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Archives - Posts tagged as 'peer-to-peer'

Peerates: o encerramento dos servidores Razorback não significa o fim do eMulePublicado 25 Jul 08

Se a saúde da rede eDonkey2000 (ed2k) já não era famosa, com o encerramento do último dos servidores Razorback 3.x há cerca de duas semanas atrás devido à acção da BREIN, a organização de anti-pirataria holandesa, o protocolo de P2P que popularizou o eMule parece ter entrado em colapso. O fecho destes servidores representou assim uma machadada de peso para a comunidade eDonkey 2000.

O mais grave é que a grande maioria dos servidores que restam encontram-se localizados na Holanda, o território de acção da BREIN. Mas em que medida é que isto afecta os utilizadores do eMule? Qual a eficácia destas acções da BREIN? A verdade é que apesar destes servidores terem sido bastante importantes para o funcionamento da rede, eles acabaram por se tornar desnecessários com o desenvolvimento do protocolo KAD cuja arquitectura descentralizada permite efectuar a pesquisa dos ficheiros sem recorrer a intermediários centralizados

Daí que mesmo que todos os servidores da rede ed2k desapareçam, os mais de dez milhões de utilizadores do eMule poderão continuar a partilhar os seus ficheiros sem que sintam qualquer perturbação, de acordo com o que os responsáveis do Peerates - um projecto que disponibiliza uma lista dos servidores seguros da rede eDonkey, bem como várias estatísticas relativas ao funcionamento do protocolo de P2P - afirmaram numa entrevista ao ZeroPaid.

Segundo os seus dados, apenas já se encontram online cerca de seis a sete servidores - na verdade a lista do Peerates indica que neste momento estão em funcionamento oito servidores - e o problema é que estas máquinas não têm muita capacidade pelo que elas poderão não aguentar durante muito mais tempo. Daí que o mais aconselhado seja passar a utilizar exclusivamente a KAD - pelo menos até que surja algum novo grande servidor.

O principal problema com ...

ISPs britânicos aceitam notificar os partilhadores mas rejeitam suspensões do acessoPublicado 24 Jul 08

Reprimenda

Nada de "resposta gradual", nada de suspensões ou cortes do acesso à Internet, nada de multas, nada de impostos ou outro tipo de sanções legais. Não, o acordo estabelecido hoje entre seis fornecedores de acesso à Internet britânicos, a British Phonographic Industry (BPI) e a MPA - Associação da Indústria Cinematográfica - sob proposta do Department for Business, Enterprise & Regulatory Reform (BERR) do governo do Reino Unido prevê apenas o envio de milhares de mensagens de correio electrónico avisando os clientes daqueles ISPs suspeitos de partilharem músicas protegidas por direitos de autor das potenciais consequências e riscos em que eles incorrem se persistirem na sua actividade.

Nos termos do memorando (via Open RIghts Group), as notificações serão enviadas durante um período experimental  de três meses a cerca de mil infractores por semana pela Virgin Media, BSkyB, Carphone Warehouse, British Telecom, Orange e Tiscali. É evidente que a BPI, o organismo que representa os interesses da indústria discográfica britânica gostava de ter conseguido pressionar os ISPs no sentido de aplicar uma "resposta gradual" semelhante à solução francesa apresentada em Novembro por Denis Olivennes e que deu origem a um projecto de lei actualmente em discussão na França.

Em lugar da suspensão do acesso à Internet, os que reincidirem na partilha de  músicas sem autorização dos titulares dos direitos poderão ser alvo de eventuais medidas técnicas a negociar entre os fornecedores de acesso à Internet e a Ofcom, a entidade reguladora do sector das telecomunicações britânico. O comunicado do governo não especifica que tipo de medidas serão essas mas o The Times refere que os reincidentes e os internautas que partilharem mais poderão ver a sua velocidade de acesso diminuida. Para além do traffic shaping, outra medida passa pela ...

Anomos: porque o BitTorrent anónimo não é só sinónimo de Pirate BayPublicado 24 Jul 08

Anomos

As ideias dos piratas suecos do Pirate Bay no sentido de fornecer um maior grau de anonimato e segurança ao P2P são bem conhecidas. Em Outubro do ano passado, Peter Sunde AKA Brokep anunciou que os administradores da "Baía dos Piratas" estavam a desenvolver um novo protocolo de P2P chamado ".p2p" que iria permitir uma maior privacidade e oferecer mecanismos de prevenção contra os spammers e as organizações de anti-pirataria que difundem lixo electrónico para aldrabar ou perseguir legalmente os utilizadores que descarregam conteúdos protegidos por direitos de autor.

De então para cá, este projecto parece ter estagnado, uma vez que no mês passado eles voltaram à carga com outra iniciativa mirabolante, um novo projecto chamado IPETEE (Transparent end-to-end encryption for the internets) que visa, nada mais, nada menos, do que encriptar toda a Internet de modo a tornar todos os tipos de protocolos de rede (P2P, Web, emails, streaming, instant messaging, etc.) invulneráveis a mecanismos de monitorização de tráfego, filtragem de conteúdos e trafffic shaping implementados por fornecedores de acesso à Internet, indústrias de entretenimento e governos. Vamos a ver se não se trata de mais um daqueles planos utópicos a que os piratas suecos já nos habituaram...

Mas se o IPETEE não passar de um truque de marketing, existem outras alternativas em desenvolvimento. Uma delas fiquei a conhecê-la através de um post do Janko Roettgers no P2P Blog que me chamou a atenção para o Anomos, um novo protocolo de P2P baseado em BItTorrent e na tecnologia de comunicações anónimas Tor mas com a vantagem de permitir a encriptação ponta-a-ponta da rede de P2P. O Anomos está a ser desenvolvido por Rich Jones e John Schanck, dois investigadores em engenharia informática.

O protocolo irá garantir o anonimato das ...

Banda emite comunicado a queixar-se de leak de música para sites de BitTorrentPublicado 23 Jul 08

BuckCherry

É normal que um artista ou uma banda com uma reputação já estabelecida fiquem bastante chateados quando um disco acabadinho de sair do estúdio chega aos sites e redes de partilha de ficheiros antes da data de lançamento comercial. Mas o que dizer de um grupo semi-desconhecido que emite um comunicado através da sua editora apenas para denunciar uma leak ou "fuga" de uma única música? Não estaremos perante um caso de oportunismo ou mesmo de tentativa de gerar publicidade gratuita?

"Sinceramente nunca tinha ouvido falar dos BuckCherry. Aparentemente, trata-se de uma banda californiana de hard rock que já foi nomeada para os Grammys e até já atingiu a marca de platina nos EUA em termos de discos vendidos. Apesar deles tentarem passar a imagem que estão furiosos com a leak de faixa "Too Drunk..." dois meses antes da data de lançamento oficial do novo álbum Black Butterfly para uma série de sites de torrents, a verdade é que o comunicado - emitido pela Atlantic Records, a editora dos BuckCherry - faz transparecer a ideia de que tudo não passou de um truque de relações públicas para gerar o interesse dos fãs de música e da comunicação social para o disco.

Sinceramente, nós detestamos quando esta m**** acontece, porque nós queremos que os nossos FÂS sejam os primeiros a ter as músicas novas," dizem os rapazolas a respeito do assunto. Mas porquê tanto barulho por causa de uma música apenas quando a cada dia que passa surgem novas leaks de álbuns em trackers públicos e privados de BitTorrent, newsgroups da Usenet, eMule, etc.?

A coisa fica ainda a cheirar mais a esturro se tivermos em conta que o comunicado refere que os fãs que fizerem a pré-encomenda do álbum a partir ...

YouTorrent prova que BitTorrent também serve para distribuir conteúdos legaisPublicado 21 Jul 08

Novo interface do YouTorrent

Desde meados de Abril deste ano que o YouTorrent, um meta-motor de busca de torrents, deixou de indexar ficheiros relativos a conteúdos protegidos por direitos de autor para passar a incluir uma base de dados composta exclusivamente por músicas e filmes disponiveís no domínio público ou segundo licenças Creative Commons.

Apesar da diminuição drástica do volume de tráfego, os responsáveis pelo site decidiram mantê-lo em funcionamento e no final da semana passada aproveitaram para relançá-lo. Neste momento, o YouTorrent permite encontrar mais de 67.200 torrents "legais" correspondendo a cerca de 6 Terabytes. Entre os sites que este motor de pesquisa utiliza como fontes encontram-se o Jamendo, LegalTorrents, LegitTorrents, BitTorrent.com, Vuze, BT.etree, Gameupdates, Wortharchiving e Mininova (secção de featured torrents apenas).

O mecanismo de pesquisa do site está pré-configurado para devolver os resultados por ordem de relevância, mas quem quiser pode também ordená-los de acordo com o número de seeds e peers, tamanho (embora não nos seja indicado qual...), data de upload e número total de downloads.

Não sei qual é o critério ou algoritmo utilizado pelo YouTorrent para devolver os resultados mas, mesmo tendo em conta que o leque de ficheiros pesquisáveis abrange apenas conteúdos legais, parece-me que existem algumas falhas. Por exemplo, tentei pesquisar por "hip-rop", "rap" e "idm" (Intelligent Dance Music)  e não encontrei nada. Quando tentei fazer o mesmo no site do Jamendo, achei não só tags, mas também artistas e álbuns relacionados com esses termos. Mais tarde resolvi procurar por "hiphop" (sem asterisco) no YouTorrent e dei de caras com sete resultados, todos eles referentes a torrents alojados no Vuze. A raiz do problema parece assentar no facto ...

Speckly: meta-motor de pesquisa de torrents com interface à Google para iniciadosPublicado 17 Jul 08

Processos, intimações, ordens de encerramento... Nos últimos tempos, a indústria discográfica e cinematográfica tem apontado as suas baterias em direcção aos administradores de trackers de BitTorrent. De facto, não é nada fácil hoje em dia ser proprietário de um site de torrents - a não ser que se viva num país com uma legislação de direitos de autor mais flexível como a Suécia (Pirate Bay) e mesmo assim é preciso ter muita coragem para enfrentar tantos inimigos...

Paradoxalmente, isto apenas contribui para despertar a atenção dos utilizadores de outras redes de partilha de ficheiros menos familiarizados com o protocolo de P2P desenvolvido por Bram Cohen que, graças à comunicação social - com a ajuda da RIAA, IFPI e MPAA - ficam a conhecer as maravilhas desta tecnologia que permite downloads imediatos e muito mais rápidos.

Mas se o estatuto legal de sites como o Pirate Bay e Isohunt ou mesmo o MiniNova - se bem que este apenas se limite a indexar os torrents alojados nos servidores de terceiros - é bastante duvidoso, já no que se refere aos meta-motores de pesquisa de torrents a situação é menos complicada. Não admira por isso que continuem a surgir regularmente novos sites deste tipo.

Para os que estão agora a dar os primeiros passos nos torrents ou mesmo na partilha de ficheiros, o Speckly pode ser uma excelente alternativa na medida em que o que não tem em termos de funcionalidades e opções compensa com uma simplicidade e uma elegância totais que fazem lembrar bastante o interface do Google. Essa é de facto a sua mais-valia em relação a opções sofisticadas mais indicadas para utilizadores avançados como o PizzaTorrent, o Trimboo e ...

Leecher alemão erroneamente acusado de fazer uploads no eMulePublicado 16 Jul 08

Sabem o que é um leecher? Nas comunidades de P2P, ele é o personagem mais detestado uma vez que se limita a "sacar" ficheiros sem contribuir com nada. Isso contraria todo o espírito de partilha e do "dar e receber" intrínseco ao funcionamento das redes de Peer-to-Peer. Só por isso, eles são desprezados por todos os outros "partilhadores" que os consideram autênticos parasitas.

Mas às vezes, eles podem ser muito úteis. Mais úteis do que se costuma pensar. Por exemplo, para questionar a fiabilidade das provas recolhidas pelas empresas de combate à pirataria de modo a demonstrar que um determinado utilizador disponibilizou ficheiros protegidos por direitos de autor. Isto porque para as editoras discográficas um partilhador que se limita a descarregar ficheiros não vale de grande coisa perante um tribunal.

Uma vez que os uploaders é que rendem montantes avultados em indemnizações, os antipiratas preocupam-se sobretudo em ir atrás destes. Só que muitas vezes os métodos empregues pelos seus "cães de guarda" dão para o torto. Foi o que aconteceu na Alemanha com a empresa Media Protector que em Outubro de 2007 recolheu dados que indicavam que um utilizador tinha disponibilizado um filme e vídeos pornográficos através do eMule.

Em resposta a um pedido de compensação no valor de 700 euros, a partilhadora em questão não ficou de braços cruzados e apresentou provas de que apenas se limitou a fazer leeching da rede ed2k graças a um mod do eMule designado "0-Upload Mod"  que impede o upload de dados e permte aumentar ao máximo a velocidade da sua ligação para os downloads, de acordo com o Heise.de (tradução Google Translator para inglês) via Ars Technica. Na verdade, ela alega que as estatísticas do ...

Tribunal canadiano obriga tracker QuebecTorrent a fecharPublicado 15 Jul 08

QuebecTorrent

Pela primeira vez no Canadá um site de BitTorrent foi encerrado devido a uma ordem de um tribunal. O tracker canadiano QuebecTorrent.com foi alvo de uma injunção permanente emitida no final da semana passada pelo Tribunal Superior do Quebec que proibiu ainda o seu proprietário Sébastien Brûlotte, bem como os administradores e qualquer outra pessoa envolvida com o site de voltarem a "permitir ou facilitar a reprodução de obras protegidas por direito de autor através de tecnologia «bittorrent», «peer to peer» ou qualquer outra," como se pode ler na página inicial do site.

E assim chegou ao fim uma longa batalha legal que já se vinha a arrastar desde Outubro de 2007, quando uma coligação de mais de 30 associações representantes da indústria discográfica e cinematográfica, entre as quais a ADISQ - que representa os interesses das grandes editoras no Quebec -, a CRIA - sua congénere canadiana - e a APFTQ - representante das produtoras independentes de cinema e televisão -, instaurou um processo contra o site em que exigia o pagamento de 200 mil dólares canadianos (mais de 125 mil euros)  

Na altura do seu encerramento, as estatísticas do QuebecTorrent indicavam que os mais de 100 mil membros registados tinham partilhado qualquer coisa como 2700 Terabytes desde a sua abertura em 2006. O juiz Pierre Tessier exigiu ainda que o QuebecTorrent mantenha na sua página inicial o aviso de suspensão das suas actividades mediante uma ordem do tribunal até pelo menos Julho de 2009.

Apesar de ter inicialmente garantido que não iria baixar os braços, Sébastien Brûlotte acabou por ceder mesmo nas vésperas de uma audiência em tribunal marcada para esta semana. Em troca, os queixosos desistiram do pedido de ...

Organização holandesa de antipirataria encerra todos os servidores Razorback da rede eMule/eDonkeyPublicado 15 Jul 08

eMule ainda vive

Quem ainda usa o eMule para partilhar ficheiros deve ter notado nos últimos dias uma diminuição no número de servidores da rede eDonkey. Como se pode verificar na lista do site Peerrates, neste momento apenas se encontram em funcionamento 14 servidores. Os famosos Razorback desapareceram todos.

Num comunicado anunciado na sexta-feira passada, a BREIN - organização holandesa de combate à pirataria - congratulou-se por ter finalmente fechado o conjunto de servidores Razorback 3.x. Os antipiratas holandeses conseguiram pressionar a empresa de alojamento do Razorback 3.1 a remover o acesso à máquina. Isto sem que estivessem legitimados por qualquer ordem de um tribunal.

O Razorback 3.1 era o maior servidor eDonkey que restava e servia cerca de 350 mil utilizadores. A maioria dos ficheiros disponíveis nos servidores era distribuída sem autorização dos titulares de direitos.

Acontece que isto é absolutamente falso, uma vez que o Razorback - tal como todos os outros servidores da rede eDonkey - não disponibilizava quaisquer ficheiros, fossem eles ilegais ou legais, limitando-se a indexar o conjunto de ficheiros distribuídos por todos os utilizadores e que se encontram alojados nos seus discos rígidos.

Deste modo, eles apenas permitiam a pesquisa desses ficheiros, tal e qual como um motor de pesquisa como o Google, pelo que os administradores não tinham qualquer responsabilidade de policiar os seus conteúdos. Ora, para a BREIN isto são pormenores comezinhos. Antes do Razorback 3.1, a organização já tinha convencido outras companhias de alojamento a encerrarem os servidores Razorback 3.0, 3.2 e 3.3.

Mas se a BREIN não estava munida de qualquer decisão judicial que apoiasse a sua acção, como é que então conseguiu persuadir essas empresas? Não existem provas mas a copyright, peer-to-peer | 3 Comentários » | Continue linkarrow

Políticos espanhóis não sabem o que fazer com o P2PPublicado 15 Jul 08

A Mula

"O governo espanhol pretende acabar com o P2P e os downloads ilegais até ao  primeiro semestre de 2010," gritou na quinta-feira passada o jornal Público, indicando que os ministérios da Cultura e da Indústria pretendiam acabar com a partilha de música e filmes protegidos por direitos de autor até à presidência espanhola da União Europeia. 

O artigo referia que uma Comissão Intersectorial presidida pelo ministro da Cultura César Antonio Molina tinha definido uma série de medidas para combater a "pirataria" online. Na linha da frente estava a já habitual colaboração entre fornecedores de acesso à Internet com as entidades de gestão de direitos de autor.

Tendo em conta que noutros países da Europa como a França e Reino Unido, esse tipo de colaboração quer dizer na prática a suspensão ou corte da ligação à Internet (isto é, a "mágica" resposta gradual) ou pelo menos "campanhas pedagógicas", muitos internautas espanhóis temeram logo o pior, partindo do pressuposto que os seus ISPs começariam dentro em breve a vigiar e a controlar todos os comportamentos menos "próprios" dos seus clientes.

Mas ao que parece, tudo não passou de um falso alarme. O mais provável é que Molina não se tenha exprimido bem. Isto porque ontem o ministro da Indústria Miguel Sebastián afirmou numa conferência de imprensa que os internautas espanhóis não irão sofrer com qualquer tipo de restrições que travem o desenvolvimento da rede, de acordo com o El País. O político garantiu ainda que o governo não irá estabelecer quaisquer limites às ferramentas que permitem a livre circulação da informação: "Essa liberdade foi e é a chave da rede de redes, do seu crescimento e da sua popularidade."

Mais ainda, Sebastián aproveitou ... copyright, peer-to-peer, tecnologias de controlo | 1 comentário » | Continue linkarrow