory Arcangel, Bit Shifter, Bodenstandig 2000, Bubblyfish, Mary Flanagan, Alex Galloway, Glomag, Paul Johnson, John Klima, Johan Kotlinski, Nullsleep, Joe McKay, Tom Moody, Akiko Sakaizumi, Eddo Stern, TEAMTENDO, Treewave and Carlo Zanni. With the help of media critic Ed Halter and new media curator and writer Christiane Paul, these very recent artistic strategies are put in the historical context of modernist and postmodernist discourse and examined as potential examples of a transition into fresh, uncharted territory. 8 BIT insists that in the 21st century Game-Boy rock, machinima and game theory belong together and share a common root: the digital heritage of Generation X.

Improvisações criativas em blog colectivoPublicado 28 Jan 07

Rui Azul, saxofonista de Jazz que também bloga no Registos Autónomos enviou-me um mail sobre uma nova iniciativa de colaboração artística online que me parece ser bastante promissora. Trata-se de um blog colectivo português, de seu nome Jazz Workshop, que pretende constituir um espaço virtual para jam sessions online. Como o nome indica, este projecto inovador centra-se nas sonoridades oriundas do Jazz, embora também se estenda a estilo próximos como o Blues, Funky, Fusion, World Fusion, EtnoJazz, Afrobeat, Salsa, AcidJazz, Rhythm'nd Blues, Rock'n Roll, Soul, Hip-hop, Chill-Out e outros. Três semanas após o lançamento, o blog conta já com 16 membros, na sua maioria músicos, embora também inclua colaboradores amadores e profissionais de outras áreas criativas. O objectivo é estimular o improviso através de sessões de colaboração multimédia que podem passar desde a fotografia ao vídeo, passando pela animação de computador ou mesmo pelo texto. Por agora, os interessados podem improvisar a partir de três temas musicais: "C Jam Blues" de Duke Ellington, "I Got Rhythm" de George Gershwin e "Mack The Knife" de Kurt Weil e Berthold Brecht. Se tocas algum instrumento ou és designer, pintor ou artista em geral, aqui está uma excelente oportunidade para participares numa experiência de entrecruzamento de fronteiras disciplinares sem paralelo em Portugal. Numa altura em que se fala tanto de inteligência colectiva e de colaboração em rede, grande parte dos projectos nunca saem do plano das ideias. Só por isso a iniciativa do Rui Azul já é de louvar. Seria interessante, contudo, que estas sessões de colaboração multimédia dessem origem a uma "obra de arte global": por exemplo, um álbum contendo improvisações sobre músicas abordando uma determinada temática poderia também incluir remisturas dessas improvisações por DJs, sendo acompanhado por um booklet com o arranjo gráfico a cargo de designers ...

Jam session online em tempo real com PureDataPublicado 3 Nov 06

NetPD é a concretização de um sonho para milhares de geeks espalhados pelo mundo que passam os dias fechados em quartos a compor música electrónica em laptops: a possibilidade de participar numa jam session em rede e em tempo real. Esta ferramenta baseia-se no PureData (PD), um software livre semelhante ao proprietário Max/MSP e que oferece um ambiente de código para a edição de gráficos, vídeo e áudio, sendo bastante utilizado em espectáculos ao vivo devido à sua flexibilidade. Criado por Roman Haefell, o Netpd está disponível de borla para Mac, Windows e Linux e permite que os compositores de quarto se liguem em rede e criem uma obra multimédia e interactiva que pode ser modificada e adaptada em tempo real por qualquer um dos participantes. Isto porque, embora seja um sistema cliente-servidor, ele foi concebido justamente para a partilha de patches - códigos de correção - de música. Mas esses patches podem ser executados em tempo real através do NetPD. O resultado é um estúdio virtual de música aberto à participação de pessoas espalhadas pelo mundo. Quem entra no sistema tem acesso ao mesmo interface e pode adicionar batidas, aumentar ou diminuir as batidas por minuto, reprogramar sintetizadores, etc. Numa performance bem louca realizada recentemente num encontro da comunidade de patchers de PD de Nova Iorque, Moritz Wettstein protagonizou uma jam session dentro de uma jaula equipado de um laptop correndo Kubuntu-Linux, telefones e joysticks. No site de Wettstein estão mais fotografias do evento. Podem ouvir alguns dos sons produzidos em jam sessions anteriores no site do NetPD. Os patches de sintetizadores, sequenciadores e efeitos também estão disponíveis lá. Quem quiser colaborar, pode participar na comunidade de programadores. Todos os programadores de ...

“O meu PRÓPRIO espaço”?Publicado 30 Out 06

(Via Écrans de um por estes dias periclitante Libération) A proposta parece ser tentadora, mas vai-se a ver melhor e não é tanto assim. 808, artista e activista online francês, decidiu criar o MyOWNSpace, uma rede social alternativa ao MySpace que oferece alojamento gratuito na Web, contendo exactamente o mesmo design e estrutura do site do tio Murdoch só que adoptando a licença GPL e programado em PHP. Outra diferença significativa é que os banners publicitários são todos relativos a projectos artísticos e activistas. "Nós oferecemos este serviço gratuito porque nós louvamos a LIBERDADE. A Internet é o local das mentes LIVRES e da troca de informação LIVRE", pode-se ler na página "About Us". MyOWNSpace OK, fixe, cool, porreiro, bacane!! Até que enfim uma alternativa para os artistas que querem tirar partido das redes sociais sem serem co-optados pelo Borg da News Corp., ainda por cima com esta nota "© Nopyright 2006 MyOWNSpace.FR - No right reserved" no fundo do site. Toda a gente sabe que o MySpace não pertence, de facto, aos seus utilizadores mas ao tio Rupert Murdoch. A natureza gananciosa das motivações por detrás da aquisição da rede social pelo magnata australiano dos media em Julho de 2005 por 580 milhões de dólares foi bem explicada pela Wired. 119 milhões de utilizadores abastecem gratuitamente a plataforma com conteúdos multimédia - músicas, imagens e vídeo - e, mais importante, cedem inconscientemente as suas informações pessoais, preciosos instrumentos para os anunciantes conceberem estratégias de marketing eficientes. A política dos termos de utilização do site também tem sido bastante dúbia em relação à (des)protecção dos interesses dos músicos e outros artistas que colocam trabalhos nas suas páginas "MySpace", como alertou o cantor Billy Bragg. Até ...