Archives - Posts tagged as 'Web 2.0'
Muxtape offline. Para sempre?Publicado 19 Ago 08

Apesar de não ter sido um grande fã do Muxtape, reconheço que o serviço de upload e partilha de playlists de MP3 que podiam ser escutados via streaming por todos a partir de um endereço da Web tinha muitos apreciadores, em especial juntos dos fãs de música mais nostálgicos das velhas mixtapes dos anos 70 e 80 que sentiam que o Muxtape recuperava num ambiente virtual o velho ritual de trocas de cassetes entre amigos que nos ajudou a descobrir tanta música nova.
Mas o que era bom acabou-se. Mais uma vez por culpa da RIAA. Aliás, sempre que um serviço de Música 2.0 fecha as portas é rara a vez que a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana não esteja envolvida. Na segunda-feira à noite, poucos dias depois do director executivo da Pandora Tim Westergren ter avisado mais uma vez que o seu serviço de criação de estações de rádio personalizadas poderá vir a fechar caso o governo norte-americano não revogue as novas taxas de royalties impostas no ano passado, os responsáveis pelo Muxtape decidiram suspender temporariamente o serviço.
A única explicação oficial que encontramos para o fecho do serviço está disponível numa mensagem publicada na página inicial do site: "O Muxtape estará indisponível durante um breve período até que consigamos solucionar um problema com a RIAA." No blog do site, por seu lado, pode-se ler que até hoje nenhum artista ou editora se queixou do serviço e que o site não se encerrou definitivamente.

O Muxtape foi fundado no início de Abril por Justin Ouelette, ex-Vimeo, e conta com um financiamento de Jacob Lodwick, co-fundador deste serviço de partilha de vídeos e que também se encontra a desenvolver uma plataforma de música online. ...
David Byrne e Brian Eno espalham novo álbum pela Web com a ajuda da TopSpinPublicado 19 Ago 08
Depois de My Life in the Bush of Ghosts de 1981, foi preciso esperar 27 anos para que David Byrne - o ex-vocalista dos Talking Heads - e Brian Eno - membro da formação original dos lendários Roxy Music e compositor de música ambiental mas mais famoso pelo seu trabalho de produtor em álbuns de U2, David Bowie, Paul Simon e Coldplay - voltassem a colaborar num mesmo projecto.
O resultado desta colaboração chama-se Everything That Happens Will Happen Today e pode ser escutado tanto no site do novo disco como um pouco por todos os cantos da Web através de um widget que podem ver e ouvir aqui e que desenvolvido pela TopSpin, a empresa criada pelo ex-Yahoo! Music Ian Rogers e Peter Grotcher - um dos criadores do ProTools, o popular pacote de produção musical. A TopSpin ajuda músicos desconhecidos e famosos - como Trent Reznor e os seus Nine Inch Nails - a criarem novas formas de promoção junto dos fãs através de ferramentas de software e da Web.
Através deste widget cujo código pode ser copiado e colado em qualquer blog ou página de rede social, pode-se escutar via streaming do álbum completo e navegar por entre as 11 faixas que integram o disco. Esse widget também permite descarregar uma música grátis em formato MP3 do novo álbum intitulada "Strange Overtones" se estivermos dispostos a ceder o nosso endereço de email e código postal.
Mas ao contrário de The Slip dos Nine Inch Nails, as borlas acabam aqui. Para podermos descarregar a versão digital do disco em formato MP3 com bitrate de 320 kbps e um booklet digital de 17 páginas que inclui todas as letras das músicas temos ...
Pandora ameaça fechar definitivamente… outra vezPublicado 18 Ago 08
Volta não volta, lá surge outra vez de novo Tim Westergren, o fundador da Pandora a avisar que a empresa poderá ser obrigada a encerrar o seu serviço de rádio online caso as alterações aos royalities devidos pelas estações de rádio na Internet aos titulares de direitos introduzidas em Março de 2007 pelo Copyright Royalty Board dos Estados Unidos não sejam revogadas pelo governo norte-americano
Ao longo do último ano e meio, Westergren tem repetido esta mesma cassete numa série de entrevistas. Este fim de semana, voltou a repetir as mesmas afirmações numa entrevista ao Washington Post. Em abono da verdade, diga-se que a empresa que permite criar estações de rádio online personalizadas baseadas na indicação de artistas e músicas da nossa preferência tinha já sido obrigada a impedir o acesso ao seu site por todos os utilizadores residentes fora dos Estados Unidos e Reino Unido em Maio de 2007. Em Janeiro deste ano, foi a vez dos britânicos verem o seu acesso vedado à "caixa" de Pandora.
Mas agora, parece que as coisas estão mesmo complicadas para a Pandora: "Estamos-nos a aproximar de um ponto onde teremos que decidir se encerramos. Esta pode ser a última oportunidade para o webcasting," refere Tim Westergren que acrescenta que as taxas de licenciamento que a Pandora deverá ter que pagar este ano irão representar 70 por cento dos cerca de 25 milhões de dólares (17 milhões de euros) em receitas da empresa previstas para 2008.
As alterações introduzidas pelo Copyright Royalty Board ao valor dos royalties que as rádios online têm que pagar às editoras discográficas, artistas e publishers basearam-se em taxas propostas pela SoundExchange, uma sociedade de gestão colectiva de copyright ligada à RIAA. Graças a esta decisão, ...
Last.fm cresce nos EUA graças ao novo design mas não o suficientePublicado 17 Ago 08
Há exactamente um mês atrás, a Last.fm procedeu a uma renovação do seu interface gráfico. Na altura, os responsáveis pelo site afirmaram que se tratava de um design mais limpo e intuitivo que facilitava a descoberta e a partilha online de música. Mas o que é facto é que muitos utilizadores ficaram bastante desagradados com o novo look por considerarem que a equipa da Last.fm retirou várias funcionalidades bastante prezadas - nomeadamente a agenda personalizada e local de concertos - e por acharem que é menos intuitivo e mais difícil de usar.
Para terem uma ideia da dimensão do protesto, basta pensar que o grupo de discussão "Bring back the old Last.fm" (Tragam de volta a velha Last.fm) é composto por quase 14 mil membros. Este grupo pretende que a Last.fm restitua o interface anterior, senão totalmente pelo menos como opção.
Especulando um pouco a este respeito, poder-se-ia até dizer que ao tentar conquistar um nicho de mercado nos Estados Unidos através de um design claramente influenciado no do Facebook (que naquele país já é a maior rede social que é a segunda maior rede social dos Estados Unidos, com 49 milhões de visitantes únicos em Junho de 2008 segundo a comScore - apenas atrás do MySpace, ) e aproximar-se do gigante Imeem, a Last.fm arrisca-se a perder boa parte da sua principal base de utilizadores, que se situa na Europa.
Mas se o objectivo foi mesmo o de aumentar o tráfego originário dos Estados Unidos, então a remodelação gráfica foi um sucesso, como atestam os números do mais recente relatório do painel Media Metrix da comScore relativos a Julho citados num comunicado divulgado pela Last.fm esta semana que indicam que o site registou um aumento ...
Músico de blues consegue contrato discográfico através do Second LifePublicado 17 Ago 08

Recentemente, a companhia de artigos multimédia Reality Entertainment assinou um contrato discográfico com um desses músicos virtuais para a edição de CDs físicos e downloads digitais através da sua editora. De seu nome Von Johin, trata-se de um músico de blues natural de Nashville, no estado norte-americano do Tennessee, que costuma tocar todas as quartas-feiras a partir das 20 horas (fuso horário do Second Time - o que corresponde às quatro da madrugada de quinta-feira de Lisboa) no seu próprio clube nocturno no Second Life chamado Blue Note Club.
Foi aí que ele foi descoberto por dois responsáveis da Reality Entertainment que andavam há meses há procurar de artistas para integrarem o seu catálogo, como a empresa refere em comunicado. Os planos da editora passam por permitir que Johin continue a dar os seus concertos de borla no Second Life, bem como pela organização de actuações ao vivo no mundo real e pelo lançamento do álbum estreia do bluesman em versão digital através de lojas online como o iTunes, Amazon, Rhapsody.
Contudo, num artigo de Wagner Au do New World Notes que inclui uma entrevista com Von Johin ficamos a saber que o músico já não se interessa lá muito por tocar ao vivo em pessoa: "Isto é mais divertido. Nada de despesas com gasolina, nada de viagens, audiência ...
Wua.la: um serviço de partilha de ficheiros via P2P e “nuvem”Publicado 17 Ago 08

Já desde há muito tempo que só ouvia falar maravilhas do Wua.la, um serviço de armazenamento online de ficheiros que utiliza uma abordagem "social". No final da semana passada e depois de dez meses de testes numa versão alfa fechada e três anos de desenvolvimento, o Wua.la (Wuala, derivado do francés "voilá") abriu finalmente ao público em modo beta.
O serviço foi desenvolvido pela Caleido, uma companhia suiça fundada por ex-estudantes de mestrado em Informática do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zürich) e, na medida em que funciona a partir de uma aplicação separada escrita em Java, é compatível tanto com Windows, como para Mac OS X e Linux. Para fazer o upload, basta arrastar e largar os ficheiros ou pastas pretenddos. Quem preferir um interface Web, pode utilizar o Wua.la a partir de um vulgar navegador.
O que diferencia o Wua.la de outras plataformas de armazenamento online do tipo cloud storage como o Box.net, o Dropbox ou mesmo o recentemente desaparecido Xdrive da AOL é que enquanto estes apenas alojam os ficheiros em servidores próprios, o Wua.la guarda os nossos dados nas suas máquinas como também nos discos rígidos dos computadores dos outros utilizadores. Daí o tal conceito de armazenamento "social". Os ficheiros são distribuídos através da rede Wua.la em pequenos fragmentos encriptados com uma chave de e redundantes de modo a que ninguém possa aceder aos nossos dados.

Isto faz com que seja possível guardar online grandes quantidades de dados. Deste modo, cada novo utilizador tem direito a receber 1 Gigabyte de espaço de armazenamento nos servidores da Wua.la. Mas caso pretenda obter mais Gigabytes, bastará trocar espaço livre em disco com outros utilizadores. ...
Warner Music é a segunda major a dar o sim à We7 de Peter GabrielPublicado 15 Ago 08

Depois de ter começado a disponibilizar o streaming gratuito de 500 mil músicas da Sony BMG no final de Abril graças a um acordo estabelecido com aquela major em meados de Março, a britânica We7 acaba de conseguir mais uma parceria com outra grande companhia discográfica, neste caso a Warner Music.
Para além de contemplar o streaming de músicas financiado por publicidade - através da reprodução de anúncios com a duração de dez segundos no início dos temas -, o acordo com a Warner abrange ainda a comercialização de downloads de músicas em formato MP3 sem DRM, bem como a venda de produtos digitais de "valor acrescentado" como edições especiais de álbuns contendo faixas adicionais, vídeos e booklets interactivos. No entanto, as faixas da Warner Music só deverão começar a ser introduzidas no serviço de música financiado por publicidade a partir de Outubro.
Mesmo assim e apesar de importantes distribuidoras digitais como IRIS, InGrooves e BFM Digital já terem acedido a disponibilizar o seu catálogo através da We7, ainda ficam a faltar a EMI e a Universal Music. Parece que nem mesmo o apoio de uma superestrela do mundo da música como Peter Gabriel faz com que o processo de negociações de um serviço de música online com as quatro grandes da indústria discográfica se desenrole mais depressa.
Lançada em Abril de 2007, a We7 recebeu no início deste ano com um investimento no montante de seis milhões de dólares (quatro milhões de euros) por parte do próprio Peter Gabriel e dos fundos de investimento Spark Ventures e Ed Ventures. O modelo de funcionamento do serviço da We7 é um tanto ou quanto semelhante ao do SpiralFrog - apenas disponível a partir da América do Norte -, que oferece ...
Rede de blogs de música MOG lança plataforma de anúncios para bloggersPublicado 14 Ago 08

Apesar de não ser muito popular no continente europeu. o Mog é um dos sites de media social sobre música mais famosos dos Estados Unidos. Lançada em Junho de 2006, esta rede de milhares de blogs de música conseguiu crescer de 900 mil para dois milhões de visitantes únicos nos últimos dois meses. Até agora, a empresa recolheu financiamentos no valor de cerca de seis milhões de dólares (4 milhões de euros), incluindo investimentos da Universal Music e da Sony BMG no montante de 2,8 milhões de dólares (1,9 milhões de euros) no final de Abril.
O passo mais recente do MOG foi o lançamento de uma rede vertical de publicidade online para blogs independentes de música que contribuem com conteúdos para o site chamada MOG Music Network. O funcionamento desta rede é bastante semelhante à de outras de redes de publicidade online como a Google AdSense na medida em que vende espaço publicitário a uma série de anunciantes e disponibiliza em seguida esses anúncios nos blogs participantes.
A diferença é que o MOG garante que a sua rede de publicidade irá oferecer aos bloggers muito mais dinheiro do que os montantes habituais oferecidos pelo Google. De acordo com o que o director executivo David Hyman afirmou ao Listening Post, os participantes deverão receber 50 por cento das receitas geradas pelos anúncios. Em contrapartida, a MOG irá publicar excertos de 1 a 2 parágrafos das entradas dos blogs via feeds de RSS com links directos para os posts. Dessa forma, tanto o agregador de conteúdos consegue aumentar a sua oferta como os bloggers acabam por receber mais tráfego.
No entanto, nem todos os que quiserem podem participar, na medida em que a MOG impõe vários critérios de selecção aos blogs participantes de ...
Aralie: uma nova loja de música online onde o cliente paga o que quiserPublicado 11 Ago 08
É sempre interessante ver como os sites de música online se imitam uns aos outros com a maior das descontracções. No final de Fevereiro escrevi aqui sobre a Indistr, um loja de música online onde tal e qual como no lançamento da edição digital de In Rainbows dos Radiohead em Outubro do ano passado, o consumidor pode decidir quanto quer pagar por cada disco. A única diferença é que a Indistr estabelece um montante mínimo de um dólar e máximo de 20 dólares.
Recentemente, fiquei a conhecer através do Digital Noise um novo site de música online chamado Aralie.com que foi criado pelo canadiano Wyatt Ferguson e que é em tudo semelhante ao Indistr, com a excepção de não estabelecer quaisquer limites mínimos ao montante que o fã de música está disposto a pagar pelo disco ou música.
Tal como no Indistr, qualquer artista ou editora independente pode-se registar e fazer o upload das suas músicas. Por seu lado, os utilizadores podem fazer streaming completo dos temas antes de fazerem checkout e indicarem quanto é que querem pagar - o preço de cada música é por definição de um euro mas nós podemos escrever até 0, se quisermos descarregar a música sem pagar nada.
Enquanto que o Indistr oferece 75 por cento das receitas geradas pelas vendas aos artistas, o Aralie distribui 85 por cento do valor de cada venda e fica com uma comissão de vendas e serviço de 13 por cento. Os restantes dois por cento vão para instituições locais de caridade.

A versão beta do Aralie abriu a 14 de Julho e actualmente o site conta no seu catálogo com mais de 110 artistas e bandas independentes e sem contrato. Os programadores desta loja online disponibilizam também ...
People’s Music Store: cria o teu próprio iTunesPublicado 11 Ago 08

Se sempre sonharam em ter a vossa própria loja de discos mas nunca conseguiram, então a People's Music Store - uma empresa sediada em Londres - pode ajudar-vos a concretizar esse sonho - ainda que de uma forma virtual. Este site permite que qualquer pessoa crie uma loja personalizada de música online.
Para encherem a vossa loja de música, basta pesquisar a base de dados de álbuns em formato MP3 que estejam interessados em comercializar. Em seguida, pode-se criar playlists e compilações, comentar faixas individuais ou álbuns.
Cada música custa 1,19 euros ao passo que os álbuns custam 8,99 euros. O que até nem é muito em comparação com os preços do iTunes ou da loja de MP3 da Amazon se pensarmos que a qualidade dos ficheiros é bastante boa: bit rate de 320 kbps. Quanto mais música conseguirem vender, mais pontos recebem. Esses pontos servem em contrapartida para comprarem músicas noutras lojas na People's Music Store. O mesmo acontece com os outros utilizadores.
Tal como já é habitual nestes serviços da Web 2.0, os responsáveis desenvolveram um widget a que deram o nome de microstore que permite que a loja que criámos no site da People's Music Store seja integrado em blogs, outros sites da Web ou páginas de rede sociais. Os visitantes podem então ouvir as músicas que colocámos à venda e comprá-las clicando no link respectivo.
Estas ideias de monetização da música digital são extremamente interessantes na medida em que concedem ao fã de música um incentivo adicional para não se limitar a obter os ficheiros a partir de fontes ilegais. O problema é quando o esforço dos utilizadores não é devidamente recompensado com incentivos monetários..
(via Coolfer)






