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Archives - Posts tagged as 'televisão'

Sky planeia serviço de subscrição mensal de downloads de MP3Publicado 22 Jul 08

Se a aposta da Universal Music Group no negócio das assinaturas de música já não é de agora - basta lembrar o Neuf Music lançado na França em parceria com o ISP Neuf Cegetel ou o Comes With Music da Nokia -, até hoje a maior editora discográfica do mundo apenas tinha estabelecido acordos de licenciamento do seu catálogo para serviços de subscrição que utilizam DRM para impedir que os utilizadores possam fazer o que quiserem com as músicas.

Mas com a parceria agora anunciada (via Last100) com a operadora britânica de televisão por satélite Sky a major aventura-se pela primeira vez nas águas "desprotegidas" da venda de MP3 por subscrição. No âmbito do novo serviço, as duas empresas irão criar uma joint-venture autónoma. Em troca da disponibilização do seu catálogo, a Universal tem direito a uma participação minoritária, ao passo que a subsidiária da News Corp. de Rupert Murdoch fica com a maioria das acções. A nova empresa estará aberta à participação de outras editoras.

Apesar dos pormenores serem escassos, o modelo de negócio do serviço combina o acesso a um número ilimitado de músicas via streaming - grande coisa... - com vários pacotes que darão direito a descarregar um número limitado de faixas. Preços, tarifários, nome do serviço e tudo o resto só deverão ser anunciados numa data mais próxima do lançamento do novo serviço que deverá ser disponibilizado no Reino Unido e na Irlanda por altura do final do ano. Sendo o formato escolhido o tradicional MP3, é claro que será possível transferir os ficheiros para iPods e todos os leitores portáteis de música.

Dito isto, é ainda muito cedo para concluir se este serviço traz algo de realmente novo. Na volta, pode ser apenas uma combinação básica ...

Ouvir música através da televisão é o que está a darPublicado 14 Jul 08

No que toca aos suportes empregues pelos utilizadores para ouvir música convém não descurar a importância da televisão, ainda para mais se tivermos em conta que os grandes responsáveis pelos maiores sucessos de vendas em Portugal nos últimos anos foram as novelas e as séries de televisão para adolescentes como os Morangos com Açucar da TVI ou a Floribela da SIC. 

Mas na América do Norte, o fenómeno do consumo de música através da caixa preta está a sofrer alterações significativas, à medida que os televisores passam a ser digitais e a incorporar uma panóplia de serviços multimédia e interactivos, entre os quais os place-shifting services como o Orb e o Sling Media, que permitem fazer streaming dos conteúdos que gravámos da televisão para outros dispositivos remotos - computadores, telemóveis, consolas de videojogos, etc. - e vice-versa através da Internet. Outra possibilidade é o serviço de time-shifting Tivo.

Uma pesquisa recente da consultora e empresa de estudos de mercado Parks Associates revela que a percentagem de lares nos Estados Unidos e Canádá que possuem ligações à Internet de banda larga onde os consumidores costumam usar a televisão para ouvir música corresponde quase exactamente à mesma percentagem de lares onde os consumidores utilizam um leitor portátil de MP3 para escutar música: cerca de um terço. Contudo, a plataforma preferida continua a ser mesmo o computador pessoal. Na quarta posição vêm os telemóveis, seguidos das consolas de videojogos e das consolas portáteis. De acordo com John Barrett, director de investigação da Parks Associates:

Os iPods são sexys mas nem toda a gente tem um. As TVs, por seu lado, ...

Regulador das telecomunicações britânicas quer pôr P2P na ordemPublicado 9 Jul 08

Água engarrafada Ofcom

Não é costume as entidades reguladoras do sector das telecomunicações de um dos Estados-membros da União Europeia intervirem no debate sobre a partilha de ficheiros e a neutralidade da rede mas a britânica Ofcom acaba de quebrar esta regra. Tal como a portuguesa Anacom, o Office of Communications é uma entidade que conjuga as funções de regulação das telecomunicações com as de regulador do mercado de audiovisuais, de acordo com o Office of Communications Act que a estabeleceu em 2002 e que lhe atribui ainda a competência de assegurar a promoção da concorrência de ambos os sectores.

Nesse sentido, a Ofcom tem como missão conciliar os interesses dos operadores com os das estações e produtoras de televisão. Ora muitas dessas empresas produzem séries de televisão bastante populares entre os partilhadores de todo o mundo como a The Office da BBC ou The IT Crowd do Channel 4.

Não estranha por isso que durante a conferência Intellect 2008 que se realizou a 3 de Julho, o director da Ofcom Ed Richards tenha proferido um discurso onde deixou implícito um ultimato a ISPs e detentores dos direitos dos conteúdos partilhados nas redes P2P: ou ambas as partes chegam a um acordo comercial ou voluntário para combater a partilha de ficheiros ou então será necessário implementar mecanismos de filtragem de conteúdos e de redução da velocidade de largura de banda reservada para os protocolos Peer-to-Peer.

Por acordos comerciais ou voluntários, Richards quererá provavelmente referir-se ao lançamento de ofertas de serviços legais de subscrição semelhantes aos que se encontram actualmente a ser negociados para que os partilhadores possam descarregar os conteúdos que desejam - muito provavelmente acorrentados a DRM... Caso isso não seja possível, acaba-se com o princípio da neutralidade da rede ...

Tribunal francês volta a absolver partilhadorPublicado 3 Jul 08

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Há tempos dei aqui conta de uma decisão de 22 de Maio do tribunal de recurso de Rennes que anulava uma sentença anterior de um tribunal de primeira instância que condenou um utilizador de redes de partilha de ficheiros ao pagamento de mil euros de multa e de 2590 euros de indemnização por ter partilhado cerca de três mil músicas no formato MP3 através do Limewire. A condenação resultara de uma queixa instaurada em 2005 pela SACEM, uma sociedade de cobrança de direitos de autor em nome dos artistas, compositores e editores de música.

Segundo o tribunal, o processo utilizado pelos investigadores contratados pela SACEM para demonstrar que esse internauta tinha de facto violado os direitos de autor atentou contra os seus direitos e garantias das liberdades individuais previstas pela lei na medida em que a recolha dos dados pessoais não tinha sido autorizada pela CNIL, a Comissão Nacional de Informática e das Liberdades.

Um mês depois, o mesmo tribunal de recurso de Rennes voltou a deitar um balde de água fria para cima dos detentores de direitos franceses com uma decisão datada de 23 de Junho em que absolve outro partilhador que tinha sido acusado de partilhar cerca de 23 mil ficheiros de música e de ter na sua posse DVDs e CDs contendo ficheiros DIVX e MP3 de vídeos e músicas que não lhe pertenciam. A queixa foi instaurada no mesmo ano de 2005 mas desta feita pela SCPP, a associação representante das editoras discográficas independentes francesas.

Para além de sticks USB, DVDs e CDs foram-lhe também apreendidos quatro discos externos. Este segundo partilhador tinha sido condenado a três meses de prisão a 8 de Março de 2007 mas de ...

Livro “Dilema do Pirata” vira série de televisãoPublicado 30 Jun 08

The Pirate's Dilemma

Ora aqui está mais uma excelente oportunidade para vos falar sobre The Pirate's Dilemma ("O Dilema do Pirata"), esse excelente livro de Matt Mason que desmistifica vários dos principais mal-entendidos e estereótipos propagados pelos meios de comunicação social a respeito da pirataria e da partilha de ficheiros.

Depois de ter disponibilizado o download grátis da sua obra por considerar que isso apenas iria contribuir para aumentar ainda mais as vendas da edição física em papel, Mason anunciou recentemente que pretende adaptar o livro a um programa de televisão dividido em 13 episódios.

O programa será produzido em conjunto com Mason e Jesse Alexander, produtor executivo das famosíssimas séries de televisão Heroes e Lost, bem como de Mark Kotlinski e John Carluccio da Current TV - uma cadeia de televisão online pertencente a Al Gore.

O video de apresentação está aqui. Em apenas cinco minutos, ficamos a perceber de que modo é que a história dos Estados Unidos - aquela que continua a ser a nação mais rica do mundo - se encontra inextricavelmente ligada à pirataria. No vídeo, Mason alerta-nos também para a necessidade das empresas, políticos e juizes se adaptarem à pirataria em vez de continuarem a resistir a ela, uma vez que esta poderá muito bem ser o modelo de negócio do século XXI.

Tanto mais porque as suas consequências a longo prazo podem ser bastante positivas. Não só no que diz respeito às indústrias onde os seus efeitos são mais visíveis (música, cinema, software, videojogos), mas também a outras áreas como a indústria farmacêutica, moda, etc. Muito mais do que ladrões, os piratas devem ser encarados como inovadores e pioneiros. A única grande falha que eu tenho a apontar no discurso de Matt Mason é que ...

MTV insulta a sua audiência com anúncio antipiratariaPublicado 18 Mai 08

"Não passas de um ladrão vulgar se ouves música descarregada ilegalmente." Não sei o que é que passou pela cabeça de Tomas Ramanauskas, o director criativo da MTV para os países bálticos, quando teve a infeliz ideia de criar um anúncio publicitário como este. Mas também, o que é que se poderia esperar de um senhor que "nunca confia em coisas grátis ou com desconto"?

Na verdade, este anúncio apenas contribui ainda mais para minar a credibilidade desta estação de televisão que costumava passar videoclips de música mas que desde há alguns anos a esta parte passou a transmitir quase exclusivamente reality-shows com vedetas rock milionárias que vivem à custa dos direitos de autor sobre discos lançados há mais de uma década.

Talvez este cartaz não seja outra coisa senão a declaração definitiva do fracasso de um órgão de comunicação social que está tão desesperado que apenas consegue chamar atenção para si insultando e denegrindo boa parte da sua audiência. Para cúmulo, o trabalho gráfico final é bastante tosco.

MPAA também quer sacar dinheiro ao Pirate BayPublicado 9 Mai 08

Como se já não bastassem os 110 milhões de dólares em indemnizações que uma juiza obrigou os proprietários do TorrentSpy a pagarem-lhe, a MPAA, a Associação da Indústria Cinematográfica Norte-americana, acaba de exigir que os administradores do Pirate Bay lhe paguem 93 milhões de coroas suecas (10 milhões de euros) pelos prejuízos provocados pela violação de direitos de autor, de acordo com a IDG.no (via TorrentFreak).

As infracções dizem respeito a quatro fimes (A Pantera Cor-de-Rosa, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Syriana e Walk The Line), bem como a 13 episódios da primeira época da série de televisão Prison Break. A MPAA está a exigir entre 222 a 261 coroas suecas (entre 24 a 28 euros) por cada filme descarregado a partir de torrents alojados no Pirate Bay e 416 coroas (quase 45 euros) por cada episódio da popular série televisiva.

Segundo a MAQS, a firma de advogados que representa a MPAA, refere na queixa, dos quatro filmes indicados, o mais popular foi o A Pantera Cor-de-Rosa, com quase 50 mil descarregamentos registados, sendo o menos popular Syriana, que apenas foi descarregado cerca de 3700 vezes.

Mas será que como estes números fazem parecer querer, cada download equIvale a uma venda perdida? Sabe-se lá! Aliás, a verdade é que nem a própria MPAA o sabe. Parece que nos dias de hoje vale praticamente tudo o que sirva para a indústria de entretenimento transformar os outros nos bodes expiatórios dos seus problema. Citando a resposta de Monique Wadsted, advogada da MAQS: "Nós não temos a certeza disso, mas a lei de direitos de autor não leva isso em linha de conta. Apenas refere que quem descarregou algo ilegalmente deve de qualquer das formas pagar, ...

Congestionamento da Rede: a culpa já não é do P2PPublicado 24 Abr 08

O P2P é frequentemente acusado de ser o protocolo de rede que devora grande parte da largura de banda dos fornecedores de acesso à Internet comerciais. Essa foi aliás a justificação dada pela norte-americana Comcast quando se descobriu que este ISP estava a recorrer a técnicas de traffic shaping para limitar a quantidade de largura de banda disponível para os utilizadores de protocolos de redes de partilha de ficheiros como o BitTorrent.

E no entanto os dados fornecidos pelas empresas que comercializam soluções de administração de tráfego de rede aos fornecedores de acesso à Internet têm sido bastante contraditórios quanto a esse aspecto, com umas a dizerem que o tráfego de HTTP relativo a serviços de streaming de vídeo como o YouTube já ultrapassou o de P2P e outras que chegam a conclusões completamente opostas. De toda esta confusão, a única conclusão a que se pode chegar é que é melhor encarar esses "estudos" com algum cepticismo, dado que se tratam de companhias que desenvolvem tecnologias e produtos para os ISPs.

Através do warsystems tive acesso a um artigo do Om Malik no seu GigaOM em que podemos ler alguns números interessantes adiantados por Danny McPherson, director de sistemas de informação da Arbor Networks que vêm ainda mais baralhar as coisas. Segundo McPherson:

  • 20 por cento do tráfego refere-se a aplicações de P2P
  • Durante as horas de pico de tráfego, 70 por cento dos subscritores usam HTTP ao passo que 20 por cento usam P2P.
  • O HTTP ocupa a grande maioria do tráfego total, do qual 45 por cento consiste em conteúdo Web tradicional que inclui texto e imagens. O streaming de conteúdos áudio e vídeo de serviços como o YouTube representam cerca de 50 por cento do tráfego de HTTP.
  • 10 por cento ...

SwarmTeams: os fãs são o enxamePublicado 17 Abr 08

SwarmTeams - Transformando Audiências em Comunidades

Já estive para escrever anteriormente sobre a Swarmteams, uma empresa sediada em Belfast, na Irlanda do Norte, que desenvolveu uma ferramenta de messaging online e móvel que funciona via SMS, email ou instant messaging e que permite estabelecer uma comunicação directa, imediata e permanente entre bandas/artistas e os seus fãs.

Na altura, fiquei impressionado com as potencialidades da aplicação, nomeadamente no campo da música enquanto ferramenta de constituição de comunidades e de passa-a-palavra sobre novas datas de concertos, lançamentos exclusivos, ofertas e comercialização de merchandising. Mas isso foi antes de ter começado a utilizar o Twitter.

A verdade é que as semelhanças entre as duas plataformas são muitas. Ambas funcionam online e via telemóvel. Ambas facilitam a criação instantânea de canais de comunicação de muitos-para-muitos. Mas existem certos aspectos no modelo de funcionamento da tecnologia da Swarmteams que me seduzem particularmente, em especial a capacidade de através da formação inicial de uma comunidade delegar a um grupo selecto de fãs - designados de alpha fans - a tarefa de mobilizar os outros fãs e se possível levá-los a criar novas subcomunidades. Esses outros fãs podem por sua vez criar subsubcomunidades e assim sucessivamente.

Enxame de abelhas

Se entendermos como Bob Lefsetz que a música é uma forma de religião, poderíamos mesmo dizer que o Swarmteams permite criar uma rede escalável de "dioceses" e "paróquias". É claro que neste caso o modelo de arquitectura é totalmente bidireccional e aberto, o que como todos sabemos não acontece com a Igreja Católica.

Outra vantagem do Swarmteams é que ele pode ser utilizado como canal de vendas de bilhetes de concertos, discos, camisolas, bonés, etc. Como se isso não bastasse, a ...

Remixtures na SIC MulherPublicado 14 Abr 08

SIC MuilherSe tiverem um tempinho livre ao final da tarde de hoje, dia 14, aconselho que assistam ao programa Mundo das Mulheres apresentado por Adelaide de Sousa, a ser transmitido a partir das 18h50 no canal por cabo SIC Mulher. A primeira parte da edição de hoje é subordinada ao tema "O Novo Mercado Discográfico" e um dos convidados serei eu, Miguel Caetano, e Luís Costa da Sony BMG.

Mundo das MulheresSegundo o produtor João Luz me explicou, trata-se de uma conversa com a duração de 25 minutos que visa "enquadrar as repentinas laterações que se dão naquele mercado; perceber as oportunidades que surgem, potencidas pela tecnologia web; identificar o impacto que as novas possibilidades de edição e promoção têm nas editoras baseadas no modelo de negócio tradicional; enfim, analisar o quadro legal que regula os direitos de autor, face à tecnologia de partilha de ficheiros online."

Não conheceço pessoalmente o outro convidado, mas tudo indica que será uma conversa interessante. No final da primeira parte, o convidado será Armando Teixeira que irá falar sobre o lançamento da colectânea "Resumo 2000/2008" dos Balla. Não percam, portanto.