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	<title>Remixtures</title>
	
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	<description>A cultura da remistura: netaudio, P2P, copyleft, Creative Commons e outras licenças alternativas</description>
	<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 01:37:14 +0000</pubDate>
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		<title>Highnote - o ‘Jabá’ já chegou à música online</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 23:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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O termo &#8216;jabá&#8217; dever ser porventura estranho à maioria dos leitores portugueses. Mas os fãs de música brasileiros de certeza que conhecem o que é que quer dizer. Trata-se da adaptação para português do Brasil da palavra payola que se refere a um tipo de suborno muito comum nos anos 50 que era pago pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://farm1.static.flickr.com/41/111286956_66e6f25fa8.jpg" /></p>
<p>O termo &#8216;jabá&#8217; dever ser porventura estranho à maioria dos leitores portugueses. Mas os fãs de música brasileiros de certeza que conhecem o que é que quer dizer. Trata-se da adaptação para português do Brasil da palavra <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Payola"><em>payola</em></a> que se refere a um tipo de suborno muito comum nos anos 50 que era pago pelas grandes editoras discográficas aos DJs e locutores de rádios comerciais nos Estados Unidos.
</p>
<p>
Desde então, o termo tem sido utilizado para descrever todo o tipo de acordos secretos celebrados por empresas com órgãos de comunicação social para promover uma série de produtos através de críticas positivas. Apesar do número de condenações ocorridas nos Estados Unidos envolvendo estações de rádio ser desde há alguns anos a esta parte bastante diminuto, a prática não só se estendeu para outros países como o Brasil como também adquiriu contornos mais complexos e menos descarados, através do recurso a &#8220;promotoras independentes&#8221; que pagam a estações de rádio para promoverem determinadas músicas, funcionando como intermediárias entre as editoras e as rádios.
</p>
<p>Para saberem mais sobre a história deste tipo de suborno muito especial aconselho a leitura deste artigo do <a href="http://slashdot.org/features/01/06/05/1034234.shtml">Slashdot</a>. O que é facto é que esta prática detestável continua a fazer-se sentir nas ondas do éter dos Estados Unidos, beneficiando assim o já de si bastante grande oligopólio das quatro grandes editoras em detrimento das pequenas editoras independentes. Esta é pelo menos a<a href="http://www.hypebot.com/hypebot/2008/10/a2im-study-payo.html"> opinião de 41,5 por cento</a> dos responsáveis por etiquetas <em>indie</em>, de acordo com um <a href="http://www.shorefire.com/media/A2IMradiosurveyreport_20081020_104852.pdf">inquérito</a> da Associação de Música Independente (<a href="http://www.a2im.org/">A2IM</a>) e da Coligação para o Futuro da Música (<a href="http://www.futureofmusic.org/">FMC</a>) divulgado há cerca de um mês atrás. </p>
<p>Se até agora os serviços de música <em>online</em> estavam felizmente isentos destas tramóias pouco ou nada claras, com as dificuldades de algumas rádios <em>online de</em> pagarem as licenças de <em>streaming</em> que as editoras exigem, começou-se a colocar outra vez a possibilidade de essas empresas recorrerem a este estratagema para salvarem a sua pele. Este foi, aliás, o conselho dado por Doug Perlson, director executivo da agência de publicidade para rádios <em>online</em> <a href="http://www.targetspot.com/home/">TargetSpot</a>, num artigo de opinião publicado no início de Setembro no <a href="http://www.alleyinsider.com/2008/9/could-payola-save-online-radio">Silicon Alley Insider</a>. Perlson dirigia-se especificamente ao serviço de rádios personalizadas Pandora - que continua inacessível fora dos EUA - que já ameaçou várias vezes fechar as portas por lhe ser impossível pagar os <em>royalties</em>.
</p>
<p>Mas o que é facto é que até agora todos os serviços da Música 2.0 continuam a recorrer exclusivamente a anúncios áudio no meio das canções. No entanto, recentemente tive conhecimento através da <a href="http://www.billboard.biz/bbbiz/content_display/industry/e3i7a86dc0b860b7b3528ea6d3cbd5b26ac">Billboard</a> de uma empresa sediada em Nashville (Tennessee) chamada <a href="http://www.gethighnote.com/">Highnote</a> cujo modelo de negócio consiste em disponibilizar o <em>streaming</em> gratuito de música aos utilizadores a partir de rádios temáticas, sem qualquer tipo de publicidade mas recorrendo a um sistema de posicionamento pago de músicas semelhante ao serviço AdWords do Google: a editora ou o artista&nbsp; que queira ver as suas músicas serem tocadas imediatamente antes ou depois de temas de artistas conhecidos paga uma determinada quantia que depende do número de vezes que os utilizadores ouvirem as músicas.
</p>
<p>Aliás, as parecenças com o Google não acabam por aqui uma vez que o fundador da empresa, Jim Payne, é um ex-gestor de produto da empresa de Internet. Em declarações ao <a href="http://www.thedeal.com/techconfidential/the-note/the-note/highnotes-biz-model-explores-p.php">The Note</a>, Payne revelou que nos planos da empresa está a implementação de um motor de recomendação no seu próprio <em>site</em>, bem como o licenciamento da sua tecnologia para outros serviços de rádio <em>online</em>.
</p>
<p>Como é natural nestes serviços da Música 2.0 que têm sempre uma visão demasiado &#8220;rosada&#8221; da realidade económica, o fundador da empresa prevê que o serviço será capaz de assegurar 920 milhões de dólares (735 milhões de euros) de receita anual daqui a cinco anos. Muito divertidos, estes senhores da Web 2.0. O que é certo é que por agora Payne ainda não conseguiu obter os 2,5 milhões de dólares (dois milhões de euros) necessários para licenciar uma quantidade suficiente de músicas de modo a lançar oficialmente o serviço. E se o modelo tiver êxito? O que acham deste tipo de música patrocinada?</p>
<p><strong>Nota:</strong> a imagem que acompanha este artigo está disponível <a href="http://www.flickr.com/photos/quasimondo/111286956/">aqui</a> segundo uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.en">CC-BY-NC 2.0</a> e pertence a <a href="http://www.flickr.com/photos/quasimondo/">Quasimondo</a>.</p>
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		<title>A receita da nova equipa da EMI para revitalizar a editora</title>
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A missão da EMI deixou definitivamente de ser vender mais discos e downloads digitais para passar a consistir na aproximação entre o artista e o fãs, através do desenvolvimento de novas plataformas de marketing online no intuito de recolher informação pormenorizada sobre os hábitos de consumo musicais dos fãs - concertos, bandas e estilos musicais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://farm1.static.flickr.com/20/73174564_b9e6a012b8.jpg" /></p>
<p>A missão da EMI deixou definitivamente de ser vender mais discos e <em>downloads</em> digitais para passar a consistir na aproximação entre o artista e o fãs, através do desenvolvimento de novas plataformas de <em>marketing online</em> no intuito de recolher informação pormenorizada sobre os hábitos de consumo musicais dos fãs - concertos, bandas e estilos musicais preferidos, etc. Quem o assegura é Douglas Merrill, o actual presidente da unidade digital da quarta maior editora discográfica do mundo que em Abril deste ano <a href="http://www.billboard.biz/bbbiz/content_display/industry/e3i20170c00f5099aac599d0ee6378f3015">foi &#8220;caçado&#8221; ao Google</a> - onde ocupava o cargo de vice-presidente da divisão de engenharia - por Guy Hands. </p>
<p>O primeiro sinal público dado nesse sentido será revelado muito provavelmente ainda antes do final do ano, quando a etiqueta lançar finalmente o <a href="http://remixtures.com/2008/10/emi-prepara-se-para-lanar-loja-de-msica-online/">anunciado portal direccionado para o consumidor</a>. Para tal, a empresa pretende ajudar também os fãs a descobrirem música de qualidade de forma a &#8220;criar valor&#8221; para ambas as partes. Mas por agora o que Merrill refere numa entrevista à <a href="http://www.billboard.biz/bbbiz/content_display/industry/e3i20170c00f5099aac599d0ee6378f3015">Billboard</a> é sem dúvida um bocado abstracto e vago. </p>
<p>Na entrevista realizada em conjunto com o seu patrão Elio Leoni-Sceti - o <a href="http://remixtures.com/2008/07/emi-contrata-homem-das-limpezas-para-director-executivo-da-divisao-de-discos/">&#8220;homem das limpezas&#8221;</a> que ocupa desde o início de Outubro o cargo de director executivo da EMI - e Nick Gatfield - presidente de A&amp;R -, Merrill desdramatizou ainda a decisão <a href="http://remixtures.com/2007/05/apple-cumpre-itunes-72-traz-musica-sem-drm/">tomada pela editora em Maio do ano passado</a>, quando foi a primeira das quatro <em>majors</em> a aderir à venda de música sem DRM, precisamente no iTunes Plus da Apple. </p>
<p>De acordo com os seus dados, a venda de música sem tecnologia de protecção anti-cópia não prejudicou em nada as vendas, antes pelo contrário: &#8220;Foi bom para os consumidores, é bom para os artistas. Faz com que as pessoas se sintam mais próximas da arte de uma forma completamente nova através da remoção de regras artificiais do tipo &#8216;Nós não confiamos em vocês e por isso não vos vamos dar este conteúdos.&#8217;&#8221; Na sua opinião, uma mentalidade desse tipo transmite a mensagem errada para os clientes. </p>
<p>Quanto à pirataria, Merrill negligenciou quaisquer impactos no aumento dos ficheiros partilhados em redes P2P: &#8220;A melhor forma de obter uma cópia pirata não deve passar por comprá-la no iTunes. Não notámos quaisquer efeitos [a nível da pirataria].&#8221; Indo mais longe, o antigo <em>geek</em> do Google acredita que a DRM não acrescenta qualquer valor para uma editora. </p>
<p>Mas será que esta mentalidade mais aberta e participativa da nova direcção da EMI poderá alagar-se ao resto da estrutura pesada, hierarquizada e centralizada da editora? Tenho as minhas dúvidas. De qualquer maneira, esta semana tivemos oportunidade de presenciar mais uma vez a nova face mais <em>marketeira</em> e sedutora e menos industrial e beligerante da editora com a <a href="http://www.guardian.co.uk/business/2008/nov/17/emi-music-coca-cola">contratação de Rafael McDonnell</a> para o cargo de vice-presidente para parcerias com marcas, licenciamento e sincronização no Reino Unido e Irlanda. Anteriormente, McDonnell esteve na Coca-Cola onde ajudou a fundar o serviço de música <em>online</em> MyCokeMusic. Decididamente, a EMI parece ter aprendido a lição que a partir de agora o dinheiro virá mais de parcerias de marca, sinergias e promoções conjuntas do que das vendas de álbuns e músicas à unidade. </p>
<p><strong>Nota:</strong> a imagem que acompanha este artigo está disponível <a href="http://flickr.com/photos/pete/73174564/">aqui</a> segundo uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en">CC-BY-SA 2.0</a> e pertence a <a href="http://flickr.com/photos/pete/">Peter Barr-Watson</a>.</p>
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		<title>Magnatune baixa ainda mais as mensalidades de subscrições</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 20:18:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Já por aqui falei várias vezes sobre a Magnatune, uma editora online de música independente que apenas integra música de artistas que utilizam licenças Creative Commons. Com efeito, a etiqueta acredita que a melhor forma de promoção do trabalho dos artistas passa por incentivar os utilizadores a partilharem as músicas com os seus amigos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3027/2993509332_6e9056e506.jpg" /></p>
<p>Já por aqui falei várias vezes sobre a <a href="http://www.magnatune.com">Magnatune</a>, uma editora <em>online</em> de música independente que apenas integra música de artistas que utilizam licenças <a href="http://www.creativecommons.org">Creative Commons</a>. Com efeito, a etiqueta acredita que a melhor forma de promoção do trabalho dos artistas passa por incentivar os utilizadores a partilharem as músicas com os seus amigos e conhecidos. </p>
<p>Mas ao contrário de outras <em>netlabels</em> que não têm qualquer modelo de negócio por detrás, a Magnatune vende não só CDs e <em>downloads</em> sem DRM nos mais variados formatos (MP3 VBR, OggVorbis, AAC, FLAC e até mesmo WAV - equivalente ao som de um CD). No entanto, a companhia fundada pelo empreendedor John Buckman tem o cuidado de conceder condições equitativas aos seus artistas já que 50 por cento do dinheiro proveniente das vendas vai direitinho para o bolso dos artistas. </p>
<p>Em Maio passado, escrevi <a href="http://remixtures.com/2008/05/magnatune-lanca-servico-de-subscricao-para-downloads-ilimitados/">aqui</a> sobre um novo plano de subscrição que a Magnatune tinha acabado de lançar e que permitia descarregar todo o catálogo da editora por apenas 18 dólares mensais (14 euros) ou fazer o <em>streaming</em> de um número ilimitado de faixas por nove dólares (7,20 euros) sem termos que ouvir as mensagens promocionais intercalares que quem ouve os temas a partir do <em>site</em> da editora tem que apanhar. </p>
<p>Entretanto, no final de Setembro Buckman <a href="http://blogs.magnatune.com/buckman/2008/09/pay-what-you-wa.html">anunciou no seu <em>blog</em></a> que decidira implementar um novo tipo de plano de subscrição do tipo &#8220;pague o que quiser&#8221; mas com um montante mínimo de apenas 10 dólares no caso dos <em>downloads</em> e cinco dólares no caso do <em>streaming</em> e um período de fidelidade de pelo menos três meses. Ontem, o patrão da Magnatune <a href="http://blogs.magnatune.com/buckman/2008/11/membership-with.html">decidiu reduzir esse período para um mês</a>. Desta forma, os fãs de música já não ficam &#8220;agarrados&#8221; durante três meses ao pagamento da mensalidade. </p>
<p>Outra novidade anunciada por Buckman é que a partir de agora também é possível pagar via PayPal em lugar do cartão de crédito, o que facilita a renovação automática da subscrição. Segundo ele, actualmente as subscrições já representam o dobro das receitas diárias resultantes das vendas de <em>downloads</em> individuais. O grande obstáculo para projectos de música <em>online</em> que se dedicam a disponibilizar música de apenas artistas sem contrato com as editoras discográficas tradicionais continua a ser, no entanto, em como fazer com que os utilizadores tenham acesso fácil e imediato aos artistas que mais lhe interessam. </p>
<p>Aqui entra inevitavelmente o papel das tecnologias de recomendação de música disponíveis em <em>sites</em> como o <a href="http://www.last.fm">Last.fm</a> que ajudam os fãs a encontrarem artistas que lhe dizem algo a partir de nomes que eles já conhecem. Ora, este tipo de funcionalidades está lamentavelmente ausentes do <em>site</em> da Magnatune. Outro ponto bastante importante que também não figura no <em>site</em> são conteúdos editoriais como <em>blogs</em> e críticas de música que destaquem alguns dos artistas que a equipa da editora considere serem mais dignos de menção. Sem isto, um <em>site</em> de música <em>online</em> mais parece um armazém de artigos indiferenciados. </p>
<p><strong>Nota:</strong> a imagem que acompanha este artigo está disponível <a href="http://www.flickr.com/photos/torley/2993509332/">aqui</a> segundo uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en">CC-BY-SA 2.0</a> e pertence a <a href="http://www.flickr.com/photos/torley/">Torley</a>.</p>
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		<title>Operadora de telemóveis Movistar estreia editora de música online</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 14:37:05 +0000</pubDate>
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Não era preciso ser propriamente um génio para adivinhar que mais dia menos dia isto acabaria por acontecer: uma operadora de telecomunicações lançar uma editora de música online. Em Março deste ano, a Movistar, que é uma subsidiária da espanhola Telefónica que funciona em diversos países da América Latina e Espanha lançou aqui ao lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3006/3042893449_c02045236e.jpg" alt="" /></p>
<p>Não era preciso ser propriamente um génio para adivinhar que mais dia menos dia isto acabaria por acontecer: uma operadora de telecomunicações lançar uma editora de música <em>online</em>. Em Março deste ano, a <a href="http://www.movistar.com/">Movistar</a>, que é uma subsidiária da espanhola Telefónica que funciona em diversos países da América Latina e Espanha <a href="http://www.artistasmovistar.com/actualidad/noticia/sello-movistar-en-espana">lançou aqui ao lado</a> uma etiqueta virtual chamada <a href="http://www.artistasmovistar.com/">Sello Movistar</a>. Em menos de seis meses, o <em>site</em> conseguiu 90 mil visitas. Actualmente, a gravadora conta com mais de mil músicas que foram disponibilizadas pelos artistas podem ser escutadas <em>online</em>.
</p>
<p>
Esta semana, a operadora de celulares lançou a Sello Movistar na Colômbia, à semelhança do que já tinha feito no México e na Argentina, de acordo com o <a href="http://www.aliadodigital.com/?p=1427">Aliado Digital</a>. A partir do <em>site</em>, os artistas podem também criar páginas pessoais com possibilidade de integrar vídeos, fotos, biografia e um <em>blog</em>. Através da versão móvel do selo, os clientes da Movistar podem descarregar gratuitamente músicas e letras ou enviar a canção a amigos.
</p>
<p>
A estratégia da companhia passa por promover e editar álbuns dos artistas que são mais populares no <em>site</em>, tendo em conta o número de faixas mais escutadas e a classificação atribuída pelos utilizadores registados. Embora não estejam acessíveis mais pormenores sobre que tipo de promoção é que estes artistas terão direito, não será muito difícil adivinhar que passe pela inclusão das suas músicas em anúncios da empresa, bem como por destaques na página inicial do portal da Movistar.
</p>
<p>
Em paralelo, a operadora de telemóveis anunciou ainda o lançamento da “Supertienda de Música Movistar”, uma loja de música móvel contendo um catálogo de mais de um milhão de temas pertencentes às quatro maiores editoras discográficas e algumas independentes que podem ser adquiridas pelos seus clientes a um preço de 1990 pesos por cada música (66 cêntimos).</p>
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		<title>Amazon lança 100 mil lojas de artistas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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Depois de em Setembro passado ter lançado uma wiki dedicada à música, a gigante do comércio electrónico volta a vez a inovar com uma iniciativa que pretende ir além do modelo convencional da música enquanto produto a que muitas das grandes editoras discográficas continuam agarradas para implementar um novo paradigma da música enquanto serviço. 
Muito [...]]]></description>
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<p>Depois de em Setembro passado <a href="http://remixtures.com/2008/09/soundundwound-a-wikipedia-da-musica-da-amazon/">ter lançado uma wiki dedicada à música</a>, a gigante do comércio electrónico volta a vez a inovar com uma iniciativa que pretende ir além do modelo convencional da música enquanto produto a que muitas das grandes editoras discográficas continuam agarradas para implementar um novo paradigma da música enquanto serviço. </p>
<p>Muito mais do que fomentar a venda de CDs e MP3s, as cerca de 100 mil lojas do artista (<a href="http://www.amazon.com/artiststores">Artist Stores</a>) lançadas esta semana pela Amazon visam também incentivar a venda de DVDs, discos Blu-Ray, LPs em vinil, livros e outros produtos derivados. Tudo isto através da agregação numa única página de conteúdos variados como discografia completa, fóruns de discussão, biografias do <a href="http://www.allmusicguide.com">All Music Guide</a>, imagens e até mesmo vídeos recolhidos da <a href="http://www.soundunwound.com">SoundUnwound</a>, a tal wiki da música aberta à participação e edição dos fãs.&nbsp; </p>
<p>Um pormenor curioso é que se nós procurarmos pelo nome de um artista e esse artista tiver uma loja, o respectivo <em>link</em> irá aparecer no topo da lista de resultados. É bem verdade que a loja do iTunes já conta com algumas páginas dedicadas de artistas, mas a vantagem das lojas da Amazon é que elas oferecem a possibilidade de aceder a uma imensidão de produtos comercializados a partir do <em>site</em> da empresa de comércio electrónico. </p>
<p>A experiência final proporcionada ao fã de música pela Amazon acaba assim por ser mais rica. E nos dias de hoje é isso que realmente importa. No entanto, a ideia poderia ainda ser melhorada caso a empresa de Jeff Bezos começasse a vender bilhetes para concertos dos artistas a partir dessas páginas, tendo em conta a sua agenda. Melhor ainda, a Amazon poderia agregar essa informação de outras fontes externas como o MySpace.</p>
<p>Aliás, esse é o grande defeito destas páginas: partem do princípio que toda a informação relevante sobre o artista está disponível ali num único lugar, o que é totalmente falso. Mas a verdade é que o que a empresa quer realmente é sobretudo aumentar as suas vendas a todo o custo.&nbsp; Mas nesse sentido, navegar por aquelas páginas é como caminhar por um condomínio fechado repleto de divisões ricamente decoradas. A certa altura as pessoas cansam-se.&nbsp; </p>
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		<title>P2P ilegal de música vale 69 mil milhões de dólares</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 23:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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A indústria discográfica está constantemente a atirar à cara de todo o mundo números astronómicos referentes às perdas de vendas provocadas pela partilha de ficheiros ilegais através de redes de P2P. Mas a verdade é que essas estimativas partem do princípio que cada música descarregada equivale a uma venda perdida. 
Depois de ter revelado há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px; float: right; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3067/2962958172_b9fea542ea_o.jpg" /></p>
<p>A indústria discográfica está constantemente a atirar à cara de todo o mundo números astronómicos referentes às perdas de vendas provocadas pela partilha de ficheiros ilegais através de redes de P2P. Mas a verdade é que essas estimativas partem do princípio que cada música descarregada equivale a uma venda perdida. </p>
<p>Depois de ter revelado <a href="http://remixtures.com/2008/10/p2p-legal-dever-crescer-a-um-ritmo-vertiginoso/">há semanas atrás</a> que o P2P legal deverá crescer mais rapidamente do que o P2P ilegal - embora se preveja que esta última categoria continue a dominar -, a empresa de estudos de mercado MultiMedia Intelligence publicou <a href="http://www.multimediaintelligence.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=142:the-value-of-unlicensed-music-shared-worldwide-on-p2p-networks-in-2007-was-us-69-billion&amp;catid=36:frontage">mais alguns dados</a> retirados do mesmo relatório, a saber, que o valor monetário de música não licenciada partilhada a partir de redes P2P ascendeu no ano passado aos 69 mil milhões de dólares (54,60 mil milhões de euros). </p>
<p>Não se pense, contudo, que os autores do estudo partem do princípio que esse montante corresponde de facto a receitas perdidas. Para chegarem a este valor, eles contabilizaram todas as faixas partilhadas em todo o mundo e multiplicaram esse número pelos 99 cêntimos do preço médio de cada <em>download</em> adquirido em lojas <em>online</em> legais. </p>
<p>A realidade é que muitas pessoas descarregam músicas da Internet porque não têm à partida qualquer intenção de adquirir o tema ou porque apenas desejam saber se vale realmente a pena comprar o disco completo. Nesse sentido, o estudo da MultiMedia Intelligence evita essa armadilha de tentar quantificar o prejuízo que o P2P provoca na indústria discográfica. </p>
<p>No entanto e mesmo que uma hipotética monetização do P2P de modo a permitir efectuar <em>downloads</em> ilimitados de MP3 representasse apenas uma pequena percentagem desse valor, 69 mil milhões de dólares é um número redondo que nos leva a pensar que há muita gente a perder dinheiro apenas por causa da sua teimosia em encarar a realidade de frente. Por ser uma uma alternativa mais eficaz e abrangente que as soluções legais, o P2P pode e deve ser legalizado.</p>
<p>Apesar da polémica em torno da persistência da importância do P2P face à ascensão dos <em>sites</em> de alojamento de ficheiros na Web como o Rapidshare, o mesmo relatório refere ainda que o tráfego de P2P deverá crescer 400 por cento até essa data. Outro dado interessante é que o número de longas-metragens partilhadas nas redes P2P deverá subir para quatro vezes mais até 2012. </p>
<p>(via <a href="http://www.hypebot.com/hypebot/2008/11/unlicensed-musi.html">Hypebot</a>) </p>
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		<title>Universidade de Duke deixa de enviar intimações da RIAA aos estudantes</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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<p>
Depois de mesmo ontem ter referido <a href="http://remixtures.com/2008/11/nos-eua-ha-quem-deixe-de-estudar-para-pagar-a-riaa/">aqui</a> a história de uma responsável da Universidade de Wisconsin - Eau Claire que parecia executar com todo o afinco e zelo a tarefa de notificar os estudantes suspeitos de partilharem ilegalmente ficheiros protegidos por direitos de autor, agora fiquei a conhecer de uma outra Universidade norte-americana cuja direcção não esteve para grandes chatices e deixou de enviar aos alunos todas as intimações provenientes da Associação da Indústria Discográfica Norte-americana (RIAA), a não ser que as editoras demonstrem concretamente que ocorreu de facto qualquer violação ao direito de autor para além do endereço IP do alegado partilhador.
</p>
<p>
Até aqui e tal como muitas outras universidades, a <a href="http://www.duke.edu/">Universidade de Duke</a> - situada na cidade de Durham, no estado da Carolina do Norte -, costumava encaminhar todas as cartas dirigidas aos estudantes em questão sem avaliar a validade das acusações de modo a apressar o processo e assim ajudar-lhes a poupar algum dinheiro. Isto porque quanto mais tempo o estudante demorar a pagar, maior será a factura final. Se resolverem o processo sem irem a tribunal, precisam apenas de pagar uma indemnização de três mil dólares (2375 euros). Se a RIAA tiver que instaurar um processo para obter a verdadeira identidade do estudante supostamente associado ao endereço IP, a conta subirá para os quatro mil dólares (3167 euros). No entanto, o montante a pagar poderá subir para os oito mil dólares (6336 euros) caso o estudante <a href="http://arstechnica.com/news.ars/post/20080611-riaa-doubles-settlement-cost-for-students-fighting-subpoenas.html">decida ripostar</a>.
</p>
<p>
Mas até ao final do semestre, a Universidade de Duke pretende deixar de funcionar como o &#8220;moço de recados&#8221; da RIAA. De acordo com o que o vice-presidente para os Assuntos Estudantis Larry Moneta afirmou ao jornal da universidade <a href="http://media.www.dukechronicle.com/media/storage/paper884/news/2008/11/14/News/P2p-Policy.To.Require.Riaa.Proof-3544424.shtml">The Chronicle</a> (via <a href="http://www.p2p-blog.com/item-895.html">P2P Blog</a>) &#8220;o que estamos a dizer é que antes de passar uma carta para um estudante, vamos começar a exigir provas de que alguém descarregou de facto ficheiros ilegais daquele estudante. Se a RIAA não conseguir provar a ocorrência de qualquer actividade ilícita, então não iremos cumprir.&#8221;
</p>
<p>
É claro que esta decisão não representa uma grande vitória para os estudantes universitários norte-americanos e para a comunidade do P2P em geral mas trata-se pelo menos de um gesto simbólico que indicia que as universidades americanas estão a começar a ficar fartas das ameaças intermináveis da RIAA. O busílis da questão reside na validade legal dos dados recolhidos pela MediaSentry, a empresa de anti-pirataria contratada pelas grandes editoras.
</p>
<p>
Se bem que aquando da <a href="http://remixtures.com/2008/09/riaa-juiz-ordena-novo-julgamento-do-caso-jammie-thomas/">anulação do julgamento original</a> de Jammie Thomas que condenou esta mãe solteira ao pagamento de 222 mil dólares, o juiz Michael J. Davis tenha aceite os <em>downloads</em> realizados pelos investigadores privados, <a href="http://remixtures.com/2008/04/riaa-juiz-diz-que-nao-e-ilegal-disponibilizar-musicas-para-partilha/">outros</a> <a href="http://remixtures.com/2008/05/riaa-sofre-dois-grandes-revezes/">magistrados</a> já consideraram que os descarregamentos precisam de ser efectuados por outros utilizadores que não os funcionários da MediaSentry de modo a que se possa de facto provar que se registou de facto uma ilegalidade. Esta é a teoria de quem defende que a disponibilização de ficheiros para partilha não corresponde a um acto efectivo de distribuição. Com esta anúncio, a Universidade de Duke dá ainda mais força a esta tese.
</p>
<p>
<strong>Nota:</strong> a imagem que acompanha este artigo está disponível <a href="http://www.flickr.com/photos/mel-mo/2450748401/">aqui</a> segundo uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en">CC-BY-NC-ND 2.0</a> e pertence a <a href="http://www.flickr.com/photos/mel-mo/">what&#8217;s up mel</a>.</p>
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		<title>Vinyl lasts forever</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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Os discos de vinil podem não representar uma grande fonte de receitas para a indústria musical mas o que é facto é que eles continuam a ter um charme irresistível junto de um certo nicho de mercado: aqueles que gostam de música a ponto de desejarem possuir um objecto físico que materialize para todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2347/2321572436_2c0e45c6dd.jpg" /></p>
<p>Os discos de vinil podem não representar uma grande fonte de receitas para a indústria musical mas o que é facto é que eles continuam a ter um charme irresistível junto de um certo nicho de mercado: aqueles que gostam de música a ponto de desejarem possuir um objecto físico que materialize para todo o sempre a sua relação com o álbum em questão. Muito mais do que os CDs e sem dúvida nenhuma os ficheiros de música digital - mesmo os formatos com uma elevada qualidade como os MP3s de 320 Kbps e FLACs - as grandes rodelas pretas oferecem a garantia de permanência e resistência dos dados.</p>
<p>Num <a href="http://www.social-cache.com/2008/11/vinyl-records-turntables-analog-vs-digital-neil-young-and-mcluhan">ensaio recente</a>, o <em>blogger</em> Dave Allen parte do lema &#8220;O meio é a mensagem&#8221; de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan">Marshall McLuhan</a> para tecer algumas ideias a propósito da importância do vinil na música: &#8220;Se a música é a mensagem, então segundo os termos de McLuhan o disco de vinil pode ser descrito como a extensão tecnológica [o meio] do corpo dos músicos. O meio cria então o ambiente que produz efeitos [os meios].&#8221;&nbsp; Ele acredita que os discos de vinil são a corporização mais pura do nosso amor universal pela música, sendo por isso a experiência mais próxima possível de assistir a um concerto ao vivo.</p>
<p>Sendo o vinil um suporte muito mais dispendioso - e portanto mais &#8220;precioso&#8221; - do que os CDs convencionais, muitos retalhistas e editoras têm tentado explorar este filão através da reedição de fundos de catálogo e compensando os que continuam fiéis às rodelas negras com a oferta de <em>downloads</em> de MP3 na compra da edição em vinil de um álbum. Até mesmo as <em>majors</em> já começaram a recorrer a este truque. Veja-se o caso da Universal Music que em Setembro passado <a href="http://remixtures.com/2008/09/universal-regressa-ao-vinil-com-back-to-black/">lançou a iniciativa Back to Black</a> que prevê a reedição de mais de 130 álbuns no formato LP de 33 rotações de 180 gramas. Quem comprar cada um destes discos têm direito a um código de <em>download</em> para descarregar a versão digital dos temas.</p>
<p align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://farm1.static.flickr.com/80/234102850_a3dac80a57.jpg?v=0" /></p>
<p>Esta é também a estratégia seguida pela retalhista de música norte-americana <a href="http://www.insound.com/">InSound</a> que desde há 18 meses a esta parte tem vindo a oferecer <em>downloads</em> de MP3 na compra de álbuns de algumas editoras independentes. Segundo a <a href="http://www.billboard.biz/bbbiz/content_display/industry/e3i140609747acf48890eda8d25a802691d">Billboard</a>, até agora a empresa conseguiu obter autorização para disponibilizar cerca de 500 títulos no âmbito deste programa. </p>
<p>Graças a parcerias com <em>indies</em> famosas como <a href="http://www.subpop.com/">Sub Pop</a> e <a href="http://www.matadorrecords.com/">Matador</a>, a InSound já oferece pacotee vinil+MP3 dos catálogos completos de Iron &amp; Wine, The Shins, Wolf Parade e de alguns títulos de Mogwai, The Postal Service, Band of Horses, Fleet Foxes e Flight Of The Conchords. O resultado foi um crescimento das vendas de vinil para quase o dobro, tanto a nível do mercado interno como externo. Como refere Matt Wishnow, co-fundador da InSound:</p>
<p>
<blockquote>Temos exactamente as mesmas margens brutas e a mesma política de preços no vinil e nos CDs. Contudo, existe uma grande diferença que é a elasticidade da margem. Raramente praticamos descontos nos discos de vinil porque os consumidores consideram que o vinil vale o preço de venda que é sugerido.</p></blockquote>
<p align="center"><img style="max-width: 800px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3012/3041722274_0a4fe6e6dd_o.jpg" /></p>
<p>Outro modelo de negócio diferente mas que também tira partido do actual revivalismo em torno do vinil é o da <a href="http://www.vinylcollective.com/">Vinyl Collective Cooperative</a>, um projecto que visa a impressão de álbuns que nunca foram editados em vinil. Como <a href="http://www.suburbanhomerecords.com/staff/virgil-dickerson/">Virgil Dickerson</a>, o patrão da <a href="http://www.suburbanhomerecords.com/">Suburban Home Records</a> - a editora responsável por esta iniciativa -, referiu ao <a href="http://www.hypebot.com/hypebot/2008/11/vinyl-collectiv.html">Hypebot</a>, a cooperativa integra actualmente 220 pessoas espalhadas pelo mundo que indicam e votam nos álbuns que querem ver no formato das grandes rodelas negras. Os participantes recebem uma cópia gratuita da edição limitada da impressão. Por seu lado, a banda e a editora que licenciou o álbum recebem também cópias. As que sobrarem são vendidas. Todos os lucros são reinvestidos na edição de futuros lançamentos. Apesar de até agora apenas terem sido editados dois discos, a tendência é para que projectos deste tipo floresçam um pouco por todo o lado nos próximos anos.</p>
<p><strong>Nota: </strong>as imagens que acompanham este artigo estão disponíveis <a href="http://www.flickr.com/photos/edesign/234102850/">aqui</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/tutuwon/2321572436/">aqui</a> segundo uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en">CC-BY-NC-ND 2.0</a> e pertencem a <a href="http://www.flickr.com/photos/edesign/">Stuart R Brown</a> e a <a href="http://www.flickr.com/photos/tutuwon/">TuTuWon</a>. A terceira imagem é retirada <a href="http://www.vinylcollective.com/2008/11/14/visitors-of-vc-the-gaslight-anthem/">daqui</a>. </p>
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		<title>Pirate Bay, o maior tracker de BitTorrent do mundo, agora com 25 milhões de pares</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 12:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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Embora alguns consultores prevejam que os próximos anos marcarão o retorno em grande dos conteúdos pagos, o que é certo é que por agora o Pirate Bay continua a bater recordes atrás de recordes a ponto de os seus administradores terem já apresentado a sua candidatura ao Guinness de modo a fazerem parte da próxima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="max-width: 800px; float: right; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3036/3041004004_d84a27fd6e_o.jpg" /></p>
<p>Embora alguns consultores prevejam que os próximos anos marcarão o <a href="http://remixtures.com/2008/11/contedos-pagos-renascem-graas-msica/">retorno em grande dos conteúdos pagos</a>, o que é certo é que por agora o <a href="http://thepiratebay.org">Pirate Bay</a> continua a bater recordes atrás de recordes a ponto de os seus administradores <a href="http://thepiratebay.org/blog/136">terem já apresentado a sua candidatura</a> ao Guinness de modo a fazerem parte da próxima edição do Livro dos Recordes. </p>
<p>Se no início do mês os piratas suecos anunciaram ao mundo que tinham <a href="http://remixtures.com/2008/11/o-pova-fosta-do-pirate-bay-20-milhoes-de-pares/">ultrapassado a barreira dos 20 milhões de pares</a> (<em>peers</em>), passadas apenas duas semanas eles voltaram à carga numa entrada <a href="http://thepiratebay.org/blog/138">no seu <em>blog</em></a> onde indicam que ultrapassaram a fasquia dos 25 miilhões. Aliás, desde o início do ano que o ritmo de crescimento tem sido estonteante: em Janeiro o número de pares era de pouco mais do que 10 milhões de utilizadores - o equivalente à população portuguesa. </p>
<p>Mas neste momento, a &#8220;Baía dos Piratas&#8221; já conta com um número de utilizadores que supera o total da população da Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia e Dinamarca no seu conjunto. Em menos de um ano, os piratas suecos conseguiram aumentar para o dobro o número de utilizadores do <em>site</em>. </p>
<p>Em declarações ao <a href="http://torrentfreak.com/the-pirate-bay-sees-traffic-and-peers-surge-081115/">TorrentFreak</a>, o administrador Peter Sunde explicou o crescimento do <em>site</em> da seguinte forma: &#8220;Acho que se deve às novas actualizações do <em>software</em> e às recentes aquisições de hardware. Estamos sempre a abrir novos <i>trackers</i> para lidar com o aumento de tráfego. E sim, o tráfego do <em>site</em> está também a aumentar. Temos registado novos recordes de visitantes todas as semanas.&#8221;</p>
<p>Sunde aproveitou ainda a oportunidade para deixar um recado às editoras discográficas e produtoras de cinema: &#8220;Parem de odiar o futuro. Sejam inteligentes e venham para o lado escuro.&#8221;</p>
<p>Tendo em conta a rapidez do crescimento do Pirate Bay, parece-me que o estado actual da economia global se está a fazer sentir nos hábitos de entretenimento dos consumidores. Obrigados a lidar com um orçamento menor, estes acabam por cortar com todas as despesas supérfluas e optam por formas alternativas embora ilegais de acesso à música e aos filmes. O problema é que a concentração do P2P em torno do Pirate Bay coloca em grave risco a sustentabilidade a longo prazo da rede BitTorrent. Se algum dia esta fortaleza marítima for abaixo não haverá nenhum barco de salvação para os náufragos - leia-se, <em>trackers</em> públicos de torrents. </p>
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		<title>Nos EUA há quem deixe de estudar para pagar à RIAA</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 23:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Para a RIAA, recorrer a redes de partilha de ficheiros para descarregar MP3s em vez das alternativas legais equivale a um crime grave. No entanto, existem muitos estudantes que se habituaram a fazer downloads de música a partir de redes de P2P. Se a esmagadora maioria consegue facilmente não ser apanhado, os que não escapam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a RIAA, recorrer a redes de partilha de ficheiros para descarregar MP3s em vez das alternativas legais equivale a um crime grave. No entanto, existem muitos estudantes que se habituaram a fazer <em>downloads</em> de música a partir de redes de P2P. Se a esmagadora maioria consegue facilmente não ser apanhado, os que não escapam às teia dos investigadores das empresas contratadas pela RIAA acabam por ter que pagar bem mais do que caso tivessem optado pelos serviços recomendados pelas grandes editoras discográficas.
</p>
<p>De forma a automatizar o processo de cobrança de indemnizações, a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana chegou mesmo a criar <a href="http://remixtures.com/2007/03/p2pextorsaocom/">um <em>site</em> de pagamentos <em>online</em></a> para os alegados infractores. Os acordos extra-judiciais deste tipo são uma forma de extorsão em que os visados vêm-se impelidos a resolver de uma só vez os seus problemas judiciais na expectativa de evitar todas as potenciais despesas derivadas de um lento e moroso processo legal.
</p>
<p>Ainda assim, como cada música partilhada ilegalmente pode custar até 750 dólares ao bolso do alegado prevaricador por cada música descarregada em vez dos habituais 99 cêntimos do iTunes, alguns estudantes universitários são mesmo forçados a desistirem dos estudos pois eles ou a sua família não têm recursos financeiros para pagar as quantias elevadas exigidas pela RIAA.</p>
<p>Dessa situação nos deu recentemente conta o <a href="http://media.www.spectatornews.com/media/storage/paper218/news/2008/11/06/News/Riaa-Still.Issuing.Subpoenas-3529023.shtml#cp_article_tools">The Spectator</a>, um jornal dos estudantes da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/University_of_Wisconsin-Eau_Claire">Universidade do Wisconsin - Eau Claire</a>, que cita uma responsável desta instituição de ensino superior. &#8220;Tem sido realmente bastante duro ter de ser quem lhes deve dizer que foram alvo de um processo judicial,&#8221; afirmou Jodi Thesing-Ritter, encarregada de identificar e notificar os estudantes a que se referem os endereços IP fornecidos pela RIAA.</p>
<p>Na primavera de 2007, 26 estudantes dessa universidade receberam uma queixa da RIAA, tendo a maior parte optado por chegar a um acordo amigável que implica normalmente o pagamento de uma quantia no valor de três mil dólares. No entanto, este semestre o número de intimações recebidas bateu recordes. Pelo que pude compreender do artigo, parece-me que a Universidade de Wisconsin não trata lá muito bem os seus estudantes ao deixar-se utilizar pela associação representante das grandes editores - em contraposição à <a href="http://remixtures.com/2007/05/p2p-quando-as-universidades-tentam-arrancar-o-mal-pela-raiz/">posição adoptada</a> pela Universidade de Harvard. De facto, Jodi Thesing-Ritter acha que estas intimações podem servir de lição para outros estudantes que fazem <em>downloads</em> ilegais. &#8220;A realidade é que estas acções têm consequências,&#8221; adverte.
</p>
<p>Mas a verdade é que a Universidade de Wisconsin deveria saber que muitas das &#8220;provas&#8221; recolhidas pelos investigadores da MediaSentry e de outras empresas de combate à &#8216;pirataria&#8217; têm &#8220;pés de barro&#8221;, tendo inclusive já a justiça norte-americana <a href="http://remixtures.com/2008/02/riaa-legalidade-das-investigaes-da-mediasentry-contestada-mais-uma-vez/">questionado a sua legalidade</a>.</p>
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