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Archives - Posts tagged as 'pesquisa'

Speckly: meta-motor de pesquisa de torrents com interface à Google para iniciadosPublicado 17 Jul 08

Processos, intimações, ordens de encerramento... Nos últimos tempos, a indústria discográfica e cinematográfica tem apontado as suas baterias em direcção aos administradores de trackers de BitTorrent. De facto, não é nada fácil hoje em dia ser proprietário de um site de torrents - a não ser que se viva num país com uma legislação de direitos de autor mais flexível como a Suécia (Pirate Bay) e mesmo assim é preciso ter muita coragem para enfrentar tantos inimigos...

Paradoxalmente, isto apenas contribui para despertar a atenção dos utilizadores de outras redes de partilha de ficheiros menos familiarizados com o protocolo de P2P desenvolvido por Bram Cohen que, graças à comunicação social - com a ajuda da RIAA, IFPI e MPAA - ficam a conhecer as maravilhas desta tecnologia que permite downloads imediatos e muito mais rápidos.

Mas se o estatuto legal de sites como o Pirate Bay e Isohunt ou mesmo o MiniNova - se bem que este apenas se limite a indexar os torrents alojados nos servidores de terceiros - é bastante duvidoso, já no que se refere aos meta-motores de pesquisa de torrents a situação é menos complicada. Não admira por isso que continuem a surgir regularmente novos sites deste tipo.

Para os que estão agora a dar os primeiros passos nos torrents ou mesmo na partilha de ficheiros, o Speckly pode ser uma excelente alternativa na medida em que o que não tem em termos de funcionalidades e opções compensa com uma simplicidade e uma elegância totais que fazem lembrar bastante o interface do Google. Essa é de facto a sua mais-valia em relação a opções sofisticadas mais indicadas para utilizadores avançados como o PizzaTorrent, o Trimboo e ...

Ouvir música através da televisão é o que está a darPublicado 14 Jul 08

No que toca aos suportes empregues pelos utilizadores para ouvir música convém não descurar a importância da televisão, ainda para mais se tivermos em conta que os grandes responsáveis pelos maiores sucessos de vendas em Portugal nos últimos anos foram as novelas e as séries de televisão para adolescentes como os Morangos com Açucar da TVI ou a Floribela da SIC. 

Mas na América do Norte, o fenómeno do consumo de música através da caixa preta está a sofrer alterações significativas, à medida que os televisores passam a ser digitais e a incorporar uma panóplia de serviços multimédia e interactivos, entre os quais os place-shifting services como o Orb e o Sling Media, que permitem fazer streaming dos conteúdos que gravámos da televisão para outros dispositivos remotos - computadores, telemóveis, consolas de videojogos, etc. - e vice-versa através da Internet. Outra possibilidade é o serviço de time-shifting Tivo.

Uma pesquisa recente da consultora e empresa de estudos de mercado Parks Associates revela que a percentagem de lares nos Estados Unidos e Canádá que possuem ligações à Internet de banda larga onde os consumidores costumam usar a televisão para ouvir música corresponde quase exactamente à mesma percentagem de lares onde os consumidores utilizam um leitor portátil de MP3 para escutar música: cerca de um terço. Contudo, a plataforma preferida continua a ser mesmo o computador pessoal. Na quarta posição vêm os telemóveis, seguidos das consolas de videojogos e das consolas portáteis. De acordo com John Barrett, director de investigação da Parks Associates:

Os iPods são sexys mas nem toda a gente tem um. As TVs, por seu lado, ...

Estudo propõe implementação de licença global para a partilha de músicas nas universidadesPublicado 11 Jul 08

Numa altura em que no Reino Unido se discute a possibilidade de detentores de direitos e fornecedores de acesso à Internet chegarem a acordos privados para o lançamento de serviços legais de partilha de ficheiros, a questão de uma tarifa plana para o P2P volta a ser alvo de uma análise académica.

Matt Earp e Andrew Mcdiarmid concluíram recentemente um mestrado na Escola de Informação da Universidade da Califórnia, Berkeley, com uma tese onde propõem a implementação de uma licença voluntária global no interior da rede do campus de Berkeley que daria direito aos estudantes de descarregarem todas as músicas - sem DRM - que quisessem mediante o pagamento de 20 dólares (cerca de 13 euros) por semestre

Intitulada "Uma investigação de uma Licença Colectiva Voluntária para a Partilha de Ficheiros de Música na UC Berkeley", a tese de 78 páginas visa apresentar um plano prático baseado nas propostas anteriores da Electronic Frontier Foundation e dos juristas Neil Netanel e William Fisher. Os slides de apresentação das principais conclusões estão disponíveis aqui.

Para averiguar se os estudantes do campus estariam interessados neste tipo de tarifa plana e quanto é que estavam dispostos a pagar, os investigadores realizaram um inquérito junto da população estudantil. Em paralelo, eles efectuaram ainda entrevistas a técnicos de informática do campus. Embora os resultados do inquérito sejam prometedores, a verdade é que apenas 103 dos cerca de 6200 estudantes que residem nos dormitórios responderam às questões:

  • 64 por cento dos inquiridos afirmaram que estavam dispostos a pagar uma licença global para a partilha de ficheiros.
  • A probabilidade dos 75 por cento dos inquiridos que já tinham partilhado ilegalmente ficheiros de música estarem dispostos a pagar era superior ao dobro ...

Seeqpod facilita descoberta de música com PodlistsPublicado 7 Jul 08

Podlists do Seeqpod

Se não gostam de navegar ao calhas à procura de música nova mas também não se satisfazem com o leque de oferta bastante limitado das playlists das rádios comerciais, então a nova funcionalidade do motor de busca de músicas Seeqpod poderá ser do vosso agrado.

O serviço online vasculha a Web em busca de ficheiros de áudio e vídeo, indexando-os e apresentando-os de seguida de modo a que possam ser facilmente pesquisados e reproduzidos directamente a partir do site. Para além disso, os utilizadores podem também reunir as músicas em playlists pessoais. No entanto, o site não permite descarregar as músicas, limitando-se apenas a exibir o URL da sua localização.

Recentemente, o Seeqpod introduziu as Podlists, uma série de playlists diárias de músicas seleccionadas diariamente pelos responsáveis pelo site e que podem ser acedidas a partir da página inicial do motor de busca. Estas Podlists dedicam-se todas a um tema específico: por exemplo, "Telegraph's Top 50 Songs To Make You Dance", "Funk#2", "Star Gazing", "Classical Composers List #1" e "DJ Kicks".

Parece-me uma ideia bastante interessante para quem queira encontrar música rapidamente e não tenha gostos muito exigentes. Não sei é se isto poderá complicar ainda mais a situação legal do Seeqpod, dado que a empresa se encontra a braços com um processo instaurado pela Warner Music Group por facilitar a violação em massa dos direitos de autor, na medida em que as Podlists pressupõem um papel de selecção editorial realizado por humanos e não por máquinas. De qualquer forma, se forem os felizes proprietários de um iPhone podem sempre experimentar a versão móvel do Seeqpod.

(via ReadWriteWeb)

O Peer-to-Peer é o culpado. Não! É a soluçãoPublicado 24 Jun 08

I Love P2P

Uma empresa de soluções de "gestão de tráfego" de P2P volta a apresentar um estudo que conclui que o P2P é o principal culpado pelo congestionamento das redes. O que é curioso é que é precisamente a Sandvine, a companhia que forneceu a tecnologia que o fornecedor de acesso à Internet norte-americano Comcast utilizou para limitar a largura de banda disponível para o tráfego de BitTorrent.

Segundo os dados do estudo citados num artigo do Multichannel News (via ZeroPaid), durante o mês de Maio a partilha de ficheiros representou 43,5 por cento de todo o tráfego de Internet registado pelos fornecedores de acesso à Internet norte-americanos. Muito atrás veio a navegação na Web com 27,3 por cento. Ainda mais atrás seguiu-se o streaming de áudio e vídeo com apenas 14,8 por cento. Em relação ao ano anterior, o tráfego de P2P subiu 41 por cento.

De acordo com a Sandvine, o P2P é de facto uma autêntica praga: 75 por cento do tráfego upstream (correspondente a uploads) foi gerado pela partilha de ficheiros. Mas realmente, não me parece que estes números sejam de muita confiança. Não só porque o artigo apenas refere que a pesquisa se baseou num inquérito aos "principais" ISPs sem nomear sequer um deles, mas também porque a Sandvine é uma parte interessada no assunto em questão, uma vez que comercializa aos ISPs máquinas especializadas em traffic shaping que permitem limitar largura de banda à custa dos interesses dos consumidores.

Por outro lado, todos nós sabemos que o número de horas que os internautas passam em sites de streaming de vídeo e áudio tem crescido a pique ao longo dos últimos anos. Ao mesmo tempo, começam também a ganhar força ...

Cada adolescente britânico tem uma média de 842 músicas ilegais no seu iPodPublicado 16 Jun 08

Em Abril referi aqui os resultados de um inquérito encomendado British Music Rights (BMR) à Universidade de Hertfordshire sobre os hábitos musicais dos jovens britânicos que indicava que 95 por cento dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos já copiaram ilegalmente por via online ou offline música protegida por direitos de autor. Acontece que esses eram só os dados preliminares, pois a BMI - uma associação que defende os interesses dos compositores e editores de música - acaba de anunciar o estudo completo.

As conclusões finais detalham alguns dados referidos anteriormente. Ficamos agora a saber que "quase metade das músicas que integram a colecção de um leitor de MP3 não foram adquiridas legalmente" quer dizer que das 1770 faixas que cada leitor de música contém em média, 842 têm origem ilegal - o que corresponde a 48 por cento.

Na faixa etária entre os 14 e os 17 anos, essa percentagem sobe para os 61 por cento. Quanto aos suportes utilizados pelos jovens britânicos para aceder a música protegida por direitos de autor:

  • 58 por cento dos inquiridos afirmou já ter copiado ficheiros dos discos rígidos de amigos para os seus;
  • 63 por cento já copiou CDs comprados por amigos;
  • 63 por cento já descarregou música através de redes P2P de partilha de ficheiros;
  • 42 por cento já fez o upload de música para redes P2P de partilha de ficheiros;
  • 14 por cento dos CDs pertencentes à colecção pessoal de cada jovem britânicos foram copiados ilegalmente.

Mas ao contrário do que a notícia do The Times dá a entender, o estudo não traz só más notícias, muito pelo contrário. Não só 80 por cento dos partilhadores manifestaram que estariam ...

Detentores de direitos chineses querem cortar publicidade ao BaiduPublicado 4 Jun 08

Ninguém grama o Baidu, o motor de busca chinês que permite pesquisar músicas protegidas por direitos de autor e descarregá-las directamente de servidores Web. Como se não bastasse a série de litígios legais em que se encontra envolvido, um grupo de detentores de direitos anunciou ontem a formação de uma aliança com o objectivo de pressionar as empresas a pararem de publicitar os seus produtos no site e a convencerem o governo chinês a tomarem medidas contra a empresa.

A aliança é formada pela Music Copyright Society of China (MCSC), a China Audio-Video Copyright Association (CAVCA), a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), bem como por uma série de editoras e publishers locais e internacionais. Segundo o comunicado, estas entidades representam no seu conjunto mais de 80 por cento do mercado chinês de música.

Muitas dessas associações e empresas chegaram já a instaurar processos legais por infracção dos direitos de autor contra o Baidu. No início deste ano, a MCSC apresentou uma acção judicial em que exigia o pagamento de uma indemnização no valor de um milhão de yuans (cerca de 94 mil euros). Mais recentemente, Sony BMG, Warner Music e Universal Music exigiram o pagamento de indemnizações na ordem dos 63,5 milhões de yuans (5,80 milhões de euros. Contudo, este é apenas o valor mínimo pois segundo a IFPI o site poderá ser obrigado a pagar milhares de milhões de euros.

A propósito deste apelo ao boicote das empresas ao Baidu, Maths do Music2.0 referiu num comentário enviado ao Hypebot o seguinte:

As coisas chegaram a um ponto em que o facto do Baidu obter lucros fabulosos às custas de toda a gente incluindo os artistas e as editoras locais está a incomodar toda a gente. Na china estão todos ...

“Partilhadores” suecos descarregaram uma média de 540 a 700 músicas via P2P em 2007Publicado 21 Mai 08

Para além das estórias anedóticas sobre os hábitos dos suecos em relação à partilha de ficheiros, existem poucos dados concretos que nos permitam avaliar a dimensão real dessa escala. Em rigor, só sabemos que a Suécia é um dos países com uma das maiores percentagens de ligações de banda larga no mundo. Talvez esta seja, aliás, a razão da popularidade do Pirate Bay no seu país-natal (de acordo com o Alexa, o tracker é actualmente o 12º site mais visitado pelos suecos).

Em Maio de 2006, as autoridades suecas conseguiram colocar o site de BitTorrent offline, mas três dias depois a Baía dos Piratas já estava novamente online graças ao protesto de um movimento de activistas congregado na organização Piratbyran. Mais do que um hobby de uma pequena minoria, a partilha de músicas e filmes através de redes P2P tornou-se um estilo de vida para muitos suecos. Tanto é assim que o tema já se tornou uma questão política, com vários deputados a defenderem a não criminalização dos downloads de material protegido por direitos de autor para uso pessoal e não comercial.

Tendo em conta a mentalidade progressista da sociedade sueca, não é de admirar que algumas editoras independentes tenham vindo a público sugerir a adopção de modelos de negócio que tirem partido da partilha de músicas em lugar de combatê-la ou ignorá-la. Mais recentemente, a etiqueta sueca Service (que já publicou discos de Jens Lekman, The Embassy e outros nomes da música Pop nacional) introduziu um novo serviço de subscrição mensal de música digital.

Se encararmos a Suécia como um país que se encontra à frente do resto da Europa Ocidental em termos de hábitos de consumo de entretenimento, talvez não ...

Os milenários, a música e a publicidadePublicado 21 Mai 08

Meet the Millennials

Há uma nova geração de consumidores de fãs de música que não se limita a ir aos concertos e a comprar camisolas. Na verdade, eles já quase que deixaram de comprar música sob a forma de um produto acabado. Para os nascidos após 82, a música tornou-se uma experiência omnipresente para a qual eles próprios podem contribuir em vários graus de profundidade: desde a simples atribuição de etiquetas a bandas no Last.fm até à elaboração de mashups e remisturas passando pelo simples acto de partilhar e recomendar música nova através de redes sociais e de partilha de ficheiros, assim como blogs.

Dentro deste contexto, torna-se cada vez mais difícil para o negócio da música monetizar os hábitos de consumo desta geração que cresceu habituada ao acesso permanente a computadores e à Internet, via redes Wifi. Para Terry McBride, o patrão da Nettwerk Music - a empresa que gere a carreira de Avril Lavigne e dos Barenaked Ladies - a solução passa por associar as bandas às marcas.

No âmbito da conferência de apresentação do relatório Meet The Millennials que ocorreu na semana passada durante o Festival Great Escape de Brighton, McBride chegou mesmo a afirmar que não demorará muito para que apareça a primeira banda patrocinada pelos Doritos, de acordo com o que Andrew Orlowski escreveu no The Register. É um facto que a publicidade é cada vez mais uma importante fonte de receitas para muitas bandas - até mesmo as do circuito independente.

Um artigo recente da Rolling Stone refere que apesar do último disco dos norte-americanos Spoon apenas ter vendido 250 mil exemplares, a banda conseguiu compensar o fraco desempenho do álbum nas tabelas de vendas através de uma série de negócios complementares como o ...

As guerras do streaming de músicaPublicado 19 Mai 08

Nos dias de hoje em que os widgets, esses pedaços de código ambulantes que vamos encontrando por blogs e redes sociais, se tornaram numa das maiores formas de distribuição e promoção de conteúdos graças à sua natureza viral, torna-se bastante difícil para as empresas de análise de tráfego da Web medirem com rigor e fiabilidade o verdadeiro número de visitantes de um site, portal ou rede social.

Não admira por isso que tanto a AOL Music como o MySpace Music tenham vindo a terreiro através da Digital Music News para contestar os dados revelados há uma semana atrás pela Compete segundo os quais o Imeem foi o site de streaming de música com o maior número de visitantes nos Estados Unidos durante o mês de Março, seguido de perto pelo Yahoo Music mas bastante à frente do AOL Music.

Segundo a peça, os dados do painel Media Metrix da comScore - uma empresa concorrente da Compete - indicam que o Imeem nem sequer entrou no Top 10 dos sites de música mais visitados em Março, ficando-se pela 11ª posição com 5,16 milhões de visitantes únicos. Quem liderou a tabela foi a AOL Music, com mais de 21,86 milhões de visitantes. Não muito distanciado ficou o Yahoo Music com 20,8 milhões. Até mesmo o MySpace teve mais do triplo do tráfego do Imeem.

É evidente que se estes estudos abrangessem o continente europeu e não os EUA quase de certeza que a Last.fm ou o Deezer apareceriam nos lugares de topo. Muito possivalmente ocupando as posições do AOL Music e do Yahoo Music, serviços que não têm grande expressividade ou não se encontram disponível na maioria dos países europeus.

Nota: a imagem que ...