Michael Jackson, o artista que vale mais morto que vivo

by Miguel Caetano on Julho 1, 2009

Foi há menos de uma semana que Michael Jackson, o auto-proclamado “Rei da Pop“, morreu. Mas há quem diga que o artista já tinha morrido há muitos anos atrás. Na verdade, os trágicos acontecimentos do dia 26 de Junho foram apenas o culminar de um lento processo de auto-degradação física e psicológica.

Quem acabou por lucrar de uma forma cruel e cínica com o falecimento de Michael Jackson foi a sua antiga editora, a Sony Music, que certamente já não esperava que o artista voltasse a ser a galinha de ovos de ouro que nos idos anos 80 ele foi. O que não é de estranhar, tendo em conta que no star system… [Continue a ler]

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RIAA vence processo contra Usenet.com

by Miguel Caetano on Julho 1, 2009

A RIAA soma e segue. Beneficiada recentemente com uma vitória judicial contra Jammie Thomas que condenou esta mãe solteira ao pagamento de uma indemnização no valor de 1,92 milhões de dólares (1,38 milhões de euros), a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana conseguiu ontem vencer o processo que a opôs à Usenet.com, uma empresa de fornecimento de serviços de Usenet. Este protocolo de rede refere-se aos velhinhos newsgroups ou grupos de discussão.

O caso remonta a Outubro de 2007 quando a RIAA processou a companhia por incitar à reprodução e distribuição de conteúdos como milhões de ficheiros de música através de anúncios convenientemente espalhados por sites de BitTorrent. Na sua defesa, a Usenet.com tentou escudar-se no estatuto legal de mero fornecedor de serviços de modo a evitar se legalmente responsabilizada pelos conteúdos disponibilizados pelos seus utilizadores, baseando-se para tal no precedente legal do caso Sony Betamax.

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Pandora cobra 29,95 dólares às bandas independentes

by Miguel Caetano on Julho 1, 2009


Isto não tem realmente grande importância para os utilizadores portugueses e brasileiros, uma vez que a Pandora bloqueou o acesso aos utilizadores não residentes nos Estados Unidos há alguns anos atrás.

Mas a decisão da empresa responsável por um serviço de rádios personalizadas de passar a cobrar 29,95 dólares (pouco mais de 21 euros) ao ano às bandas independentes por cada submissão de um CD mostra até que ponto ela está disposta a ganhar dinheiro – mesmo que à custa dos mais pequenos. [Continue a ler]

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Limewire contrata um antigo “inimigo”

by Miguel Caetano on Junho 30, 2009

Normalmente não costumo comentar aqui as movimentações no mercado de trabalho da indústria discográfica e do Peer-to-Peer mas neste caso decidi abrir uma excepção porque poderá servir para retirar alguns ensinamentos para os partilhadores que se apressaram a chamar os administradores do Pirate Bay de “vendidos” por estes terem anunciado a sua intenção de vender o tracker de BitTorrent por 5,5 milhões de euros a uma empresa proprietária de uma rede de cibercafés e salões de jogos.

Segundo a Wikipedia, a primeira versão do LimeWire foi lançada a 29 de Maio de 2000, pouco depois do início da popularização do Napster. Ainda me lembro da primeira vez que utilizei esta aplicação de partilha de ficheiros. Ao contrário do Napster, o LimeWire permitia descarregar não apenas MP3s mas também PDFs, filmes e videojogos. Para encontrar e descarregar os ficheiros pretendidos, os utilizadores ligavam-se à rede Gnutella. De então para cá, a aplicação integrou o suporte para o protocolo BitTorrent. [Continue a ler]

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As notícias divulgadas na semana passada de que o serviço de streaming de música online da empresa sueca Spotify só estava a gerar uma média de 16 cêntimos de euros mensais em publicidade por cada utilizador devem ter deixado muitos responsáveis da indústria discográfica desapontados. Afinal de contas, ao longo dos últimos seis meses o serviço tem sido promovido como a melhor invenção no campo da música online desde o surgimento da loja do iTunes da Apple, o que não é coisa pouca!

Agora, Daniel Ek – o co-fundador da Spotify -, concedeu uma entrevista a Andrew Orlowski do The Register onde admite que o modelo de negócio da empresa não está a cumprir com o inicialmente previsto: “Estamos a enfrentar uma das piores recessões de sempre e está demorar mais tempo para começarmos (a atingir as nossas previsões de receitas). Nós consideramos que ainda não começámos verdadeiramente. Não se pode erguer um modelo auto-sustentável em apenas quatro meses, como o iTunes.” [Continue a ler]

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Pirate Bay vendido por 5,5 milhões de euros

by Miguel Caetano on Junho 30, 2009

Não, não é uma mentira de 1 de Abril! O Pirate Bay acaba mesmo de ser vendido à Global Gaming Factory X, uma empresa sueca proprietária da maior rede de cibercafés e salões de jogos do mundo, por 60 milhões de coroas suecas (5,5 milhões de euros). Foram os próprios piratas suecos a confirmarem a informação no seu blog oficial mas a companhia também emitiu um comunicado. Para além de controlar uma série de cibercafés e salões de jogos, a companhia também desenvolve soluções de software de gestão para cibercafés.

Apesar do valor da transacção ser bastante inferior ao que seria de esperar para um dos 100 sites mais visitados do mundo, o dinheiro é mais do que suficiente para os três administradores pagarem a indemnização no valor de 2,7 milhões a que em Abril passado foram condenados a pagar às editoras discográficas e estúdios de cinema por um tribunal de primeira instância. Contudo, a decisão encontra-se neste momento a ser alvo de recurso. [Continue a ler]

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The Video Bay: o YouTube do Pirate Bay está quase pronto

by Miguel Caetano on Junho 29, 2009

Mais de dois anos após o anúncio de um novo projecto lateral do Pirate Bay, eis que os piratas suecos informam o mundo de que o Video Bay, o seu site de streaming de vídeos destinado a concorrer com o YouTube, está finalmente online embora numa versão beta extreme, um eufemismo para dizer que por enquanto nada funciona :-) Quem quiser pode no entanto visualizar para já dois clips.

Ao contrário do YouTube, o Video Bay não deverá conter quaisquer restrições relativas aos direitos de autor, o que quer dizer que tal como acontece com o Pirate Bay, todos os pedidos de remoção de vídeos enviados pelos titulares de direitos deverão ser pura e simplesmente ignorados. [Continue a ler]

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Apesar do Conselho Constitucional francês ter colocado um travão nos planos de Nicolas Sarkozy para combater a partilha de ficheiros protegidos por direitos de autor, o presidente da França não se dá por vencido e já engendrou uma nova versão da lei “Criação e Internet” que será dentro breve submetida ao Parlamento. Basicamente tudo continua na mesma: suspensões do acesso à Internet, sanções aplicadas aos internautas associados aos endereços de IP “errados” e desrespeito do direito à presunção de inocência..

Poucas horas antes de uma mudança de cadeiras na pasta da Cultura que se saldou pela saída de Christine Albanel e pela entrada de Frédéric Miterrand (que é sobrinho do antigo presidente François Miterrand), o Conselho de Ministros redigiu e aprovou o texto do projecto de lei. A discussão do documento está agendada para a ordem do dia do Senado de 8 e 9 de Julho. Seguir-se-á então a Assembleia Nacional a 23 e 24 de Julho. [Continue a ler]

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appDowner: uma app store para o iPhone movida a torrents

by Miguel Caetano on Junho 29, 2009

Se a Apple não aceita aplicações que fazem uso do BitTorrent na App Store do iTunes para o iPhone, porque não desenvolver uma aplicação  que permita descarregar estas e outras aplicações proibidas pela marca da maçã através do protocolo de P2P?

Esta é a proposta da appDowder, uma aplicação que o programador Alec Renolds se encontra neste momento a desenvolver e e que fará com que o mercado já de si bastante competitivo dos programas para instalar aplicações não autorizadas se torne ainda mais concorrido.

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Partido Pirata une-se aos verdes no Parlamento Europeu

by Miguel Caetano on Junho 29, 2009


Após ter conquistado 7,1 por cento dos votos nas recentes eleições europeias, o Partido Pirata Sueco prepara-se para fazer a sua estreia no Parlamento Europeu através da pessoa de Christian Enström. O eurodeputado pirata irá sentar-se no mesmo grupo parlamentar dos Verdes/ALE (Aliança Livre Europeia), co-presidido por Rebecca Harms e Daniel Cohn-Bendit e que conta com 54 membros.

Como o site Stokholm News refere, antes de optar pelos Verdes Enström recebeu convites de vários grupos parlamentares oriundos de todos os espectros políticos: a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE, posicionado à direita), a Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) e um outro grupo não identificado. [Continue a ler]

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