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Archives - Posts tagged as 'software livre'

Vuze enterra Azureus e lança nova versão com funcionalidades sociaisPublicado 17 Jun 08

Azureus dá lugar a Vuze

O Azureus foi em tempos o software-cliente de BitTorrent mais popular do mundo. Entretanto, a concorrência começou a apertar com o surgimento do uTorrent, preferido pela comunidade de P2P por ser alegadamente mais rápido, leve, simples e fácil de usar. Os dados mais recentes indicam que a aplicação da BitTorrrent.com é actualmente a que possui um maior número de instalações nos PCs de todo o mundo.

Para se diferenciar do seu principal concorrente e evitar ser alvo de perseguições legais, em Dezembro de 2006 a Azureus lançou o Zudeo, uma plataforma de distribuição de vídeos que para além de apresentar um interface mais ao estilo "Web 2.0" - com comentários, etiquetas, etc - também permitia que qualquer utilizador ou cineasta independente publicasse em poucos minutos o seu próprio vídeo via BitTorrent.

Mais recentemente, a Azureus adoptou a designação oficial de Vuze e conseguiu recolher qualquer coisa como 34 milhões de dólares em capital de risco. Com a nova versão 3.1 do programa de P2P ontem lançada, a empresa dá assim por completo o seu processo de transformação em Vuze. Isto porque de acordo com o que o director executivo da Vuze Gilles BianRosa afirmou ao Torrent Freak, a companhia vai deixar de disponibilizar um cliente Azureus em separado, isto e, sem incluir todas as funcionalidades da plataforma de distribuição de conteúdos.

Novo Interface do Vuze, ex-Azureus

Apesar de tudo, quem quiser aceder ao interface clássico e básico do Azureus pode fazê-lo clicando em "Ferramentas" e de seguida em "Configuração". Outra alternativa é clicar em "Ver", depois em "Advanced" e por fim em "Os meus torrents". ...

Download grátis do livro O Dilema do PirataPublicado 9 Jun 08

Pirateia este livro

Matt Mason não se limitou a escrever um livro sobre o modo como a partilha de ficheiros e o software livre estão a transformar a estrutura económica das sociedades mais avançadas. À boa maneira pirata, ele acaba de disponibilizar o download grátis do seu livro The Pirate's Dilemma: How Youth Culture is Reinventing Capitalism ( "O Dilema do Pirata: Como a Cultura Jovem está a Reinventar o Capitalismo") no seu site.

Seguindo o modelo dos Radiohead, o leitor é que decide quanto é que quer pagar pelo livro, tendo apenas que indicar o seu endereço de correio electrónico. A primeira vez que fiz uma referência ao The Pirate's Dilemma foi em Janeiro passado, a propósito da tradução de um artigo de apresentação do livro.

O currículo de Mason é por si só uma prova de que estamos perante uma das pessoas mais indicadas para escrever sobre o tema da "pirataria" e da guerra pela propriedade intelectual. Manson começou como operador de uma rádio pirata e DJ de clubes da cena nocturna de Londres e mais tarde tornou-se jornalista de música.

No livro, ele explica de uma forma acessível ao cidadão comum quais as implicações que a cultura e o software livre e o livre acesso a um vasto manancial de informação via online estão a gerar no dia-a-dia das sociedades um pouco por todo o mundo.

Segundo o autor, da mesma forma que o Hip-Hop se tornou um fenómeno global nos anos 80 graças ao movimento imparável da partilha de mixtapes e samples entre DJs e produtores iniciado em Nova Iorque na década anterior, também a disponibilização de software e documentação de apoio segundo um modelo livre e grátis por parte dos hackers do software livre aliada à partilha de música e outros conteúdos multimédia ...

Littleshoot - um Youtube P2P para todos os ficheirosPublicado 6 Jun 08

Apesar do fracasso do AllPeers, a extensão para o Firefox que permitia que grupos de amigos partilhassem ficheiros entre si através da Web, há quem continue a tentar implementar sistemas de P2P baseados na Web que todos possam realmente usar.

O Littleshoot é um desses projectos. Depois de quatro anos a trabalhar como programador para a LimeWireAdam Fisk dedicou-se a desenvolver uma tecnologia de P2P que funcionasse como uma espécie de Youtube para todos os ficheiros, de modo a possibilitar a massificação do peer-to-peer.

Tudo se passa a partir de uma página da Web acedida através de um vulgar navegador que permite pesquisar e descarregar e fazer automaticamente streaming de conteúdos multimédia disponibilizados pelos outros utilizadores. De momento, o Littleshoot encontra-se em modo beta privado, mas pelo interface actual e as imagens disponibilizadas no site já podemos constatar que Fisk concede uma grande importância à usabilidade, isto é, à facilidade de utilização.

Este é realmente um dos aspectos descurados até agora pelos restantes sistemas de partilha de ficheiros baseados na Web. Ninguém irá utilizar um serviço se ele não for bastante intuitivo. É isso aliás que permite atrair mais utilizadores. Para disponibilizar um ficheiro, basta clicar na ligação para a funcionalidade "Publish", clicar no botão "Browse", seleccionar um ficheiro e acrescentar etiquetas. Tal e qual como no YouTube ou no Flickr, com a vantagem de não haverem quaisquer limites em relação ao tamanho ou resolução do ficheiro.

O grande inconveniente do Littleshoot é que é necessário instalar um programa para gerir as transferências de ficheiros que fica a correr no nosso computador sem sequer nos darmos conta disso - a partir daí, tudo é feito directamente através da Web. Segundo Fisk, o seu sistema "combina a eficiência do BitTorrent com a simplicidade do ...

Creative Commons coloca ccMixter à vendaPublicado 31 Mai 08

ccMixter

Uma mensagem publicada em Novembro passado por Lawrence Lessig, o co-fundador da Creative Commons (CC) já indicava que a associação norte-americana responsável pelas licenças com o mesmo nome desejava vender o ccMixter. Esta semana, foi anunciado no blog da CC que todas as entidades interessadas em tomar conta do site de remisturas poderão apresentar as suas propostas até ao dia 29 de Junho através do endereço de email ccmixter-rfp@creativecommons.org. O regulamento do concurso pode ser lido aqui.

O ccMixter foi criado em 2004 e funciona como uma comunidade online sem fins lucrativos onde produtores, DJs e artistas colaboram entre si na produção de remisturas e mashups. O site tem mantido até hoje o mesmo espírito não comercial do início e faz questão de não aceitar qualquer tipo de publicidade

Aliás, esses são dois dos requisitos referidos no Anexo B do regulamento do concurso que os futuros proprietários do ccMixter terão que cumprir. No regulamento também se indica que o software - incluindo o código-fonte do site, publicado segundo a General Public License que também é utilizada no sistema operativo Linux - e as obras criativas resultantes da colaboração entre os membros da comunidade deverão continuar a ser livres.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a teru06.

Limewire pretende partilhar receitas publicitárias com editorasPublicado 14 Mai 08

Já se sabia que a Limewire estava a trabalhar num sistema de publicidade contextual para o seu programa de P2P desde há algum tempo, mas na semana passada o director executivo da empresa George Searle anunciou durante a conferência P2P Media Summit de Los Angeles que a funcionalidade deverá ser finalmente integrada no cliente dentro de um mês. A boa notícia é que a companhia tenciona partilhar 40 por cento das receitas geradas através dos anúncios com as editoras discográficas e outros detentores de direitos, como explica o Janko Roettgers no P2P Blog.

Quando comparado com os principais motores de pesquisa do mundo, o Limewire apresenta-se logo atrás do Google e do Yahoo. São mais de cinco mil milhões de pedidos de pesquisa realizados em cada mês por cerca de 80 milhões de utilizadores. O problema é que até agora a empresa não tem conseguido monetizar toda esta incessante actividade.

Para resolver o problema bicudo da sustentabilidade financeira da Limewire com a introdução de anúncios por cima dos resultados de busca. inicialmente, deverão consistir apenas em publicidade à loja de música do Limewire - ainda não disponível fora dos EUA - mas o objectivo é convencer os anunciantes a publicitarem os seus produtos naquele espaço.

O sistema de publicidade ficará a cargo da empresa Fanmedia que irá vender anúncios no formato CPC (pagamento por cada clique) com base em palavras-chave - o mesmo que o AdWords do Google. Das receitas geradas por cada clique, 20 por cento irão para a Fanmedia, 40 por cento para o Limewire e os restantes 40 por cento para os detentores de direitos associados aos termos pesquisados.

Bastante complicado vai ser convencer as editoras a aderirem a este plano. À partida, as majors estão fora ...

Shareaza anuncia nova versão e contra-ataca impostoresPublicado 13 Mai 08

Shareaza

Embora o Shareaza nunca tenha sido muito popular junto dos utilizadores portugueses ou brasileiros, penso que foi uma das maiores aplicações de partilha de ficheiros jamais desenvolvidas para o Windows - com a vantagem de estar disponível segundo uma licença de software livre GPL.

O Shareaza começou por ser uma aplicação apenas compatível com a rede Gnutella. Com o tempo, o seu programador Micheal Stokes acrescentou o suporte para a rede eDonkey e introduziu o Gnutella2 uma versão modificada do protocolo Gnutella. Essa apropriação do nome fez com que muitos elementos da comunidade de P2P se tenham afastado do projecto. Mais recentemente, foi também implementado o suporte para BitTorrent.

No sábado, a equipa actual de programadores do Shareaza aproveitou para divulgar através do TorrentFreak que começou a trabalhar numa nova versão do seu cliente de P2P que irá integrar uma nova implementação do protocolo de BitTorrent. Em lugar do seu próprio código (que, como nota o Janko Roettgers no P2P Blog, nunca funcionou lá muito bem - o que fez com que a aplicação fosse banida por vários trackers privados), o Shareaza 3.0 irá recorrer às bibliotecas libtorrent. Para além disso, a infra-estrutura de desenvolvimento passará a ser a QT 4.

Quanto à apropriação do nome de domínio e marca registada Shareaza.com ocorrida no final do ano passado, a equipa do Shareaza divulgou que pretende avançar para os tribunais contra a Discordia Ltd., uma empresa detida pela Music Lab  - a mesma firma por detrás do cliente e serviço de subscrição iMesh/BearShare - lançado com o beneplácito da RIAA. Quem for neste momento a Shareaza.com poderá pressupor que a aplicação disponibilizada se trata do verdadeiro Shareaza mas na verdade não passa de um "disfarce" do iMesh.

Para fazer face ao pedido de concessão ...

Freenet vira DarknetPublicado 11 Mai 08

Freenet

Apesar de pouca gente a conhecer, a Freenet é uma das redes de partilha de ficheiros mais antigas que funciona como uma espécie de disco rígido virtual e descentralizado que permite todos possam publicar todo o tipo de conteúdos a partir de qualquer local do mundo, na medida em que foi concebida para fazer face a todas as formas de censura online. Na prática, funciona como um servidor proxy que impossibilita que governos ditatoriais ou patrões metediços identifiquem os activistas e funcionários que querem disponibilizar ou ter acesso a informação confidencial ou sensível.

A primeira versão surgiu em 2000 a partir de uma ideia de Ian Clarke e desde então tem estado em pernanente desenvolvimento. O projecto é totalmente open-source, o que quer dizer que qualquer um pode ter acesso ao seu código-fonte e corrigir bugs ou acrescentar melhorias.

Há poucos dias, foi lançada a versão 0.7 que resulta de um processo de desenvolvimento realizado ao longo dos últimos três anos. A última versão pública da aplicação, a 0.5, foi lançada em 2005. Por essa altura, os programadores por detrás do projecto aperceberam-se de que alguns dos utilizadores do Freenet em países que restringem a liberdade de expressão dos seus cidadãos (China) necessitam não só de ocultar das autoridades os conteúdos que disponibilziam na rede mas também que estão a usar aquela aplicação.

Daí que tenham optado por reescrever a aplicação de modo a incorporar a possibilidade da dede se comportar como uma darknet onde o utilizador pode limitar o acesso a um grupo de "amigos" em quem confiam. A nova versão promete também melhorias a nível da eficiência, usabilidade e segurança. Uma vez que o software é baseado em Java, ele é compatível com WIndows, Linux e Mac.

Magnatune e Amarok: a música livre também dá dinheiroPublicado 30 Abr 08

O Amarok é, na minha modesta opinião, o melhor leitor de música para um computador pessoal - melhor ainda que o iTunes da Apple. No entanto, grande parte dos fãs de música continuam a desconhecê-lo. Em grande parte, devido ao facto de ter sido desenvolvido para Linux. É verdade que já existe uma versão para Windows (com um tamanho de 200 MB!!), mas neste momento o projecto ainda se encontra numa fase alfa.

No Verão passado, referi aqui que a Magnatune, uma editora online de música livre mas com fins comerciais que publica álbuns segundo licenças Creative Commons e divide a meias com os artistas as receitas das vendas, tinha contratado um programador do Amarok, Nikolaj Hald Nielsen, para optimizar a integração da loja online da Magnatunes com a próxima versão 2.0 do Amarok que, se tudo correr bem, já será totalmente compatível com Windows e Mac.

A colaboração entre a Magnatune e o Amarok teve início há ano e meio, quando o leitor de música de código-fonte aberto passou a integrar o catálogo da editora online, permitindo ouvir integralmente as músicas com uma qualidade razoável (MP3 de 128 Kbps) e comprar versões de maior qualidade (MP3, FLAC, Ogg Vorbis ou WAV) directamente a partir do programa. Nos termos do acordo, John Buckman, o fundador da Magnatune, comprometeu-se a doar 10 por cento de todas as vendas realizadas a partir do Amarok para o projecto.

Através do blog da Creative Commons, fiquei a saber que Buckman anunciou recentemente que o Amarok já gerou 11.557 dólares (7432 euros) de vendas para a Magnatune. 10 por cento desse montante - isto é, 1155,70 dólares (743,21 euros) foram já doados pelo empresário ...

Faça-Você-Mesmo um meta-motor de busca de torrentsPublicado 26 Abr 08

É engraçado como a Web e a Internet evoluem por vias tortuosas. Os responsáveis pelo meta-motor de pesquisa de torrents YouTorrent podem ter dado um grande tiro no pé quando decidiram remover os links para sites que facilitam o acesso a conteúdos ilegais da sua lista de resultados.

O que eles provavelmente não esperavam era que alguém se lembrasse de criar um clone do YouTorrent, o YouTorrent3, que exibe exactamente o mesmo design e as mesmas funcionalidades do original com a diferença de incluir todos os indexadores de torrents do YouTorrent original e disponibilizar o seu código-fonte.

É certo que já existem outros clones do YouTorrent como o PizzaTorrent e o NowTorrents que conseguiram obter parte da popularidade que esse meta-motor de pesquisa de torrents conquistou (e desperdiçou) num tão curto espaço de tempo desde o seu lançamento no início de Janeiro, mas graças ao código do YouTorrent3 (disponibilizado segundo uma licença Creative Commons BY-SA 2.5) qualquer pessoa poderá criar o seu próprio clone do YouTorrent.

Segundo o que o programador do YouTorrent3 Aleksander afirmou ao Torrent Freak, parece ser mesmo possível criar um meta-motor de pesquisa de torrents, bastando para tal fazer o upload dos ficheiros num servidor Web. Uma vez que de momento apenas o frontend se encontra disponível para download, os interessados não terão que instalar uma base de dados. Dentro de algumas semanas será tornado público um backend que irá permitir a introdução de mais funcionalidades, consoante o gosto de cada um.

É caso para dizer que vem aí uma onda de multiplicação de meta-motores de busca de torrents. Agora, o que gostaria mesmo de ver era que alguém conseguisse desenvolver um software de código-fonte aberto que tornasse a construção de trackers em algo tão fácil ...

OLPC disponibiliza 8,5 GB de samples segundo licença CC-BYPublicado 28 Mar 08

Uma no cravo, outra na ferradura. Na semana passada, Nicholas Negroponte, o presidente do projecto OLPC (Um Laptop Para Todos) referiu à Business Week que a iniciativa deveria seria gerida mais à semelhança da Microsoft. Isto gerou uma polémica tremenda na blogosfera. Esta semana, o OLPC anunciou a disponibilização de uma biblioteca áudio de 8,5 GB repleta de samples, sons e ferramentas de software de produção musical - tudo publicado nos termos de uma licença Creative Commons CC-BY 3.0.

Cerca de 50 artistas contribuíram com efeitos sonoros, batidas, loops, grooves, vozes e intrumentos. O pacote destina-se principalmente aos utilizadores do computador XO - e, em particular, às crianças -, mas toda a gente pode utilizar livremente os sons em remisturas ou músicas de autoria própria desde que a autoria seja devidamente atribuída.

Devido ao facto de ter sofrido uma enchente de visitantes vindos do BoingBoing e do blog da Creative Commons, o site esteve momentaneamente em baixo. Entretanto e como os servidores do projecto não aguentavam com a carga, foi feito o upload de um ficheiro torrent de 4,33 GB no Mininova que contem 80 por cento de todos os ficheiros na versão com um sample rate mais elevado, 44,1 kHz. Em alternativa, podem sempre descarregar os ficheiros ZIP dos samples dos artistas individuais no Archive.org.

Note-se no entanto que os samples e sons que o OLPC disponibilizou resultam de doações do Conservatório de música de Berklee, antigos alunos do Berklee, a editora e estúdio de gravação Open Path Music Group e as empresas M-Audio e Digidesign. No que se refere ao software, de realçar também a integração ...