Archives - Posts tagged as 'redes sociais'
8tracks: as mixtapes estão definitivamente na modaPublicado 30 Jul 08
Se gostam de ouvir, criar e partilhar mixtapes então o 8tracks será com certeza do vosso agrado. O modelo de funcionamento deste site que se encontra actualmente ainda em beta privado é bastante parecido com o do Muxtape e do Mixwit, já para não falar no mais recente Favtape que permite criar playlists a partir das nossas canções favoritas na Last.fm.
Criado por dois antigos responsáveis pela rede de estações de rádio online Live365 (David Porter e Rags Gupta - que foi quem me informou a respeito do 8tracks), o 8tracks apresenta um design mais interessante que o dos seus rivais, com a possibilidade de inserir as capas dos discos a que os temas se referem e acrescentar uma curta descrição.
Quem se inscrever no site pode escutar uma mix online - uma playlist de curta duração contendo pelo menos 30 minutos de música ou cerca de oito faixas - ou criar a sua própria mix fazendo o upload das músicas ou escolhendo-as a partir da biblioteca de temas disponibilizados pelos outros membros.
Os utilizadores podem ainda procurar por músicas de determinados artistas ou estilos musicais nas mixtapes já criadas pelos outros utilizadores. Depois de criarmos a nossa mix, podemos espalhá-la pela Web bastando apenas copiar e colar o código de widget desenvolvido em flash. De momento, o único inconveniente que eu vejo no 8tracks é que não é possível visualizar imediatamente a informação completa sobre as faixas e os artistas. Podem saber mais a respeito do projecto no blog do 8tracks ou na Digital Music News. O lançamento oficial do site está marcado para 8 de Agosto.
trueAnthem: o dinheiro da Música 2.0 está nos widgetsPublicado 29 Jul 08
O número de novos widgets dirigidos para o sector da música online tem crescido tanto ao longo dos últimos meses que se torna por vezes algo difícil acompanhar a evolução deste segmento de mercado. Uma das empresas especializada na produção de widgets é a trueAnthem. Lançada em Abril deste ano, a companhia sediada em São Francisco conseguiu agora um financiamento no valor de dois milhões de dólares.
Os widgets da Truewidget permitem fazer streaming das músicas ou descarregar o MP3 com um bit rate de 128 Kbps. Neste último caso, os fãs podem escolher entre um download com um preço de 99 cêntimos e um download grátis que inclui um pequeno anúncio publicitário no início. Até agora, a trueAnthem já distribuiu cerca de cinco mil widgets que podem ser inseridos em blogs, sites e páginas de redes sociais como o MySpace e o Facebook.
Para além do financiamento, a empresa também aproveitou para anunciar uma parceria com a Adidas para a produção de um widget exclusivo para a banda de electro Ultraviolet Sound. A empresa de vestuário desportivo torna-se assim no oitavo anunciante a recorrer aos widgets da trueAnthem. Outros artistas que também já criaram widgets virais baseados no código da trueAnthem foram os Nine Inch Nails, Hootie & The Blowfish, Nick Black, Celldweller e Ryan Huston.
A ideia de aturar com publicidade no início de cada música pode não agradar lá muito à primeira vista, mas a verdade é que os anúncios dos widgets da trueAnthem são bastante discretos: para além de apenas durarem três segundos, são os próprios artistas que os gravam. O conceito é assim bastante semelhante ao usado pela Magnatune que incorpora no final de cada faixa emitida via streaming ...
RawRip, um site para novas bandas em que todo o dinheiro das vendas vai para o artistaPublicado 28 Jul 08
Se distribuidoras de música digital como a TuneCore já permitem que qualquer banda ou artista disponibilize as suas músicas a partir de lojas de música online como a do iTunes ou a da Amazon sem cobrarem qualquer percentagem, mesmo assim o artista acaba sempre por ser um pouco "roubado", já que tanto a Apple como a Amazon cobram uma percentagem sobre as receitas geradas pelas vendas das faixas que em regra geral ronda os 30 por cento.
É aqui que entra em cena a RawRip, um site de descoberta de música nova e promoção de novas bandas onde todo o dinheiro gerado pela venda das músicas vai para o bolso dos artistas. Sim, isso mesmo: 100%. Penso que esta é a primeira plataforma de música online a oferecer algo do género. A proposta é tentadora, mas como é que os responsáveis pelo site pensam ganhar dinheiro? Através da publicidade, obviamente!
O serviço foi inaugurado em Dezembro de 2007 mas só agora é que abriu ao público em modo beta. O lançamento oficial está marcado para Novembro. De acordo com a Billboard, a empresa proprietária do RawRip é a britânica Rockbury Media Internacional.
Para além do site, os artistas podem vender as suas músicas ao preço que desejarem nos seus blogs e perfis pessoais nas redes sociais MySpace e Facebook através de um widget designado RawStore. A partir de Setembro, o widget passará também a suportar a Bebo.Neste momento, o site conta com um catálogo de cerca de um milhão de músicas disponibilizadas por editoras independentes e agregadores de música, mas qualquer banda ou artista pode registar-se.
O trunfo do RawRip é uma tecnologia - infelizmente proprietária - de pesquisa e descoberta de música chamada The Rippler. Deste modo, cada ...
MySpace Music chega em Setembro. De certeza?Publicado 24 Jul 08

Parece que foi há anos que começaram a surgir os primeiros rumores de que o MySpace se preparava para lançar um novo serviço de música mas na verdade passaram apenas cinco meses. O anúncio oficial da subsidiária da News Corp. só veio no início de Abril. Desde então, os responsáveis pela segunda maior rede social do mundo não se deram sequer ao trabalho de revelarem uma data oficial de lançamento da plataforma de música a ser criada através de uma joint-venture com três das quatro maiores editoras discográficas do mundo (Universal Music, Sony BMG e Warner Music).
Dois dias depois de Peter Kafka do Silicon Alley Insider ter quase que pressionado os responsáveis pelo MySpace a virem a público informar quando é que o serviço será lançado e quem é que irá administrá-lo, foi o próprio Chris DeWolfe, director executivo do MySpace, a anunciar durante a conferência Fortune Brainstorm que decorreu ontem na Califórnia que a plataforma deverá abrir em Setembro. A notícia foi divulgada pelo TechCrunch e pela Fortune.
Ao que tudo indica, parece que a EMI é a única major que continua de fora da joint-venture. Para além de permitir o acesso a música via streaming com recurso a publicidade, o site irá comercializar downloads de músicas sem DRM, toques, camisolas e bilhetes para concertos.
Esta nova plataforma de música do MySpace poderá vir de facto a revelar-se um novo peso-pesado do mercado da música digital, até porque actualmente a rede social aloja mais de cinco milhões de páginas de artistas. De acordo com os responsáveis do site, 65 por cento dos seus utilizadores inserem música nas suas páginas pessoais. Ao todo, cerca de cinco mil milhões de faixas são reproduzidas por mês via streaming ...
Favtape cria mixtapes a partir das nossas canções favoritas na Last.fmPublicado 22 Jul 08
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OK, eu prometi no artigo anterior que não ia escrever mais sobre clones do Seeqpod, mas vou abrir uma excepção no caso do Favtape. Apesar de utilizar igualmente a API daquele motor de busca de música, este site tem um enorme trunfo a seu favor: ele permite criar uma playlist com o limite máximo de dez faixas a partir das músicas que marcámos como "favoritas" na nossa conta na Last.fm ou - para os utilizadores norte-americanos - na Pandora.
Para tal, basta indicarmos o nosso nome de utilizador ou endereço URL da página de perfil. De seguida, o Favtape cria uma página Web com a nossa mixtape que pode ser acedida por qualquer um a partir de um endereço próprio. Para além de podermos ouvir as músicas, podemos adquiri-las no iTunes ou na Amazon, comprar o respectivo toque para telemóvel na Flycell, consultar a letras das faixas na LyricWiki, aceder à página do artista ou escutar músicas de artistas semelhantes.

Se em termos de design e funcionalidades o Favtape é bastante semelhante ao Muxtape, é esta possibilidade de ...
iLike oferece streaming completo de 25 músicas por mêsPublicado 21 Jul 08

Enquanto que na Europa Deezer, Last.fm e Jiwa parecem ser os serviços de streaming de música online favoritos dos internautas, os norte-americanos parecem ser loucos pelo Imeem e pelo iLike. Este último é uma plataforma de descoberta de música e rede social que disponibiliza aplicações para outras redes sociais como a Facebook, Orkut, Hi5 e Bebo.
Hoje, o iLIke anunciou uma série de novidades. A primeira é que o seu número de utilizadores registados já ultrapassou os 30 milhões. Quanto ao número de utilizadores activos, esse ronda os 20 milhões. De acordo com o VentureBeat, os utilizadores da sua aplicação para o Facebook representam actualmente cerca de 40 por cento do número total de utilizadores.
Mas mais importante do que isso é que graças a uma parceria com a Rhapsody, o ILike permite a partir de hoje escutar até 25 músicas completas por mês - tanto a partir do seu site como (dentro de algumas semanas) da sua aplicação para o Facebook. Até agora, os utilizadores apenas podiam ouvir excertos de apenas 30 segundos. Depois de ouvidas essas 25 faixas, ou subscrevem a assinatura mensal da Rhapsody (apenas disponível na América do Norte e num pequeno grupo de países) que custa 12,99 dólares por mês ou voltam outra vez a ter que suportar os tais excertos de 30 segundos. É claro que quem já é subscritor da Rhapsody tem direito ao streaming de um número ilimitado de músicas. Esta inovação é interessante mas não é propriamente um grande "trunfo", uma vez que a Rhapsody já oferece a mesma coisa aos visitantes do seu site.
Os artistas, compositores e editoras recebem royalties por cada vez que as suas músicas ...
Last.fm inaugura novo design "lava mais branco" cheio de buracosPublicado 17 Jul 08

Foi finalmente estreado o novo design da Last.fm que tinha sido anunciado em Maio passado mas que até agora apenas se encontrava disponível para assinantes. Apesar do look ainda ser profundamente inspirado no aspecto elegante e cool da rede social Facebook, a equipa responsável pela subsidiária da CBS aproveitou para introduzir um pouco mais de vermelho após ter recebido muitas críticas por parte de vários utilizadores.
Apesar do novo interface ter sido concebido para proporcionar um ar de leveza ao utilizador, a verdade é que durante as primeiras horas após a estreia o site esteve completamente congestionado. Como Matthew Ogle explicou na entrada do blog, a lentidão excessiva deveu-se a uma falha numa rack de servidores da empresa.
Dando uma vista de olhos pelos comentários, pode-se rapidamente concluir que as opiniões dividem-se entre uma maioria que detestou a alteração e quer o antigo interface vermelho e cinza de volta e uma minoria de utilizadores que adorou a mudança. Creio que as principais críticas advêm do carácter mais "impessoal" do site em comparação com o aspecto mais aconchegador e informal de anteriormente.

Uma coisa que eu notei logo automaticamente quando dei de caras com o novo interface foi a ausência da secção contendo as fotos identificativas dos meus vizinhos na barra lateral direita. Em seu lugar passou a estar uma lista com todas as actividades recentes bem ao estilo do Facebook ou do LinkedIn. Agora, apenas podemos aceder aos vizinhos a partir da lista de links da barra lateral esquerda, o que não é nada conveniente. Quando a mim, isto denota um menosprezo por ...
AKAmusic: querem dinheiro para gravar um single ou um álbum?Publicado 16 Jul 08
E a moda dos sites de crowdfunding de música em que são os fãs que financiam os artistas não dá sinais de diminuir de popularidade tão cedo. À excepção de algumas ligeiras alterações, o modelo de inspiração é sempre basicamente o mesmo: SellABand. Pudera! Se os responsáveis pela empresa sediada em Amesterdão receberam um investimento de cinco milhões de dólares em Abril... Em Fevereiro abordei aqui quatro desses sites direccionados para o mercado francófono: MyMajorCompany, Spidart, NoMajorMusik e ProduceMyLive.
Através do Musique 2.0 do Borey Sok fiquei a conhecer mais um: AKAmusic. Até há pouco tempo conhecido por Yakamusic, este site foi criado em Março deste ano pelos irmãos belgas Jean-Marc e Greg Goemare, que foram também os fundadores do Scoopeo, uma plataforma de crowdsourcing de notícias semelhante ao Digg em que são os membros da comunidade que decidem quais as estórias que aparecem na primeira página, consoante o número de votos recebidos.
O site oferece dois modelos de financiamento à escolha: um em que os artistas se propõem a recolher 15 mil euros em doações para gravar um single e outro em que o objectivo consiste em recolher 50 mil euros para gravar um álbum. Por seu lado, os fãs podem adquirir uma "parte" por cinco euros no caso do single ou de 10 euros no caso do álbum. Depois de alcançada a meta fixada por um artista, o disco é comercializado em formato digital a partir do site, bem como de outras lojas online como a do iTunes. Em troca, os investidores recebem um CD de edição limitada de ...
200 mil artistas já cantam no ReverbNationPublicado 11 Jul 08
Para além do MySpace e da Last.fm, existe outro site tão ou mais importante para os artistas que querem fazer chegar a sua música ao maior número de pessoas através da Internet: o ReverbNation. Esta plataforma online de música é uma das poucas que partilha metade (50%) das receitas geradas pela publicidade com os artistas que abrirem uma página por lá e fizerem o upload das suas músicas. Isso é bastante mais do que os 10 a 30 por cento que a Last.fm está disposta a dar aos artistas sem contrato participantes no seu Artist Royalty Program.
E pelos vistos, parece que as bandas estão a aderir a esse modelo de música equitativa pois o ReverbNation acaba de anunciar que ultrapassou a fasquia dos 200 mil artistas inscritos no início desta semana. Contudo, o que demonstra mais o sucesso do projecto é que deste 200 mil, 100 mil inscreveram-se nos últimos seis meses. Neste momento, o site conta com 700 mil músicas disponíveis para audição via streaming ou download. Por outro lado, mais de seis mil editoras e empresários também já criaram as suas páginas pessoais no ReverbNation, assim como 2500 salas de espectáculos.

Para além da divisão equitativa das receitas, penso que outro ingrediente para o sucesso do ReverbNation consiste na série de ferramentas de marketing viral como widgets que permitem disseminar os conteúdos das bandas por essa Internet fora com a vantagem de permitir o controlo centralizado desses pedaços de código. Aliás, o poder de distribuição viral dos widgets do ReverbNation ficou bem demonstrado quando no âmbito da campanha de pré-lançamento do seu novo álbum, os metaleiros Judas Priest conseguiram fazer com que o ...
Last.fm começa a pagar royalties aos artistas sem contrato mas as indies estão chateadasPublicado 10 Jul 08

Quase seis meses depois da Last.fm ter anunciado o programa Artist Royalty Program de modo a permitir que os músicos sem contrato recebessem uma percentagem das receitas geradas pela publicidade exibida ao lado do leitor de música do site, a subsidiária da CBS anunciou ontem que o programa entrou em funcionamento a 1 de Julho pelo que muito em breve os músicos e bandas que fizerem upload das suas músicas vão começar a receber royalties relativos aos direitos conexos sobre gravações de música.
Segundo o Eliot Van Buskirk do Listening Post, de Janeiro até agora o número de faixas disponibilizadas através do Artist Royalty Program foi superior a 450 mil. A única condição para os artistas e bandas receberem dinheiro é que eles não estejam inscritos em qualquer sociedade colectiva dedicada à cobrança de direitos conexos - relativos ao discos ou outro tipo de gravações de música.
Nos Estados Unidos, existe uma entidade oficial chamada SoundExchange - criada pela RIAA e representando os interesses das grandes editoras - que se encarrega de recolher o dinheiro dos royalties relativo aos serviços de streaming de música e rádio online. Em Portugal, apesar de não existir nenhuma entidade específica para a música online, a GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) é a entidade responsável pela cobrança de direitos conexos através do seu serviço Passmúsica.
Deste modo, para os intérpretes o Artist Royalty Program (ARP) da Last.fm é extremamente útil na medida em que deixa de haver menos um intermediário, como explica o Peter Kirn no Create Digital Music. Os direitos conexos passam a ser pagos directamente pela Last.fm. No entanto, se o artista for também o compositor ...






